segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Andar de bicicleta alivia o estresse e fortalece músculos e articulações

Além de ser vantajosa para o meio ambiente, prática faz bem para a saúde. Especialistas dão dicas para pedalar de maneira segura e saudável. 
 
Tirar a bicicleta do fundo da garagem pode ser uma boa ideia para a saúde. Além de ser uma prática vantajosa para o meio ambiente, pedalar melhora o sistema cardiorrespiratório, alivia o estresse mental, queima calorias e fortalece os músculos e as articulações.

O ciclista consegue trabalhar no mesmo exercício musculaturas diferentes: quadríceps, musculatura posterior da coxa, panturrilha, glúteos, musculatura abdominal e extensores da coluna. Até os músculos do ombro, braço e antebraço são desenvolvidos no ciclismo.

Mas pedalar requer atenção e cuidados. Uma bicicleta mal ajustada ou um erro de postura pode causar sobrecarga mecânica e conseqüentemente provocar dores na coluna lombar, cervical, joelhos, tornozelos e pés, além de formigamento nas mãos.

O preparador físico José Rubens D’Elia sugere que o ciclista se sinta confortável e não precise forçar a coluna durante a pedalada.

Segundo o ortopedista Ivan Rocha, para saber se o selim está ajustado corretamente, o cano da bicicleta deve estar de 10 a 13 centímetros à mostra. O ideal é que o selim esteja na horizontal, apesar de alguns ciclistas preferirem inclinar levemente a parte de trás para evitar dormência na virilha. O importante é que o quadril não oscile durante a pedalada.

É importante lembrar que o guidão em “U” só é indicado para profissionais em corridas especiais e não deve ser usado no dia-a-dia porque pode prejudicar a dirigibilidade e a postura.

A postura, aliás, é um fator que merece atenção na hora de pedalar. De maneira geral, a coluna lombar deve ficar em um ângulo de 30 a 40 graus com um bom apoio das mãos. Se tiver encurvada demais, pode gerar dor nos ombros.

Kit Básico do Ciclista

Garrafa de água: garante a hidratação durante a atividade, repondo o líquido perdido pelo suor
Capacete: cores claras são mais indicadas e devem se ajustar bem à cabeça
Protetor solar: use o produto no rosto e nas demais partes do corpo expostas ao sol
Silicone protetor: proteja a região perineal de traumas repetitivos
Luvas: protegem as mãos em casos de queda e devem ter acolchoamento no centro da mão
Óculos: protege a visão e evita a cegueira instantânea no caso de olhar para o sol

No caso de pedalar à noite, o ciclista deve usar roupas claras e reluzentes, além de ter uma luz traseira conectada à bicicleta ou cinto, para que seja visto à distância.

Os obstáculos nas ruas também são perigosos, então é preciso ficar atento a tampas de bueiros, óleo, areia e pedras na pista, além de outros ciclistas que possam aparecer.

Para não desviar a atenção, o ideal é não utilizar fones de ouvido que podem bloquear sons que precisam ser ouvidos para dirigir defensivamente.

Se a intenção da prática é queimar mais calorias, o ciclista deve optar pela marcha lenta e pedaladas mais rápidas para não sobrecarregar os joelhos. Para exercitar os músculos, as mãos e o corpo devem ser deslocados com frequência para modificar a angulação das costas, pescoço e braços.

Vale lembrar que a bicicleta é um veículo, portanto, é essencial conhecer todos os sinais de trânsito. O uso da ciclovia ou ciclofaixa é obrigatório: quando elas não existirem, pode-se usar o acostamento ou a faixa de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via. Para um bom relacionamento com os motoristas, o ciclista pode utilizar sinais de mão para alertar sobre mudanças de direção que pretende fazer.

Caso a pedalada na rua não seja possível, transformar a bicicleta em uma bicicleta ergométrica é uma opção. Um aparelho conhecido como "rolo de treino" ou "rolo de apoio", colocado na roda traseira, pode ajudar o ciclista a subir na bicicleta e pedalar sem sair do lugar. A vantagem é que essa ferramenta custa de R$ 400 a R$ 800, enquanto uma bicicleta ergométrica custa em média R$ 1.500 - praticamente três vezes mais cara. Ou seja, por um terço do preço, é possível fazer uma adaptação que permite pedalar em dias de chuva, sem pegar trânsito e longe da poluição.

É fundamental que o ciclista faça uma revisão periódica na bicicleta: verifique os freios e a calibragem dos pneus; observe e corrija, se necessário, folgas das partes móveis como a roda, caixa de direção e pedais.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/andar-de-bicicleta-alivia-o-estresse-e-fortalece-musculos-e-articulacoes

Homens perdem peso mais fácil porque têm até 20% mais músculos

Massa magra é motor do corpo e ajuda maior parte das reações químicas. Na menopausa e andropausa, a testosterona cai e a gordura aumenta. 
 
Os homens têm mais massa magra que as mulheres, motivo pelo qual perdem peso com mais facilidade. Isso porque os músculos são o motor do corpo e promovem a maior parte das reações químicas que transformam nutrientes em energia, o que garante a queima calórica.

Nas células musculares, organelas chamadas mitocôndrias são responsáveis pelo gasto energético. Os músculos também ajudam no metabolismo basal, que é a queima do organismo em repouso, necessária para manter o funcionamento dos órgãos vitais. Quando os homens diminuem a ingestão de alimentos e fortalecem a massa magra, aumentam ainda mais esse gasto.


Segundo os endocrinologistas Alfredo Halpern e João Eduardo Salles, a mulher concentra mais gordura no quadril, culote, bumbum, coxas, cintura e seios. Já a silhueta masculina é mais marcada na barriga.

Quando entram na menopausa, as mulheres ganham ainda mais massa gorda, que costuma se acumular no abdômen. Como o ovário para de funcionar, cai a produção de testosterona, hormônio masculino que ajuda no crescimento dos músculos.

Os homens também costumam aumentar de peso na andropausa, porque, assim como as mulheres, sofrem uma redução na produção de testosterona, adquirindo massa gorda e perdendo a magra.

O metabolismo pode ser acelerado com a atividade física, mas não é possível saber quanto tempo ele fica acima do nível, pois isso depende da intensidade do exercício.

Para aumentar o metabolismo basal e queimar calorias até dormindo, os médicos recomendaram controlar a alimentação, fazer atividade aeróbica e também musculação. Dormir bem também ajuda. Segundo Salles, quem descansa pouco e mal reduz até 36% a taxa de metabolismo basal e acaba engordando mais.

Além disso, receber leite materno na infância previne a obesidade na vida adulta, de acordo com Halpern.

Como calcular o metabolismo basal:

- 3 a 10 anos [0,085 x P + 2,033] x 239 [0,095 x P + 2,110] x 239
- 10 a 18 anos [0,056 x P + 2,898] x 239 [0,074 x P + 2,754] x 239
- 18 a 30 anos [0,062 x P + 2,036] x 239 [0,063 x P + 2,896] x 239
- 30 a 60 anos [0,034 x P + 3,538] x 239 [0,048 x P + 3,653] x 239
P = peso corporal em kg

* Essa conta não é válida para mulheres durante o período de amamentação.

-Mulher pouco ativa (taxa basal + 20% = gasto calórico diário)
-Mulher ativa (taxa basal + 30%)
-Mulher muito ativa (taxa basal + 40%)
-Homem pouco ativo (taxa basal + 25%)
-Homem ativo (taxa basal + 35%)
-Homem muito ativo (taxa basal + 45%)

Exemplo da taxa metabólica de uma mulher de 37 anos ativa: taxa basal 1.381 calorias + 30% = 1.795 calorias

Fonte:  http://www.educacaofisica.com.br/noticias/homens-perdem-peso-mais-facil-porque-tem-ate-20-mais-musculos

O professor Wendel Fren é citado no conceituado site da ABRACEBRASIL

FUTUROS MESTRES EM CIUDAD DEL ESTE

Paraguai), onde participam até o dia 23 de aulas do Mestrado em Ciências da Educação, na Universidad San Carlos/ABRACE BRASIL, parceira da ABRACE BRASL, que mantém convênio com a instituição de Ensino Superior do país Guarani.

Duas turmas estão assistindo desde segunda-feira, 11, aulas de Base Sócio-Ética da Educação, ministrada pelo professor Dr. Vilmar Capilari Rosa (turma 2011-1) e de Epistemologia I, ministrada pela professora Drª Sylvia Regina Eger.

Provenientes de vários estados do Brasil, os futuros mestres assistem às aulas nos meses de julho e janeiro ministradas por docentes doutores paraguaios e estrangeiros com destacada trajetória em âmbito nacional e internacional. Entre os objetivos do Mestrado em Ciências da Educação, o de formar profissionais da educação altamente qualificados com competências para a investigação, a docência e liderança educativa que produza aportes significativos no campo da educação.

Dois sergipanos participam do segundo encontro (o primeiro aconteceu em janeiro de 2011). O professor simãodiense Claudiano Soares de Santana (licenciado em Letras/Português e acadêmico de Direito), avaliam “como aulas qualitativas, discursivas, com seguimentos de debates, numa relação de aprendizagem exaltante”, enquanto que o professor lagartense Wendel Fren Costa dos Anjos (licenciado em Educação e acadêmico de Enfermagem) avalia estas aulas como “importantíssima para o nosso processo de ensino aprendizagem, é um momento bastante enriquecedor e irá fazer com que a gente venha atuar de melhor forma com os nossos alunos, dando um melhor suporte didático pedagógico as nossas aulas”, disse.

Claudomir Tavares (licenciado em História), professor da rede municipal em Pirambu e estadual em Propriá participa de seu primeiro encontro e assim como os colegas de Simão Dias e Lagarto, está bastante entusiasmado com o mestrado. “São novos horizontes que se descortinam”, avalia, agradecendo o incentivo e o apoio em terras paraguaias dos conterrâneos sergipanos.

Praticamente metade do Brasil está representado no Mestrado em Ciências da Educação que nos próximos dois anos qualificará os futuros mestres brasileiros que atuarão nos estados de Alagoas, Brasília, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Pará, Pernambuco, Rondônia, Roraima, São Paulo e Sergipe. Os cursos de Mestrado (e posteriormente Doutorado) tem amparo legal através da Lei 9394/96 – Art. 48, DL nº 3196, DL nº 0800, DL nº 5518 e Ofício Circular nº 152/2005 – MEC/SESu/GAB e os habilitam para ministrar aulas em universidades e faculdades tanto do Brasil como no exterior.

Texto cedido pelo autor Claudomir Tavares
www.tribunadapraiaonline.com

Sol x atividade física: uso de protetor solar e roupas adequadas são essenciais

Os cuidados com a pele estão diretamente ligados ao rendimento do esportista, que pode ser prejudicado por queimaduras solares.

Proteger a pele precisa ser um hábito diário e para quem pratica atividade física esse cuidado deve ser redobrado. A dermatologista Annia Cordeiro Lourenço explica que durante a atividade física ao ar livre, como a corrida, por exemplo, a exposição aos raios solares é maior e a proteção precisa ser intensificada. "O sol estimula a produção de enzimas destruidoras do colágeno - o que acelera o processo de envelhecimento - e leva à mutação do DNA - o que pode causar o câncer de pele. Tanto no dia a dia quanto nos momentos de exposições intensas, o filtro protege a pele dessas reações", explica.

Na hora de escolher o protetor para a prática esportiva a indicação é optar pelos com fator de proteção mais alto, como 50 e 60, e que sejam à prova de água. "Durante os treinos a exposição solar e transpiração são maiores, por isso, é importante observar as opções no mercado que ofereçam alta proteção à prova de água", explica Annia.

Como a composição dos filtros solares varia muito e, com isso, sua eficácia, a escolha do protetor deve ser feita com a ajuda de um dermatologista que irá avaliar o tipo de pele e prescrever a melhor opção. "Pessoas com pele oleosa devem optar pelas versões em gel, gel-creme ou fluidos, enquanto as peles mais secas e com sinais do tempo os cremes", destaca a dermatologista.

O protetor solar – mesmo em dias nublados – deve ser reaplicado a cada duas horas e em todas as partes do corpo, inclusive as orelhas. Além disso, também é aconselhável o uso de boné e roupas leves, mas com mangas longas que protegem mais o corpo da exposição solar. Alguns tecidos já possuem proteção contra raios ultravioleta e são usados em camisetas e bonés, o que aumenta a proteção contra os efeitos nocivos do sol.

Pós-sol Os cuidados com a pele estão diretamente ligados ao rendimento do esportista, que pode ser prejudicado por queimaduras solares. "Como toda agressão ao corpo, a queimadura produz um estresse físico que o organismo precisa vencer. Isso aumenta a desidratação e piora o rendimento do atleta", comenta Annia.

Para tratar as queimaduras, o ideal é fazer compressas frias com chá de camomila ou água mineral. A água thermal na versão aerosol também é indicada, além de anti-inflamatórios via oral e corticóides tópicos, mas essas soluções só devem ser usadas com a indicação de um especialista.

A alimentação e o consumo de água também têm papel importante no desempenho dos esportistas e na proteção da pele. "Alimentos com substâncias antioxidantes ajudam a manter a pele saudável, pois o estresse oxidativo desencadeado pelos treinos e exposição ao sol leva ao envelhecimento. Beber muita água e adotar uma alimentação saudável também são fundamentais nesse processo", finaliza Annia.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/sol-x-atividade-fisica-o-uso-do-protetor-solar-e-roupas-adequadas-sao-essenciais-para-se-proteger

CONFEF se pronuncia sobre Ação em Defesa da Educação Física na Escola

Precisamos com urgência do apoio de todos que, comprometidos com a Educação Física Escolar, ajudem a reforçar nosso compromisso com uma Educação de qualidade. 
 
CONFEF SE PRONUNCIA: Ação Declaratória tramita em Brasília

Em maio, o CONFEF propôs uma Ação Declaratória em face da União Federal (MEC/CNE), alegando que o artigo 31 fere a Lei Federal n° 9.696/98. A Ação Declaratória está tramitando na 20ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal e solicita nova redação para o artigo, de forma que os componentes curriculares de Educação Física fiquem a cargo exclusivo dos profissionais licenciados em Educação Física, em respeito à Constituição Federal e à Lei 9.696/98.

O CONFEF apóia esta e qualquer iniciativa que tenha como objetivo a valorização do Profissional de Educação Física e a defesa do direito da sociedade de ser atendida com qualidade!

Entenda o caso:

Em dezembro de 2009 o Conselho Nacional de Educação homologou uma Resolução fixando as diretrizes curriculares nacionais para a Educação Básica no Brasil.

No artigo 31 desta Resolução (nº 07/ 2010), o texto expõe que as escolas de Ensino Fundamental 1 (1ª a 5ª série) não necessitam contratar professores graduados para as aulas de Educação Física (disciplina obrigatória) e autoriza professores regentes a ministrarem as aulas em questão, os mesmos professores das aulas de Português, Matemática ou qualquer outra matéria .

Indignados, o Conselho Regional de Ed. Física do Rio de Janeiro - CREF1, o SINPEF/RJ (Sindicato de Profissionais de Ed Física do Rio de Janeiro) e a CEEF-Br (Confederação de Estudantes de Educação Física) publicaram um Abaixo-Assinado On Line em Defesa da necessidade de Profissionais de Educação Física na Escola,coletando assinaturas para assim compor um documento válido.

O objetivo desta ação visa encaminhar ao Congresso Nacional o repúdio a esta Resolução promovendo a defesa da Educação Física Escolar, o compromisso com a Educação Brasileira de qualidade e a valorização do Profissional da Educação Física graduado.

Se você é Profissional de Educação Física ou envolvido com a Educação Brasileira de qualidade, não fique de fora deste movimento.

Leia o trecho da Resolução:

"Resolução CNE/CEB nº 07/ 2010 - Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos

Art. 31 Do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, os componentes curriculares Educação Física e Arte poderão estar a cargo do professor de referência da turma, aquele com o qual os alunos permanecem a maior parte do período escolar, ou de professores licenciados nos respectivos componentes."


CLIQUE AQUI E ASSINE a Petição On Line em Defesa da Educação Física na Escola

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/abaixo-assinado-on-line-em-desfesa-da-educacao-fisica-na-escola

Mulheres sofrem mais de escoliose

Traumatologistas afirmam que a prática de natação terapêutica bem programada e planejada gera resultados eficazes.

As pessoas que sofrem de escoliose apresentam uma curvatura da coluna. "A escoliose é uma deformidade da coluna vertebral nas três dimensões, ou seja, nos planos coronal, sagital e axial", disse José Fernández Alen, neurocirurgião do Hospital USP San Camilo de Madri (Espanha).

Segundo explica este especialista em neurocirurgia da coluna, existem três tipos de escoliose em função de sua origem: idiopática, neurogênica e escoliose degenerativa do adulto.

"A escoliose idiopática, ou seja, a de causa desconhecida, é a mais frequente com diferença", comentou. "Ela acontece de maneira mais habitual durante a adolescência e tem uma prevalência de entre 2% e 4% da população, se forem levadas em conta para este dado as curvas maiores de dez graus", afirmou o especialista.

"Este tipo de escoliose é mais comum em meninas que em meninos. De fato, elas são afetadas até seis vezes mais que os homens. Também há escoliose idiopática em idades mais adiantadas, mas são mais raras", sustentou.

A escoliose neurogênica, por sua vez, "tem sua origem em problemas neurológicos como siringomielia, diastematomielia, medula ancorada e tumores intramedulares. Costuma se apresentar e progredir de maneira rápida e se apresenta com uma dor intensa, sobretudo noturna", explicou José Fernández.

"A escoliose degenerativa do adulto acontece como consequência da degeneração assimétrica dos discos, da osteoporose e das fraturas vertebrais produzidas por tal osteoporose", disse.

"A previsão depende da causa, localização e severidade da curvatura. No caso dos mais jovens, quanto maior for esta, maiores serão também as probabilidades que o problema piore uma vez terminado o crescimento", advertira, os especialistas do site MedLinePlus.

Quando se deve suspeitar?

Pode-se suspeitar que uma pessoa sofre de escoliose quando se observa uma musculatura desigual de um lado da coluna vertebral, quando há uma costela ou uma omoplata proeminente devido à rotação da caixa torácica, se os ombros estão em altura diferente, os quadris ou se o comprimento das duas pernas não é igual.

"Nas mulheres, um tamanho assimétrico ou a localização das mamas em alturas diferentes também poderia ser um sinal de escoliose", declarou Jose Fernández. "Nestes casos se deve consultar o médico, que fará as explorações oportunas", recomendou o especialista.

A gravidade da escoliose se mede em graus e estes são calculados mediante uma radiografia. "Um adolescente com esqueleto imaturo e uma curva de mais de dez graus deve ser acompanhado com radiografias a cada seis meses. Mas se a curva tem mais de 20 graus, serão realizadas radiografias a cada quatro meses", disse o médico.

"Se uma curva de 20 graus demonstra uma progressão de mais de cinco graus em um intervalo de entre quatro e seis meses e ao paciente lhe resta pelo menos um ano de crescimento, se deve aplicar um tratamento com órtese externa, ou seja, com colete ortopédico", disse o neurocirurgião.

Também se deve usar o colete nos casos de pacientes com esqueleto imaturo nos quais tenha sido diagnosticada uma escoliose de entre 30 e 40 graus. No entanto, se apesar desta medida apresentarem curvas superiores a 40 graus, a solução é uma correção cirúrgica.

Mediante o espartilho nos casos mais leves ou com cirurgia nos graves, "o tratamento pode conseguir uma correção praticamente completa da doença", disse José Fernández.

"Pode-se fazer uma lista interminável de opções de tratamento alternativo, mas só alguns poucos superaram os testes baseados na evidência científica", advertiu.

O especialista destacou também que "muitos estudos demonstraram a ineficácia de exercícios, manipulação, estímulos elétricos e remédios para corrigir a curvatura ou freá-la".

"Apesar de o exercício ser benéfico para manter um bom tônus muscular e uma boa função pulmonar e cardíaca, não há evidência que tenha efeitos na progressão da curva. No entanto, pode ajudar a reduzir o desconforto", afirmou.

No entanto, alguns traumatologistas recomendam a quem sofre de escoliose que pratique natação.

Segundo comentou Mario Lloret, especialista em medicina da educação física e do esporte, no relatório "Natação e Escoliose", "a natação terapêutica bem programada e planejada é um método contrastado e eficaz, complementar à ação médica frente aos desvios das costas".

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/mulheres-sofrem-mais-de-escoliose

terça-feira, 15 de novembro de 2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

As novas formas para controlar a hipertensão

Marcapasso, ondas de alta frequência e remédios mais modernos estão entre os recursos mais recentes para manter a pressão arterial dentro do limite.

É fácil entender os prejuízos da hipertensão, doença que acomete 30% da população mundial. Imagine uma mangueira ligada a uma torneira aberta por onde jorra um volume de água maior do que a largura do canal de borracha é capaz de suportar. Ano após ano, a pressão exercida contra as paredes do esguicho vai estragá-lo antes do tempo. É isso o que a pressão alta faz com as artérias por onde o sangue circula para irrigar o corpo. Para conseguir vantagem sobre a enfermidade, os cientistas estão empenhados em achar abordagens inéditas contra a doença. Por isso, o que está vindo por aí são inovações surpreendentes, com novidades como dispositivos e procedimentos para tratar casos até agora sem solução, medicamentos que combinam substâncias e novas estratégias para manter a pressão sob controle. Os recursos renovam o fôlego de quem está engajado nessa batalha. A doença está por trás na maioria dos casos de infarto e acidente vascular cerebral, e permanece uma séria ameaça. “Apenas cerca de 10% dos hipertensos diagnosticados no Brasil estão com a pressão sob controle”, afirma o cardiologista Celso Amodeo, do Hospital do Coração, em São Paulo. “É uma tragédia que precisa ser revertida.”

Uma das novas apostas para recrudescer o controle é uma espécie de marcapasso. O método está sendo avaliado para tratar pessoas com hipertensão resistente, um tipo que não cede ao tratamento. Chamado de Rheos System, o aparelho é colocado sob a pele, um pouco abaixo da clavícula. Ele estimula a atividade dos barorreceptores, estruturas encontradas na carótida responsáveis por enviar ao cérebro sinais de que a pressão está elevada. A partir deste aviso, o órgão inicia uma operação para que ela volte ao normal, enviando sinais para os vasos sanguíneos se dilatarem – o que facilita o fluxo do sangue e a desaceleração dos batimentos cardíacos. Um dos últimos estudos a respeito do desempenho do aparelho foi feito com 265 pacientes com hipertensão resistente tratados em 42 centros médicos americanos e europeus. Os pesquisadores concluíram que o marcapasso reduziu a pressão arterial em 33 mmHg (milímetros de mercúrio). “Ele irá beneficiar um grande número de pacientes”, disse John Bisognano, coordenador do trabalho. Não se sabe ao certo quantos pacientes são hipertensos resistentes, mas estima-se que entre 10 e 15% das pessoas com pressão alta estejam nessa categoria.

Outra esperança é o uso de aparelhos que emitem ondas de alta frequência. A técnica é feita com a inserção de um cateter na virilha para alcançar as artérias renais, que irrigam os rins. Quando chega lá, o cateter dispara as ondas para destruir alguns nervos da região. Esses nervos fazem parte do sistema nervoso simpático, que regula os movimentos involuntários do corpo, como a respiração e o controle da pressão arterial, e conduzem impulsos nervosos aos rins. Com isso, há mais dilatação das artérias e aumento da eliminação de sal e água, reduzindo a pressão. O método está sendo analisado primeiramente na terapia de pacientes com a hipertensão resistente. “Estamos otimistas”, disse o cardiologista Luiz Bortolotto, diretor da Unidade de Hipertensão do Instituto do Coração de São Paulo (InCor), onde a técnica foi usada, há dois meses, em uma paciente. Agora, os cientistas aguardam liberação para usá-la em mais 20 pacientes no começo do ano que vem. Resultados publicados na revista científica “The Lancet” mostraram que 84% de 106 pacientes submetidos ao método alcançaram uma redução significativa da pressão. “Além de baixá-la em cerca de 30 mmHg, esse procedimento tem repercussões positivas no organismo como um todo”, diz o cardiologista Flávio Fuchs, que coordena a Unidade de Hipertensão do Hospital das Clínicas de Porto Alegre (RS), onde o método, também em estudo, já foi aplicado em um paciente.

O manejo dos medicamentos é outro recurso que está sendo modernizado. Entre as novas abordagens, há algumas bem simples e possíveis de serem adotadas sem custo algum. A recomendação de tomar pelo menos um dos remédios à noite é uma delas. A proposta está embasada em pesquisas. A mais recente foi publicada na última semana no “Journal of The American Society of Nephrology”. Depois de acompanhar as respostas de 661 pacientes ao longo de 5,4 anos, o pesquisador Ramon Hermida, da Universidade de Vigo, na Espanha, constatou que os que ingeriam pelo menos uma medicação na hora de dormir tiveram menor chance de sofrer um evento cardíaco em comparação aos que tomavam pela manhã. É sabido que muitos pacientes sofrem com pressão elevada à noite, o que os deixa mais vulneráveis aos desgastes causados pela hipertensão. “Alguns dos mecanismos que desencadeiam a hipertensão são ativados durante o sono”, disse Hermida à ISTOÉ.

Os remédios também estão mudando. A novidade são os medicamentos que combinam três substâncias em uma mesma pílula: diurético, bloqueador do sistema renina-angiotensina e bloqueador de cálcio. Até pouco tempo, o que havia era ou drogas com apenas um desses compostos ou com no máximo dois deles. Para o próximo ano, porém, os pacientes contarão com os dois primeiros representantes desse gênero três em um. Um é fabricado pela Daiichi Sankyo; e outro, pela Novartis. Ambos se encontram em fase de aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “Remédios desse tipo devem facilitar a adesão ao tratamento”, diz a cardiologista Andréa Araújo Brandão, da Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro. Em vez de tomar várias pílulas ao dia, o hipertenso fica obrigado a ingerir apenas uma.

O Brasil está contribuindo para a modernização dos medicamentos. Na Universidade Federal de Minas Gerais, o cientista Robson Santos, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Na­nobiofarmacêutica, compôs um invólucro para aumentar o efeito de uma das drogas mais usadas, a losartana potássica. Em outro estudo, ele identificou – e está testando em humanos – um novo peptídeo (pedaço de proteína) que ajuda a dilatar as artérias, algo desejável no controle da hipertensão. “Ao contrário dos fármacos hoje utiliza­dos, que agem para inibir o aumento da pressão, nosso composto estimula as funções benéficas do sistema”, explica Santos.

Outra mudança foi feita na classificação dos resultados de um exame muito indicado pelos médicos, o mapeamento ambulatorial da pressão arterial. Ele avalia o comportamento da pressão ao longo de 24 horas. De 135 x 85 mmHg, o limite considerado ideal foi reduzido para 130 x 85 mmHg. “Baixamos o limite para aumentar a quantidade de pessoas que precisam ser conscientizadas do seu risco e observadas com mais atenção pelos médicos”, diz o cardiologista Luiz Bortolotto, do InCor. “Temos de ser mais agressivos no combate à doença”, complementa o cardiologista Múcio Oliveira, diretor de Emergência do InCor. A mudança é fruto da análise de vários estudos que mostraram que, acima dessa taxa, a pessoa sentirá as consequências da pressão alta com o avanço dos anos.

Em várias partes do mundo, registra-se também um encorajamento para medir a pressão em casa. O gesto ajuda a eliminar um fator que altera os resultados, a chamada hipertensão do avental branco. Um estudo publicado recentemente no jornal científico “Hypertension” revelou um dado surpreendente: um terço dos pacientes considerados hipertensos resistentes tinham, na verdade, a hipertensão do avental branco – aquela que sobe no consultório médico e volta ao normal fora dele.

Programas de apoio ao paciente para que ele não desista do tratamento reforçam as estratégias contra a doença. “Medidas simples, como o acompanhamento pelo telefone, pode ajudar nisso”, diz o nefrologista Décio Mion, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão. No Canadá, por exemplo, os pesquisadores criaram um plano de apoio por e-mail. O método foi colocado em prática por quatro meses com 387 pacientes e deu muito certo. Eles receberam mensagens que respondiam às suas preocupações, listadas em uma entrevista prévia, com informações, por exemplo, sobre como melhorar a dieta. “O aconselhamento duplicou a redução da pressão”, avaliou Robert Nolan, que liderou o estudo.

Outro aspecto interessante a merecer mais atenção é a relação entre a doença e o sono. Um grande número de trabalhos nessa área procura ampliar o conhecimento a respeito do tema. Recentemente, um estudo da Harvard Medical School mostrou que não só a quantidade, mas a qualidade do sono interfere na pressão. Na pesquisa, foram acompanhados 784 homens saudáveis, durante três anos e meio. Os pesquisadores constataram que os homens que usufruíam de menores quantidades de sono profundo apresentavam maior risco para a enfermidade. Em média, eles tinham 4% de sono profundo em toda a noite, quando, em geral, o índice é de 25%. “As pessoas não estão bem informadas sobre a importância do sono para manter a pressão arterial dentro dos limites”, disse à ISTOÉ Susan Redline, autora da pesquisa.

No Brasil, o cardiologista Lu­ciano Drager, do InCor, conduz um estudo para medir o impacto da apneia – paradas respiratórias que podem durar de um segundo a um minuto – na hipertensão. Em parceria com o Instituto Dante Pazzanese, ele avaliou o sono de 125 pessoas com hipertensão resistente. “Sessenta e quatro por cento manifestavam apneia. É um fator importante”, diz. As paradas respiratórias levariam a uma aceleração do sistema nervoso simpático para suprir a falta de oxigenação, o que interfere nos níveis de pressão. O controle da apneia reduziu em 5 mmHg a pressão.

Se a qualidade ruim da respiração abala a pressão, o inverso é verdadeiro. O emprego de técnicas para tornar a respiração mais lenta e controlada está sendo cada vez mais indicado pelos médicos. Uma das hipóteses é a de que ela reduziria a ação do mesmo sistema nervoso simpático. “Há práticas respiratórias que ajudam a manter a pressão nos níveis indicados”, diz a professora de ioga Luzia Komai Rodriguez, que usa o recurso com as alunas hipertensas do Centro de Estudos de Yoga Narayana, em São Paulo.

A mesa é outra das trincheiras mais valiosas para colocar a pressão nos eixos. E o sal, para os brasileiros, um empecilho sério ao bom controle. O limite de ingestão é de 5 gramas por dia, mas o consumo nacional fica entre 10 e 15 gramas. Uma pesquisa do Instituto Dante Pazzanese revelou que um dos problemas para o consumo excessivo é a falta de informação. “Noventa e três por cento dos 1.294 pacientes estudados não estabeleceram direito a relação entre o sódio e o sal a partir das informações nos rótulos dos produtos. Eles são confusos”, critica o cardiologista Daniel Magnoni, coordenador da pesquisa.

Marcapasso, ondas de alta frequência e remédios mais modernos estão entre os recursos mais recentes para manter a pressão arterial dentro do limite.

Em outra direção, a medicina está descobrindo novos alimentos aliados. Um estudo das Universidades de East Anglia e Harvard mostrou que as pessoas que comeram grande quantidade de mirtilo uma vez na semana tiveram 8% menos chances de ficar com a pressão alta. Atenta ao poder dessas substâncias, a indústria alimentícia começa a lançar produtos focados no público hipertenso. Na Finlândia, por exemplo, a Value tem uma linha de produtos, a Evolus, contendo um pedaço da proteína do leite, a caseína, que inibe uma enzima envolvida no descontrole da pressão. “Não existem ainda estudos definitivos, mas há evidências claras de que substâncias como a antocianina agem no relaxamento dos vasos sanguíneos”, diz Franco Lajolo, do Departamento de Alimento e Nutrição Experimental da Universidade de São Paulo.



Por Cilene Pereira e Mônica Tarantino

FONTE: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/as-novas-formas-para-controlar-a-hipertensao