sábado, 17 de março de 2012

Pilates: os riscos da prática por profissionais não regulamentados

Fisioterapeutas, educadores físicos, terapeutas ocupacionais e bailarinos são os profissionais que mais ocupam o cargo de professor da modalidade e os mais indicados para função, desde que façam treinamentos específicos.

Bastam 120 horas (divididas em finais de semana), um investimento de R$ 2 mil, uma plaquinha e uma sala de aula para qualquer pessoa virar instrutor de pilates.
Pelas normas atuais, os aparatos descritos acima são o suficiente para ganhar o título de especialista e oferecer exercícios físicos intensos, com potencial de lesões sérias, para idosos, gestantes, crianças e adultos.

O pilates ganhou popularidade no Brasil e os estúdios tomaram conta das cidades. Fisioterapeutas, educadores físicos, terapeutas ocupacionais e bailarinos são os profissionais que mais ocupam o cargo de professor da modalidade e os mais indicados para função, desde que façam treinamentos específicos.
“Mas não há diretrizes que norteiem a formação, como conteúdo programático ou carga-horária”, afirma o coordenador da Associação Brasileira de Pilates (ABP), Eduardo Freitas da Rosa.

“Em consequência disso, existem profissionais sem condições mínimas para atuar ou ministrar cursos sobre o método”, complementa.
“Pilates é um curso livre, não há exigência de diploma não”, respondeu a atendente de uma entidades que oferece capacitação da técnica, após a reportagem do iG Saúde perguntar se poderia participar da próxima turma que forma professores sem ter diploma em nenhuma área.
“São R$ 2 mil reais, pagos em até 10 vezes. O curso tem 120 horas e mais um estágio de 30 horas que você pode fazer na nossa unidade mesmo, com nossos matriculados”, explicou a moça ao telefone.

É verdade que, no contato com outros 8 estúdios que oferecem curso de professor de pilates (três em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul, um na Bahia e outro em Florianópolis), só mais um aceitou a não formação prévia em universidades que ensinam noções de anatomia ou fisiologia.
O restante disse que as aulas eram voltadas apenas para fisioterapeutas e professores de educação física. Mas mesmo quem já cumpriu a graduação, pode “se especializar” em “pilates para idosos” ou “pilates para gestantes”, por exemplo, após cumprir apenas 16 horas de treinamento.

“É muito sério isso que está acontecendo”, lamenta a educadora física Cristina Abrami, diretora técnica do CGPA Pilates e uma das profissionais que batalha para a regulamentação da prática e o aumento da fiscalização.

“Hoje, se você colocar uma plaquinha na porta da sua casa oferecendo as aulas, no dia seguinte terá três alunos matriculados. Muitas academias oferecem o método em classes com mais de 10 alunos, sendo que a prática deve ser o mais personalizada possível”, diz.
“Entregamos nosso corpo, a nossa saúde nas mãos de pessoas que podem ter feito apenas um workshop ou visto um DVD sobre pilates”, alerta Cristina Abrami.
Neste contexto de mão de obra não regulamentada e capacitada para as aulas, a agravante é o perfil dos alunos. Nos últimos anos, pesquisas pipocaram enaltecendo o pilates como “remédio” para problemas crônicos, como dores intensas, osteoporose e outras alterações musculares e esqueléticas.
De fato, explica o ortopedista especializado em coluna do Hospital das Clínicas de São Paulo, Raphael Marcon, o método é excelente para a reabilitação e também para o condicionamento físico, com já evidências científicas confirmadas.

Isso indica que quando chegam às aulas, muitos praticantes já estão lesionados, com problemas de saúde e querendo amenizar os sintomas doloridos. O problema é quando o que era para ser remédio acaba como veneno. Segundo Marcon, o que ocorre é o caminho inverso.
“Os pacientes vão para as aulas de pilates para recuperar da dor, mas acabam voltando com mais dor ainda”, afirma o especialista.
O presidente da Sociedade Brasileira de Coluna, Luis Eduardo Munhoz da Rocha, acrescenta que os exercícios de pilates fortalecem a região da lombar, mas podem exigir muito de uma estrutura já comprometida.

“Os discos existentes entre as vértebras podem já estar desgastados devido ao próprio estilo de vida (postura inadequada, genética e até obesidade)”.
“Quando o pilates é ministrado por quem tem conhecimento, o limite individual de cada praticante é mais respeitado. Seja para a reabilitação, seja para o emagrecimento ou para o condicionamento físico.”

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/fitness/canais-fitness/pilates/21294-pilates-os-riscos-da-pratica-por-profissionais-nao-regulamentados

quinta-feira, 15 de março de 2012

A RELAÇÃO DAS TEORIAS CONTEMPORÂNEAS NA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

 Anjos, Wendel Fren Costa dos [1]

Rodrigues, Judite Filgueiras[2]


RESUMO


Estamos atualmente em uma constante discussão acerca de metodologias e abordagens mais favoráveis a um processo de aprendizagem significativa mais efetiva, esta é uma discussão que ainda carece de recursos, técnicas e metodologias diferenciadas e atrativas, já que o panorama ainda se mostra deficiente em relação a resultados dentro de sala de aula. Este trabalho tem a pretensão de tornar o estudo de funções mais agradável ao aluno, levando-o a apresentar uma predisposição para aprender, fundamental no processo de ensino-aprendizagem. Procurou levar em conta os principais preceitos das teorias de aprendizagem estudadas, especialmente da aprendizagem significativa de Ausubel. É de suma importância que o docente faça uma alta avaliação e entenda que ele próprio é a chave para melhores resultados na aprendizagem de seus alunos. Aprimorar a educação significa, antes de mais nada, melhorar a eficácia e eficiência da sua aula, cuja autonomia permite, até certo ponto, a utilização de recursos e metodologias mais adequados ao perfil da educação do futuro.

Palavras-Chave: Aluno; Aprendizagem; Docente; Metodologia.  

 1-Mestrando em Ciências da Educação, Especialista em Educação Física Escolar, Graduado em Educação Física e Acadêmico do 9º período de Enfermagem.
 2- Doutora em Ciências do Movimento Humano, docente da USC – Universidad San Carlos.

 INTRODUÇÃO

Os métodos tradicionais parecem ter construído os currículos e suas metodologias sem considerar os avanços da psicologia e da tecnologia, ignorando as descobertas no âmbito do desenvolvimento cognitivo. De fato, várias décadas depois das primeiras críticas de Jean Piaget aos métodos pedagógicos adotados, as escolas, na sua maioria, permanecem imutáveis na sua organização.
Atualmente, há um consenso de que a educação é uma ciência vital para o desenvolvimento cognitivo do indivíduo. Contudo, nossa sociedade parece estar repleta de indivíduos que desenvolveram uma aversão a mesma. Para SOUSA (2005, p. 15) “a mudança de atitude passa pela demonstração de suas múltiplas facetas: utilidade, vitalidade, realidade, rigor e raciocínio”. Portanto, esse processo de mudança se faz necessário para que possamos atingir um nível de excelência na educação do futuro citada por Edgar Morin (2000) neste sentido, é necessário mudarmos o nosso conceito de educação e englobar toda a clientela interna e externa para dentro da escola, alterar as metodologias de ensino dos professores e educadores e por fim fazermos uma reavaliação das práticas que não foram positivas.
Para (SOUSA 2005 apud MORGADO 1986, p.108) “a aprendizagem aparece sempre ligada à superação de contradições internas”. Por isso a importância dos métodos ativos no desenvolvimento psicológico da criança, de situações que propiciem a experimentação e a reflexão acerca do tema.
Já para (SOUSA 2005 apud VYGOTSKY) diz que “as potencialidades do indivíduo devem ser consideradas durante o processo de ensino-aprendizagem”. Como defende que a aprendizagem impulsiona o desenvolvimento, a escola surge com um papel essencial, devendo dirigir o ensino de modo a incentivar o desenvolvimento potencial do aluno.
A aprendizagem significativa é aquela que permite a construção de um novo conhecimento em relação ao que existia em sua mente, ao que já se encontrava em sua estrutura cognitiva. Segundo MOREIRA (1999b, p. 11), para Ausubel, a aprendizagem é significativa quando a nova informação interage com um aspecto especificamente relevante da estrutura de conhecimento da pessoa.
O as tecnologias tem sido cada vez mais exploradas para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem. Aliado à sua utilização cada vez mais disseminada em todas as áreas está a necessidade de inovação em métodos de ensino, com técnicas efetivas e atraentes ao aluno. Em relação à educação, ela se presta de uma forma surpreendente. Embora muitos docentes sejam ainda reticentes em relação ao uso de novas tecnologias, especialmente ao computador, cabe a eles a atualização de técnicas, meios e instrumentos que proporcionem ao aluno melhorar sua condição de aprendizagem. 
Tanto as ferramentas computacionais emergentes como os desenvolvimentos mais recentes das teorias de aprendizagem têm contribuído para viabilizar algumas mudanças na educação. Pela evolução tecnológica recente e constante, podemos prever que os meios disponíveis nas escolas se tornarão ainda mais poderosos para a chamada Educação do Futuro citada pelo Edgar Morin (2000).

O DESENVOLVIMENTO COGNITIVISTA DE PIAGET NA RELAÇÃO DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

As propostas de Jean Piaget (1975) configuram uma teoria construtivista do desenvolvimento cognitivo humano. Para explicar como e por que ocorre o desenvolvimento cognitivo, Piaget usa quatro conceitos básicos: esquema, assimilação, acomodação e equilibração.
O Esquema segundo o autor são estruturas mentais com que os indivíduos intelectualmente se adaptam e organizam o ambiente e refletem, no indivíduo, seu nível atual de compreensão e conhecimento do mundo, a assimilação é o processo cognitivo de colocar novos objetos em esquemas já existentes, neste sentido, o processo de assimilação ocorre continuamente, o que possibilita a ampliação dos esquemas, explicando, assim, o crescimento da inteligência.
A acomodação é o aspecto da atividade cognitiva que envolve a modificação dos esquemas para corresponderem aos objetos da realidade. Segundo (BARROS, 1996, p. 57 apud PIAGET) diria que “o organismo não pode se acomodar às potencialidades de um objeto que não pode assimilar ao seu sistema atual de significados. O hiato entre o velho e o novo não pode ser muito grande”. Por isso, o desenvolvimento se processa gradualmente. Já a equilibração é um processo ativo pelo qual uma pessoa reage a distúrbios ocorridos em sua maneira comum de pensar, através de um sistema de compensações; isto resulta em nova compreensão e satisfação, ou seja, em equilíbrio. Essa equilibração leva a pessoa a um modo de funcionamento mental mais elevado.
Quando este equilíbrio é rompido por experiências não assimiláveis, o organismo se reestrutura (acomoda), a fim de construir novos esquemas de assimilação e atingir novo equilíbrio. A aprendizagem só ocorre quando há acomodação, uma reestruturação da estrutura cognitiva do indivíduo, que resulta em novos esquemas de assimilação. (MOREIRA, 1999)

O PENSAMENTO DE VYGOTSKY NA TEORIA DA APRENDIZAGEM

Para (MOREIRA 1987 apud LEV VYGOTSKY 1987, 1988), o desenvolvimento cognitivo não pode ser entendida sem referência ao contexto social, histórico e cultural em que ocorre. O desenvolvimento cognitivo da criança deve ser acompanhado de forma sistemática respeitandoo as etapas de aprendizagem e transformações cognitivas e sociais. Essa transformação ocorre de acordo com a interação com o meio social e do uso de ferramentas e símbolos.
Para ele, o ser humano tem que captar os significados já compartilhados socialmente. O mais importante, é enfocar a interação social entre os indivíduos, já que esta é fundamental para a transmissão do conhecimento social histórica e culturalmente construído. Ainda numa visão vygotskyana, a internalização de significados depende da interação social, mas, assim como na visão ausubeliana, eles podem ser apresentados ao aprendiz em sua forma final.
Sendo assim, teoria de Vygotsky é totalmente construtivista, seguindo uma linha de raciocínio que os instrumentos e signos são construções sócio-históricas e culturais e a internalização dos instrumentos e signos é uma reconstrução interna na mente do indivíduo, portanto a interação social é peça chave para a internalização de instrumentos e signos.
Dessa forma, os conteúdos trabalhados em sala de aula devem deixar de ter um fim em si mesmos e ganharem significados diversos a partir das experiências sociais dos alunos para que possamos ampliar seu universo cognitivo, mediando o seu contato com a realidade de forma crítica e dinâmica.
 
CONCLUSÃO
A aprendizagem num contexto global caracteriza-se basicamente pela interação entre novos conhecimentos e aqueles especificamente relevantes já existentes na estrutura cognitiva do discente, é um processo que necessita por parte do docente uma visão holística da real situação que se encontra o seu alunado para que a partir daí seja traçado todo o planejamento dentro das necessidades dos discentes para que possa estimula-los a investigar, ler, interpretar o conteúdo direcionado.
 É notório que aprendizagem significativa deve ser uma temática constantemente discutida nas práticas pedagógicas e que estas devem ser analisadas através das principais teorias contemporâneas citadas por diversos autores que são de suma importância no processo de ensino aprendizagem, mas devemos adequá-las a nossa realidade de trabalho para que possam surtir um efeito positivo.
Portanto, é preciso repensarmos a aprendizagem significativa no processo de ensino, por que são a partir dessas inquietações que vamos procurar novos conceitos através de autores contemporâneos e adaptá-los a cada realidade escolar, e de certa forma entender a cultura onde o discente esta inserido para que realmente possamos alcançar a aprendizagem significativa do nosso alunado.


REFERÊNCIAS
ALVES, Aline de Sousa. MAGALHÃES, Pedro Barroso.Teorias da Aprendizagem de Vygotsky e Ausubel. Disponível em http://home.alunos.utad.pt/~al1 2940/Psicologia.htm#_Toc509575499. Acesso em 17/06/2011.   

MOREIRA, M.A., Caballero, M.C. e Rodríguez, M.L. (orgs.) (1997). Actas del Encuentro Internacional sobre el Aprendizaje Significativo. Burgos, España. pp. 19-44.

MOREIRA, Marco Antônio. Teorias de aprendizagem. São Paulo: EPU, 1999.

PIAGET, J. INHELDER, B. O desenvolvimento das quantidades físicas na criança. 2.ed.Rio de Janeiro: Zahar editores, 1975.

PIAGET, J. Para onde vai a educação? Rio de Janeiro: ed. José Olimpio, 1977.

SOUSA, Pedro M.L. O ensino da matemática: Contributos pedagógicos de Piaget e Vygotsky. 2005. Disponível em www.psicologia.com.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo =A02 58. Acesso em 24/06/2011.

domingo, 11 de março de 2012

Exercícios durante a gravidez fazem bem para o bebê

Um estudo neozeolandês publicado no Journal of Clinical Endocrinology comprovou que o exercício praticado pela futura mamãe também traz benefícios ao bebê que ela espera.

O simples andar de bicicleta durante cinco vezes por semana pode diminuir o peso do bebê em até 150 gramas. Além disso, a prática de um esporte é suficiente para reduzir os riscos de obesidade e outros problemas de saúde na criança.

Os exercícios aeróbicos alteram o ambiente materno e o estímulo nutricional do feto, resultando em redução do peso do bebê, dizem os especialistas.

Eles chegaram a essa conclusão depois de dividir 84 grávidas em dois grupos. O primeiro deles praticou sessões de 40 minutos em bicicleta ergométrica até a 36ª semana de gestação.

O outro grupo não praticou nenhum exercício físico. A conclusão foi que as grávidas do primeiro grupo deram à luz bebês menores e mais magros.

Ou seja, o peso e o tamanho do recém-nascido estão associados ao risco de obesidade. De acordo com os estudiosos, uma modesta redução nessas medidas pode trazer benefícios a longo prazo para a criança.

Fonte:  http://www.educacaofisica.com.br/index.php/escola/canais-escola/crescimento-desenvolvimento/21221-exercicios-gravidez-bebe