segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sol x atividade física: uso de protetor solar e roupas adequadas são essenciais

Os cuidados com a pele estão diretamente ligados ao rendimento do esportista, que pode ser prejudicado por queimaduras solares.

Proteger a pele precisa ser um hábito diário e para quem pratica atividade física esse cuidado deve ser redobrado. A dermatologista Annia Cordeiro Lourenço explica que durante a atividade física ao ar livre, como a corrida, por exemplo, a exposição aos raios solares é maior e a proteção precisa ser intensificada. "O sol estimula a produção de enzimas destruidoras do colágeno - o que acelera o processo de envelhecimento - e leva à mutação do DNA - o que pode causar o câncer de pele. Tanto no dia a dia quanto nos momentos de exposições intensas, o filtro protege a pele dessas reações", explica.

Na hora de escolher o protetor para a prática esportiva a indicação é optar pelos com fator de proteção mais alto, como 50 e 60, e que sejam à prova de água. "Durante os treinos a exposição solar e transpiração são maiores, por isso, é importante observar as opções no mercado que ofereçam alta proteção à prova de água", explica Annia.

Como a composição dos filtros solares varia muito e, com isso, sua eficácia, a escolha do protetor deve ser feita com a ajuda de um dermatologista que irá avaliar o tipo de pele e prescrever a melhor opção. "Pessoas com pele oleosa devem optar pelas versões em gel, gel-creme ou fluidos, enquanto as peles mais secas e com sinais do tempo os cremes", destaca a dermatologista.

O protetor solar – mesmo em dias nublados – deve ser reaplicado a cada duas horas e em todas as partes do corpo, inclusive as orelhas. Além disso, também é aconselhável o uso de boné e roupas leves, mas com mangas longas que protegem mais o corpo da exposição solar. Alguns tecidos já possuem proteção contra raios ultravioleta e são usados em camisetas e bonés, o que aumenta a proteção contra os efeitos nocivos do sol.

Pós-sol Os cuidados com a pele estão diretamente ligados ao rendimento do esportista, que pode ser prejudicado por queimaduras solares. "Como toda agressão ao corpo, a queimadura produz um estresse físico que o organismo precisa vencer. Isso aumenta a desidratação e piora o rendimento do atleta", comenta Annia.

Para tratar as queimaduras, o ideal é fazer compressas frias com chá de camomila ou água mineral. A água thermal na versão aerosol também é indicada, além de anti-inflamatórios via oral e corticóides tópicos, mas essas soluções só devem ser usadas com a indicação de um especialista.

A alimentação e o consumo de água também têm papel importante no desempenho dos esportistas e na proteção da pele. "Alimentos com substâncias antioxidantes ajudam a manter a pele saudável, pois o estresse oxidativo desencadeado pelos treinos e exposição ao sol leva ao envelhecimento. Beber muita água e adotar uma alimentação saudável também são fundamentais nesse processo", finaliza Annia.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/sol-x-atividade-fisica-o-uso-do-protetor-solar-e-roupas-adequadas-sao-essenciais-para-se-proteger

CONFEF se pronuncia sobre Ação em Defesa da Educação Física na Escola

Precisamos com urgência do apoio de todos que, comprometidos com a Educação Física Escolar, ajudem a reforçar nosso compromisso com uma Educação de qualidade. 
 
CONFEF SE PRONUNCIA: Ação Declaratória tramita em Brasília

Em maio, o CONFEF propôs uma Ação Declaratória em face da União Federal (MEC/CNE), alegando que o artigo 31 fere a Lei Federal n° 9.696/98. A Ação Declaratória está tramitando na 20ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal e solicita nova redação para o artigo, de forma que os componentes curriculares de Educação Física fiquem a cargo exclusivo dos profissionais licenciados em Educação Física, em respeito à Constituição Federal e à Lei 9.696/98.

O CONFEF apóia esta e qualquer iniciativa que tenha como objetivo a valorização do Profissional de Educação Física e a defesa do direito da sociedade de ser atendida com qualidade!

Entenda o caso:

Em dezembro de 2009 o Conselho Nacional de Educação homologou uma Resolução fixando as diretrizes curriculares nacionais para a Educação Básica no Brasil.

No artigo 31 desta Resolução (nº 07/ 2010), o texto expõe que as escolas de Ensino Fundamental 1 (1ª a 5ª série) não necessitam contratar professores graduados para as aulas de Educação Física (disciplina obrigatória) e autoriza professores regentes a ministrarem as aulas em questão, os mesmos professores das aulas de Português, Matemática ou qualquer outra matéria .

Indignados, o Conselho Regional de Ed. Física do Rio de Janeiro - CREF1, o SINPEF/RJ (Sindicato de Profissionais de Ed Física do Rio de Janeiro) e a CEEF-Br (Confederação de Estudantes de Educação Física) publicaram um Abaixo-Assinado On Line em Defesa da necessidade de Profissionais de Educação Física na Escola,coletando assinaturas para assim compor um documento válido.

O objetivo desta ação visa encaminhar ao Congresso Nacional o repúdio a esta Resolução promovendo a defesa da Educação Física Escolar, o compromisso com a Educação Brasileira de qualidade e a valorização do Profissional da Educação Física graduado.

Se você é Profissional de Educação Física ou envolvido com a Educação Brasileira de qualidade, não fique de fora deste movimento.

Leia o trecho da Resolução:

"Resolução CNE/CEB nº 07/ 2010 - Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos

Art. 31 Do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, os componentes curriculares Educação Física e Arte poderão estar a cargo do professor de referência da turma, aquele com o qual os alunos permanecem a maior parte do período escolar, ou de professores licenciados nos respectivos componentes."


CLIQUE AQUI E ASSINE a Petição On Line em Defesa da Educação Física na Escola

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/abaixo-assinado-on-line-em-desfesa-da-educacao-fisica-na-escola

Mulheres sofrem mais de escoliose

Traumatologistas afirmam que a prática de natação terapêutica bem programada e planejada gera resultados eficazes.

As pessoas que sofrem de escoliose apresentam uma curvatura da coluna. "A escoliose é uma deformidade da coluna vertebral nas três dimensões, ou seja, nos planos coronal, sagital e axial", disse José Fernández Alen, neurocirurgião do Hospital USP San Camilo de Madri (Espanha).

Segundo explica este especialista em neurocirurgia da coluna, existem três tipos de escoliose em função de sua origem: idiopática, neurogênica e escoliose degenerativa do adulto.

"A escoliose idiopática, ou seja, a de causa desconhecida, é a mais frequente com diferença", comentou. "Ela acontece de maneira mais habitual durante a adolescência e tem uma prevalência de entre 2% e 4% da população, se forem levadas em conta para este dado as curvas maiores de dez graus", afirmou o especialista.

"Este tipo de escoliose é mais comum em meninas que em meninos. De fato, elas são afetadas até seis vezes mais que os homens. Também há escoliose idiopática em idades mais adiantadas, mas são mais raras", sustentou.

A escoliose neurogênica, por sua vez, "tem sua origem em problemas neurológicos como siringomielia, diastematomielia, medula ancorada e tumores intramedulares. Costuma se apresentar e progredir de maneira rápida e se apresenta com uma dor intensa, sobretudo noturna", explicou José Fernández.

"A escoliose degenerativa do adulto acontece como consequência da degeneração assimétrica dos discos, da osteoporose e das fraturas vertebrais produzidas por tal osteoporose", disse.

"A previsão depende da causa, localização e severidade da curvatura. No caso dos mais jovens, quanto maior for esta, maiores serão também as probabilidades que o problema piore uma vez terminado o crescimento", advertira, os especialistas do site MedLinePlus.

Quando se deve suspeitar?

Pode-se suspeitar que uma pessoa sofre de escoliose quando se observa uma musculatura desigual de um lado da coluna vertebral, quando há uma costela ou uma omoplata proeminente devido à rotação da caixa torácica, se os ombros estão em altura diferente, os quadris ou se o comprimento das duas pernas não é igual.

"Nas mulheres, um tamanho assimétrico ou a localização das mamas em alturas diferentes também poderia ser um sinal de escoliose", declarou Jose Fernández. "Nestes casos se deve consultar o médico, que fará as explorações oportunas", recomendou o especialista.

A gravidade da escoliose se mede em graus e estes são calculados mediante uma radiografia. "Um adolescente com esqueleto imaturo e uma curva de mais de dez graus deve ser acompanhado com radiografias a cada seis meses. Mas se a curva tem mais de 20 graus, serão realizadas radiografias a cada quatro meses", disse o médico.

"Se uma curva de 20 graus demonstra uma progressão de mais de cinco graus em um intervalo de entre quatro e seis meses e ao paciente lhe resta pelo menos um ano de crescimento, se deve aplicar um tratamento com órtese externa, ou seja, com colete ortopédico", disse o neurocirurgião.

Também se deve usar o colete nos casos de pacientes com esqueleto imaturo nos quais tenha sido diagnosticada uma escoliose de entre 30 e 40 graus. No entanto, se apesar desta medida apresentarem curvas superiores a 40 graus, a solução é uma correção cirúrgica.

Mediante o espartilho nos casos mais leves ou com cirurgia nos graves, "o tratamento pode conseguir uma correção praticamente completa da doença", disse José Fernández.

"Pode-se fazer uma lista interminável de opções de tratamento alternativo, mas só alguns poucos superaram os testes baseados na evidência científica", advertiu.

O especialista destacou também que "muitos estudos demonstraram a ineficácia de exercícios, manipulação, estímulos elétricos e remédios para corrigir a curvatura ou freá-la".

"Apesar de o exercício ser benéfico para manter um bom tônus muscular e uma boa função pulmonar e cardíaca, não há evidência que tenha efeitos na progressão da curva. No entanto, pode ajudar a reduzir o desconforto", afirmou.

No entanto, alguns traumatologistas recomendam a quem sofre de escoliose que pratique natação.

Segundo comentou Mario Lloret, especialista em medicina da educação física e do esporte, no relatório "Natação e Escoliose", "a natação terapêutica bem programada e planejada é um método contrastado e eficaz, complementar à ação médica frente aos desvios das costas".

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/mulheres-sofrem-mais-de-escoliose

terça-feira, 15 de novembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

As novas formas para controlar a hipertensão

Marcapasso, ondas de alta frequência e remédios mais modernos estão entre os recursos mais recentes para manter a pressão arterial dentro do limite.

É fácil entender os prejuízos da hipertensão, doença que acomete 30% da população mundial. Imagine uma mangueira ligada a uma torneira aberta por onde jorra um volume de água maior do que a largura do canal de borracha é capaz de suportar. Ano após ano, a pressão exercida contra as paredes do esguicho vai estragá-lo antes do tempo. É isso o que a pressão alta faz com as artérias por onde o sangue circula para irrigar o corpo. Para conseguir vantagem sobre a enfermidade, os cientistas estão empenhados em achar abordagens inéditas contra a doença. Por isso, o que está vindo por aí são inovações surpreendentes, com novidades como dispositivos e procedimentos para tratar casos até agora sem solução, medicamentos que combinam substâncias e novas estratégias para manter a pressão sob controle. Os recursos renovam o fôlego de quem está engajado nessa batalha. A doença está por trás na maioria dos casos de infarto e acidente vascular cerebral, e permanece uma séria ameaça. “Apenas cerca de 10% dos hipertensos diagnosticados no Brasil estão com a pressão sob controle”, afirma o cardiologista Celso Amodeo, do Hospital do Coração, em São Paulo. “É uma tragédia que precisa ser revertida.”

Uma das novas apostas para recrudescer o controle é uma espécie de marcapasso. O método está sendo avaliado para tratar pessoas com hipertensão resistente, um tipo que não cede ao tratamento. Chamado de Rheos System, o aparelho é colocado sob a pele, um pouco abaixo da clavícula. Ele estimula a atividade dos barorreceptores, estruturas encontradas na carótida responsáveis por enviar ao cérebro sinais de que a pressão está elevada. A partir deste aviso, o órgão inicia uma operação para que ela volte ao normal, enviando sinais para os vasos sanguíneos se dilatarem – o que facilita o fluxo do sangue e a desaceleração dos batimentos cardíacos. Um dos últimos estudos a respeito do desempenho do aparelho foi feito com 265 pacientes com hipertensão resistente tratados em 42 centros médicos americanos e europeus. Os pesquisadores concluíram que o marcapasso reduziu a pressão arterial em 33 mmHg (milímetros de mercúrio). “Ele irá beneficiar um grande número de pacientes”, disse John Bisognano, coordenador do trabalho. Não se sabe ao certo quantos pacientes são hipertensos resistentes, mas estima-se que entre 10 e 15% das pessoas com pressão alta estejam nessa categoria.

Outra esperança é o uso de aparelhos que emitem ondas de alta frequência. A técnica é feita com a inserção de um cateter na virilha para alcançar as artérias renais, que irrigam os rins. Quando chega lá, o cateter dispara as ondas para destruir alguns nervos da região. Esses nervos fazem parte do sistema nervoso simpático, que regula os movimentos involuntários do corpo, como a respiração e o controle da pressão arterial, e conduzem impulsos nervosos aos rins. Com isso, há mais dilatação das artérias e aumento da eliminação de sal e água, reduzindo a pressão. O método está sendo analisado primeiramente na terapia de pacientes com a hipertensão resistente. “Estamos otimistas”, disse o cardiologista Luiz Bortolotto, diretor da Unidade de Hipertensão do Instituto do Coração de São Paulo (InCor), onde a técnica foi usada, há dois meses, em uma paciente. Agora, os cientistas aguardam liberação para usá-la em mais 20 pacientes no começo do ano que vem. Resultados publicados na revista científica “The Lancet” mostraram que 84% de 106 pacientes submetidos ao método alcançaram uma redução significativa da pressão. “Além de baixá-la em cerca de 30 mmHg, esse procedimento tem repercussões positivas no organismo como um todo”, diz o cardiologista Flávio Fuchs, que coordena a Unidade de Hipertensão do Hospital das Clínicas de Porto Alegre (RS), onde o método, também em estudo, já foi aplicado em um paciente.

O manejo dos medicamentos é outro recurso que está sendo modernizado. Entre as novas abordagens, há algumas bem simples e possíveis de serem adotadas sem custo algum. A recomendação de tomar pelo menos um dos remédios à noite é uma delas. A proposta está embasada em pesquisas. A mais recente foi publicada na última semana no “Journal of The American Society of Nephrology”. Depois de acompanhar as respostas de 661 pacientes ao longo de 5,4 anos, o pesquisador Ramon Hermida, da Universidade de Vigo, na Espanha, constatou que os que ingeriam pelo menos uma medicação na hora de dormir tiveram menor chance de sofrer um evento cardíaco em comparação aos que tomavam pela manhã. É sabido que muitos pacientes sofrem com pressão elevada à noite, o que os deixa mais vulneráveis aos desgastes causados pela hipertensão. “Alguns dos mecanismos que desencadeiam a hipertensão são ativados durante o sono”, disse Hermida à ISTOÉ.

Os remédios também estão mudando. A novidade são os medicamentos que combinam três substâncias em uma mesma pílula: diurético, bloqueador do sistema renina-angiotensina e bloqueador de cálcio. Até pouco tempo, o que havia era ou drogas com apenas um desses compostos ou com no máximo dois deles. Para o próximo ano, porém, os pacientes contarão com os dois primeiros representantes desse gênero três em um. Um é fabricado pela Daiichi Sankyo; e outro, pela Novartis. Ambos se encontram em fase de aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “Remédios desse tipo devem facilitar a adesão ao tratamento”, diz a cardiologista Andréa Araújo Brandão, da Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro. Em vez de tomar várias pílulas ao dia, o hipertenso fica obrigado a ingerir apenas uma.

O Brasil está contribuindo para a modernização dos medicamentos. Na Universidade Federal de Minas Gerais, o cientista Robson Santos, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Na­nobiofarmacêutica, compôs um invólucro para aumentar o efeito de uma das drogas mais usadas, a losartana potássica. Em outro estudo, ele identificou – e está testando em humanos – um novo peptídeo (pedaço de proteína) que ajuda a dilatar as artérias, algo desejável no controle da hipertensão. “Ao contrário dos fármacos hoje utiliza­dos, que agem para inibir o aumento da pressão, nosso composto estimula as funções benéficas do sistema”, explica Santos.

Outra mudança foi feita na classificação dos resultados de um exame muito indicado pelos médicos, o mapeamento ambulatorial da pressão arterial. Ele avalia o comportamento da pressão ao longo de 24 horas. De 135 x 85 mmHg, o limite considerado ideal foi reduzido para 130 x 85 mmHg. “Baixamos o limite para aumentar a quantidade de pessoas que precisam ser conscientizadas do seu risco e observadas com mais atenção pelos médicos”, diz o cardiologista Luiz Bortolotto, do InCor. “Temos de ser mais agressivos no combate à doença”, complementa o cardiologista Múcio Oliveira, diretor de Emergência do InCor. A mudança é fruto da análise de vários estudos que mostraram que, acima dessa taxa, a pessoa sentirá as consequências da pressão alta com o avanço dos anos.

Em várias partes do mundo, registra-se também um encorajamento para medir a pressão em casa. O gesto ajuda a eliminar um fator que altera os resultados, a chamada hipertensão do avental branco. Um estudo publicado recentemente no jornal científico “Hypertension” revelou um dado surpreendente: um terço dos pacientes considerados hipertensos resistentes tinham, na verdade, a hipertensão do avental branco – aquela que sobe no consultório médico e volta ao normal fora dele.

Programas de apoio ao paciente para que ele não desista do tratamento reforçam as estratégias contra a doença. “Medidas simples, como o acompanhamento pelo telefone, pode ajudar nisso”, diz o nefrologista Décio Mion, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão. No Canadá, por exemplo, os pesquisadores criaram um plano de apoio por e-mail. O método foi colocado em prática por quatro meses com 387 pacientes e deu muito certo. Eles receberam mensagens que respondiam às suas preocupações, listadas em uma entrevista prévia, com informações, por exemplo, sobre como melhorar a dieta. “O aconselhamento duplicou a redução da pressão”, avaliou Robert Nolan, que liderou o estudo.

Outro aspecto interessante a merecer mais atenção é a relação entre a doença e o sono. Um grande número de trabalhos nessa área procura ampliar o conhecimento a respeito do tema. Recentemente, um estudo da Harvard Medical School mostrou que não só a quantidade, mas a qualidade do sono interfere na pressão. Na pesquisa, foram acompanhados 784 homens saudáveis, durante três anos e meio. Os pesquisadores constataram que os homens que usufruíam de menores quantidades de sono profundo apresentavam maior risco para a enfermidade. Em média, eles tinham 4% de sono profundo em toda a noite, quando, em geral, o índice é de 25%. “As pessoas não estão bem informadas sobre a importância do sono para manter a pressão arterial dentro dos limites”, disse à ISTOÉ Susan Redline, autora da pesquisa.

No Brasil, o cardiologista Lu­ciano Drager, do InCor, conduz um estudo para medir o impacto da apneia – paradas respiratórias que podem durar de um segundo a um minuto – na hipertensão. Em parceria com o Instituto Dante Pazzanese, ele avaliou o sono de 125 pessoas com hipertensão resistente. “Sessenta e quatro por cento manifestavam apneia. É um fator importante”, diz. As paradas respiratórias levariam a uma aceleração do sistema nervoso simpático para suprir a falta de oxigenação, o que interfere nos níveis de pressão. O controle da apneia reduziu em 5 mmHg a pressão.

Se a qualidade ruim da respiração abala a pressão, o inverso é verdadeiro. O emprego de técnicas para tornar a respiração mais lenta e controlada está sendo cada vez mais indicado pelos médicos. Uma das hipóteses é a de que ela reduziria a ação do mesmo sistema nervoso simpático. “Há práticas respiratórias que ajudam a manter a pressão nos níveis indicados”, diz a professora de ioga Luzia Komai Rodriguez, que usa o recurso com as alunas hipertensas do Centro de Estudos de Yoga Narayana, em São Paulo.

A mesa é outra das trincheiras mais valiosas para colocar a pressão nos eixos. E o sal, para os brasileiros, um empecilho sério ao bom controle. O limite de ingestão é de 5 gramas por dia, mas o consumo nacional fica entre 10 e 15 gramas. Uma pesquisa do Instituto Dante Pazzanese revelou que um dos problemas para o consumo excessivo é a falta de informação. “Noventa e três por cento dos 1.294 pacientes estudados não estabeleceram direito a relação entre o sódio e o sal a partir das informações nos rótulos dos produtos. Eles são confusos”, critica o cardiologista Daniel Magnoni, coordenador da pesquisa.

Marcapasso, ondas de alta frequência e remédios mais modernos estão entre os recursos mais recentes para manter a pressão arterial dentro do limite.

Em outra direção, a medicina está descobrindo novos alimentos aliados. Um estudo das Universidades de East Anglia e Harvard mostrou que as pessoas que comeram grande quantidade de mirtilo uma vez na semana tiveram 8% menos chances de ficar com a pressão alta. Atenta ao poder dessas substâncias, a indústria alimentícia começa a lançar produtos focados no público hipertenso. Na Finlândia, por exemplo, a Value tem uma linha de produtos, a Evolus, contendo um pedaço da proteína do leite, a caseína, que inibe uma enzima envolvida no descontrole da pressão. “Não existem ainda estudos definitivos, mas há evidências claras de que substâncias como a antocianina agem no relaxamento dos vasos sanguíneos”, diz Franco Lajolo, do Departamento de Alimento e Nutrição Experimental da Universidade de São Paulo.



Por Cilene Pereira e Mônica Tarantino

FONTE: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/as-novas-formas-para-controlar-a-hipertensao

Cirurgia inovadora para a coluna

Técnica indicada para escoliose e doenças degenerativas do disco faz incisão pela lateral do corpo e permite melhor recuperação.


Nos últimos tempos, os pesquisadores têm criado soluções para tornar as cirurgias mais simples e menos dolorosas. Foi assim, por exemplo, com as operações de abdome, hoje feitas com recursos endoscópicos. A evolução chegou às cirurgias de coluna, que costumavam ser muito traumáticas. Há poucos anos, passaram a ser realizadas com cortes menores no abdome ou nas costas. A última inovação nessa área é a técnica XLIF (Extreme Lateral Interbody Fusion), indicada para doenças degenerativas do disco, alguns tipos de escoliose e outros males. A novidade é que a incisão é feita lateralmente, de uma forma que evita danos. “O paciente volta para casa no dia seguinte e sente menos dores”, explica o neurocirurgião Luiz Pimenta, que criou o método na Universidade da Califórnia (EUA), onde é professor associado. Depois de ser aplicada nos hospitais americanos, a técnica começa a ser adotada no Brasil.

Um dos primeiros brasileiros a experimentar o método foi o policial Juliano dos Santos, 25 anos. Há dois anos ele sofreu uma lesão na coluna ao treinar jiu-jítsu. As dores insuportáveis o afastaram do tatame e tornavam incômodos atos simples como pilotar uma motocicleta e até andar. Hoje, três meses depois da operação, não está arrependido. “Logo no dia seguinte andava sem dor.” Juliano já pilota sua moto, faz exercícios na piscina e sonha com o dia em que poderá voltar a lutar.

Cerca de 60 milhões de brasileiros sofrem com problemas de coluna, segundo a Organização Mundial de Saúde. Desses, 10% precisam se submeter a cirurgias. “O estágio atual dessa técnica permite prever que em breve ela poderá ser aplicada a outros males de coluna, como vários tipos de hérnias”, afirma o médico Guilherme Wanderley, do Rio de Janeiro. Na sua opinião, uma das fatias da população que terá mais benefícios será a dos pacientes da terceira idade. “Com uma cirurgia menos agressiva, operações que antes eram evitadas para doentes com idade avançada agora poderão ser feitas sem problema”, acredita o médico.



Por Francisco Alves Filho

FONTE: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/cirurgia-inovadora-para-a-coluna

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Praticar exercícios é tão bom quanto tomar remédios para curar enxaqueca, destaca estudo

Estudo indica que os exercícios físicos têm a mesma eficiência que os remédios.

Para curar enxaquecas, médicos costumam indicar medicamentos como topiramato, que já provou ser eficaz para aliviar dores de cabeça. Mas uma outra opção poderá ser usado pelos profissionais, pois de acordo com estudo realizado pela Universidade de Gotemburgo, exercícios físicos têm a mesma eficiência que os remédios.

A prática de atividades físicas já era indicada por alguns médicos, mas o estudo publicado na revista Cephalalgia confirmou a eficácia de 40 minutos de exercícios para quem sofre com as dores de cabeça.

No total os cientistas observaram 91 pacientes e os dividiram em três grupos: um que se exercitou por 40 minutos três dias por semana, outro que fez exercícios de relaxamento e outro que apenas tomou a medicação.

Por três meses os pacientes foram monitorados com relação a dores, qualidade de vida, capacidade aeróbica e níveis de atividade.

O resultado apontou que o número de pacientes que não tiveram mais dores aumentou em todos os três grupos, sem diferença do tipo de tratamento escolhido.

A conclusão do estudo é de que a prática de exercícios físicos pode ser útil para quem tem enxaqueca e não pode tomar remédios para resolver o problema. 

Professora de Educação Física é eleita 'Educadora do Ano de 2011'

Fernanda Pedrosa de Paula, venceu concurso que envolvia outros 2.828 educadores. O projeto vencedor tem o nome de "Respeitável público: o circo na escola".
 
Do lado de fora da estação Julio Prestes, frio e chuva fina davam um boas-vindas tipicamente paulistano aos mais de 1.200 convidados que chegavam à sala São Paulo, no coração da capital. Clima bem diferente os aguardava do lado de dentro: animação, orgulho e emoção deram o tom da maior premiação da Educação brasileira. Centenas de professores, gestores públicos e autoridades como o ministro da Educação, Fernando Haddad, o secretário estadual de Educação, Herman Woordwald e o secretário do município, Alexandre Schneider prestigiaram o evento. As estrelas da noite, entretanto, eram quase para contar nos dedos: uma coordenadora pedagógica e dez professores escolhidos como vencedores do Prêmio Victor Civita – Educador Nota 10. Seus projetos, uma seleta do melhor ensino do país.
Escolhidos por 14 especialistas de diferentes áreas da Educação, os trabalhos vencedores destacaram-se dentro de um universo de 2.828 inscritos, enviados por professores de todas as regiões do Brasil. Um a um, os educadores vencedores eram anunciados pela atriz Denise Fraga, que conduziu a cerimônia. Em vídeos breves e tocantes, a plateia teve acesso a uma amostra dos onze projetos. Em cena, ideias transformadas em prática pedagógica eficaz, norteadas pela coerência nas sequências de atividades e processos avaliativos. No fim de cada projeção, a certeza de que as intenções cumpriram seu propósito. Geraram aprendizado.

Já pelo fim da festa, à fruição do show de João Bosco somou-se um outro ingrediente já comum a cada edição do Prêmio: o suspense. Aos som dos primeiros acordes do violão, um grupo de seis pessoas precisou se retirar da sala. Seus nomes são referência no mundo da Educação: Maria Malta Campos, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas; Nilson José Machado, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo; Sofia Lerche Vieira, docente da Universidade Federal do Ceará; Sonia Madi, coordenadora da Olimpíada de Língua Portuguesa; Vera Placco, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas e Ruy Aguiar, especialista de projetos do Fundo das Nações Unidas para a Infâcia (Unicef). Coube a eles a tarefa de escolher, entre os 11 finalistas, quem seria eleito Educador do Ano. “Em 2011, o conjunto de projetos esteve particularmente forte, motivo de orgulho para todos os envolvidos no processo”, afirma Regina Scarpa, presidente do júri coordenadora pedagógica da FVC.

Às 22h30, a voz de Roberto Civita, presidente do conselho da Fundação Victor Civita pôs fim ao suspense. “Sem discurso. A educadora do ano é Fernanda Pedrosa de Paula”, representante de Minas Gerais, autora do projeto "Respeitável público: o circo na escola" que jogou luz ao trabalho de consciência corporal e inclusão de alunos com deficiência na Educação Física, com turmas de 4º e 5º anos. “Almejamos que a valorização do educador seja inerente à profissão de professor”, discursou, emocionada, enquanto a Sala São Paulo reconhecia o mérito de pé, aos aplausos.