Esse blog foi construído para postagem de assuntos relacionados a área de Enfermagem / Educação Física, e para meus alunos ficarem inteirados nos assuntos trabalhados em sala de aula e assuntos da atualidade na área da educação e saúde...
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
CALÇANDO LUVA ESTÉRIL
Calçando luva estéril
O
procedimento de calçar um par de luvas estéril requer técnica correta, para
evitar a contaminação da luva, fato este que pode ocorrer com facilidade,
por isso requer muita atenção.
As luvas
estéreis devem ser utilizadas sempre que ocorrer a necessidade de
manipulação de áreas estéreis. Existem vários procedimentos que exigem a
utilização de luvas estéreis, entre eles os procedimentos cirúrgicos,
aspiração endotraqueal, curativos extensos, que se tornam difíceis realizar
somente com o material de curativo.
Resumindo, em qualquer ocasião que for necessário o auxílio manual em locais
estéreis ou em lesões, usa-se as luvas esterilizadas.
Podem
ser encontradas nos tamanhos P, M ou G, ou até mesmo em tamanhos numerados
como 6.0, 6.5, 7.0 até 9.0. E pode variar de acordo com o fabricante.
Após realizar a lavagem correta das mãos, abra
o pacote de luvas sobre uma superfície limpa, à altura confortável para sua
manipulação.
Observe
que existem abas nas dobras internas da embalagem das luvas.
Elas existem para facilitar a abertura do
papel, sem que ocorra o risco de tocar nas luvas e contaminá-las. Então,
segure nas abas abra os dois lados que revestem as luvas, conforme a figura
abaixo.
As luvas
estão dispostas corretamente a sua frente, onde: a luva da mão direita está
a sua direita, e a luva da mão esquerda, está a sua esquerda. Isso na
maioria dos fabricantes. A maioria das luvas não tem lado anatômico, mas
ficam dispostas nesse sentido, devido a dobra existente do polegar.
Agora,
prepare-se para calçar a luva na mão dominante. Com sua mão nãodominante,
segure a luva pela face interna da luva (que vem dobrada propositalmente).
Lembre-se: enquanto você estiver sem luvas, segure apenas pela face onde a
luva irá entrar em contato com sua pele, ou seja, face interna.
Agora,
introduza os dedos da mão dominante, calmamente, procurando ajustar os dedos
internamente. Realize esta etapa da melhor maneira possível, mas não se
preocupe se os dedos ficarem mal posicionados dentro da luva. Continue o
procedimento mesmo com os dedos posicionados de forma errada (é muito
arriscado tentar arrumar a posição dos dedos, você pode contaminá-la).
Após
esta etapa, introduza até que sua mão entre completamente na luva, sempre a
segurando pela face interna.
Agora
que você colocou a primeira luva estéril (na mão dominante), vamos colocar a
luva na mão esquerda (não-dominante). Lembre-se, que agora estamos com uma
luva estéril na mão dominante, não podemos tocar em lugares que não sejam
estéreis, sejam eles a nossa pele, superfícies ou objetos ao nosso redor.
Com a mão dominante (enluvada), segure a outra luva pela face externa (ou
seja, por dentro da dobra existente). Esta dobra existente no punho da luva
servirá de apoio para segurar a luva, sem que ocorra o risco de contaminar a
luva, mesmo que imperceptivelmente.
Sempre
segurando pela dobra do punho da luva, introduza calmamente sua mão esquerda
(não-dominante) na luva, semelhante ao realizado na primeira, mas agora, com
a cautela de não tocar com a luva na pele da mão esquerda ou em locais
não-estéreis.
Siga
esta etapa, até introduzir toda a mão esquerda na luva.
Agora,
havendo a necessidade de posicionar os dedos corretamente, ou até mesmo
melhorar o calçamento da luva, faça com ambas as luvas, porém evite
manipular a luva na região dos punhos, caso esta não possua mais as dobras
de segurança.
FONTE: http://www.soenfermagem.net/tecnicas/calcandoluva.html
domingo, 2 de dezembro de 2012
Se for correr no calor, não enxugue o suor!
Além das recomendações que competem aos nutricionistas sobre a hidratação, destaco abaixo dicas importantes para garantir a atividade física mais segura e saudável:
- Evite exercícios quando a temperatura estiver acima de 30º C, principalmente se a umidade relativa do ar for maior do que 60%. O corpo humano produz muito calor durante o exercício e as altas temperaturas dificultam a transferência do calor do corpo para o ambiente.
- Não enxugue o suor. A evaporação do suor garante boa parte do controle térmico do corpo. Em ambientes muito úmidos, produziremos mais suor e a nossa tendência é tentar enxugá-lo. Isso impede a transferência de calor.
- Use roupas de tecido tecnológico. Há alguns anos a indústria esportiva desenvolveu com sucesso tecidos que aceleram a evaporação do suor e ajudam na termoregulação.
- Evite correr de dorso nu. O corpo absorve muito calor e o dorso nu, ao contrário do que parece, dificulta ainda mais a transferência de calor.
- Diminua a intensidade e principalmente a duração do exercício. Além do aumento exacerbado da temperatura corporal interna, o corpo sofre um desgaste cardiovascular considerável. Parte do suor produzido vem do plasma do sangue, deixando-o mais viscoso. Além disso, parte do sangue é desviado para a pele, justamente para contribuir no resfriamento corporal. Por esse motivo a freqüência cardíaca fica mais alta no calor. À medida que a atividade se prolonga, o estresse cardiovascular aumenta. A tabela abaixo ajuda a visualizar quando o exercício pode se tornar uma ameaça.
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/esportes/canais-esportes/outras-modalidades/24275-se-for-correr-no-calor-nao-enxugue-o-suor
Jejum faz bem para você?
O jejum é mais comumente associado com a observação religiosa. Por
exemplo, é o quarto dos cinco pilares do Islã. Os budistas o consideram
um meio para a prática de autocontrole e defendem a abstenção de comida
após a refeição do meio-dia.
Para alguns cristãos, jejuns temporários são vistos como uma maneira de se aproximar de Deus.
Sim, jejum e religião são intimamente ligados, mas pesquisas científicas recentes têm apontado que seus benefícios também podem ser mais corpóreos.
A ideia de que o jejum pode ser bom para a saúde tem uma história conturbada, no entanto. Em 1908, Linda Hazzard, uma americana com alguma formação de enfermagem, publicou um livro chamado “Fasting for the Cure of Disease” (em português, “o jejum para a cura da doença”), no qual alegou que comer o mínimo possível era o caminho para a recuperação de uma variedade de doenças, incluindo o câncer.
Ela foi presa depois que um de seus pacientes morreu de fome. Ok, ela era questionável. Mas e se estava, pelo menos em parte, certa?
Uma nova série de pesquisas sobre jejum sugere que ele pode realmente ajudar pessoas com câncer, além de reduzir o risco de desenvolvimento de câncer, proteger contra diabetes e doenças cardíacas, ajudar a controlar a asma e até mesmo evitar doença de Parkinson e demência.
Muitos dos cientistas que estudam o jejum acreditam que ele pode ser útil especialmente na meia idade. “Nós sabemos a partir de modelos animais, que, se iniciarmos uma dieta com jejum no que seria o equivalente a meia idade nas pessoas, podemos retardar o aparecimento de doenças como Alzheimer e Parkinson”, explica Mark Mattson, do Instituto Nacional sobre o Envelhecimento dos EUA.
Apesar de ajudar na saúde mental, não há evidência que o jejum prolongue a vida dos seres humanos. Em laboratório, o tempo de vida de animais cuja ingestão de caloria foi diminuída pela metade aumentou em até 50%. Mas esses efeitos não parecem se estender aos primatas, já que um estudo de 23 anos com macacos descobriu que, embora a restrição de calorias retardasse o aparecimento de doenças relacionadas à idade, não teve nenhum impacto nas suas vidas úteis. Isso pode indicar que outros fatores além da dieta, como a genética, podem ser mais importantes para a longevidade humana.
O jejum
Há quem argumente que somos evolutivamente adaptados para ficar sem comer de vez em quando, já que nossos antepassados talvez nem comessem todos os dias. “A evidência é muito forte de que os nossos ancestrais não comiam três refeições por dia, além de lanches”, afirma Mattson. “Nossos genes são adaptados para lidar com períodos de falta de alimento”.
Fazer jejum, no entanto, não é fácil. No geral, os pesquisadores concordam que o jejum vai lhe deixar mal humorado a curto prazo, porque leva tempo para o seu corpo quebrar hábitos psicológicos e biológicos.
O problema é que eles já não concordam tanto sobre os demais efeitos do jejum. Para começo de conversa, existem vários tipos de dieta com jejum.
A título de comparação, a ingestão diária normal recomendada é de cerca de 2.000 calorias para uma mulher e 2.500 para um homem.
Em um dos mais tranquilos tipos de jejum, a dieta “5:2″, as pessoas podem comer apenas 600 calorias em uma única refeição por dia durante dois dias da semana, podendo comer o que quiserem nos outros 5 (tendo em mente que jejum não é só sobre perder peso).
Outras dietas mais severas têm restrições calóricas todos os dias, e há também o jejum total, em que as pessoas ficam sem nenhuma comida de um a cinco dias – mais do que isso é considerado potencialmente perigoso. O jejum pode ser uma experiência única, pode ser repetido semanalmente ou mensalmente.
Cada dieta tem efeitos diferentes sobre o corpo. O jejum começa cerca de 10 a 12 horas sem comer após uma refeição, quando você já usou toda a glicose disponível no seu sangue. Seu corpo começa a converter o glicogênio armazenado no fígado e nas células musculares em glicose, para usar como energia.
Se o jejum continua, há um movimento gradual para quebrar a gordura corporal armazenada, e o fígado produz “corpos cetônicos”, moléculas que são subprodutos da quebra de ácidos graxos. Elas podem ser usadas pelo cérebro como combustível.
Em três a quatro dias em um jejum, vários hormônios também são afetados. Por exemplo, a produção de fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1) atinge níveis muito baixos. A insulina também se torna escassa.
Enquanto isso, níveis elevados de ambas as substâncias têm sido associados ao câncer.
Jejum x câncer
Poderia o jejum então prevenir contra o câncer? Não sabemos direito ainda, mas há algumas boas razões para acreditarmos que sim.
Altos níveis de IGF-1, insulina e glicose no sangue, além de excesso de peso, são fatores de risco para o câncer, e todos podem ser melhorados através do jejum.
Michelle Harvie da Universidade de Manchester, no Reino Unido, estudou mulheres com histórico familiar (e portanto risco elevado) de câncer de mama colocando-as em jejum. Metade fez uma dieta que envolveu o corte de calorias em cerca de 25%, e metade fez a dieta de jejum 5:2.
Após seis meses, ambos os grupos mostraram uma redução nos níveis de insulina no sangue, mas a redução foi maior no grupo em jejum. Harvie está agora analisando biópsias de mama para ver se as diferenças se traduziram em menos mudanças genéticas associadas com maior risco de câncer.
Já para combater câncer existente, Valter Longo, diretor do Instituto de Longevidade da Universidade do Sul da Califórnia (EUA), acredita que jejuns totais de curto prazo apresentam os maiores benefícios.
Em um estudo de laboratório, um jejum total de 48 horas retardou o crescimento de cinco dos oito tipos de câncer em camundongos. O efeito foi mais pronunciado quanto mais jejuns os animais fizeram.
O jejum é uma dificuldade maior para as células cancerígenas do que para as normais. Isso porque as mutações que causam câncer levam a um rápido crescimento nas condições fisiológicas em que ocorreram, mas podem estar em desvantagem quando essas condições mudam.
Isso também poderia explicar por que o jejum combinado com o tratamento convencional do câncer dobrou as chances dos animais. Os ratos com gliomas – um câncer muito agressivo e o tumor cerebral mais frequentemente diagnosticado em humanos – eram mais de duas vezes mais propensos a sobreviver que os outros durante o período do estudo (28 dias), se tivessem feito jejum de 48 horas ao mesmo tempo em que a terapia de radiação.
Já existem estudos avaliando o impacto do jejum em pessoas com câncer. Os primeiros resultados são promissores. Segundo Longo, pacientes em estágios avançados de câncer que não podem esperar pelas conclusões finais podem discutir o jejum com seu oncologista.
Outras doenças, a mesma cura
Insulina alta também está associada com diabetes tipo 2, por isso não é surpresa que o jejum seja uma promessa contra essa condição também.
Benjamin Horne, do Intermountain Heart Institute (EUA), descobriu que 24 horas de jejum apenas com água uma vez por mês aumenta os níveis de hormônios de crescimento humano que provocam a quebra de gordura para uso energético, reduzindo os níveis de insulina e outros marcadores metabólicos da glicose.
Como resultado, as pessoas perdem peso e seu risco de contrair diabetes e doença cardíaca coronária é reduzido.
Jejum em dias alternados (com um almoço de 500 calorias para mulheres e 600 calorias para homens em dias de jejum) tem benefícios semelhantes, de acordo com Krista Varady, da Universidade de Illinois, em Chicago (EUA). O jejum melhorou os níveis de “colesterol ruim” e pressão arterial em participantes do estudo que fizeram uma dieta com baixo teor de gordura ou alto teor de gordura nos dias normais.
Para as pessoas que estão acima do peso, qualquer tipo de dieta com jejum provavelmente ajudará a reduzir o risco de diabetes e problemas cardiovasculares. Outro estudo também mostrou que pessoas obesas com asma se beneficiam de uma melhora dos sintomas com o jejum.
Já se o jejum beneficiaria pessoas com asma na faixa de peso normal ou com outras condições associadas com uma resposta imune hiperativa, os pesquisadores não sabem.
Quanto a diabetes e doenças cardíacas, alguns cientistas suspeitam que o jejum pode não ser tão benéfico nesse sentido para as pessoas de peso normal, uma vez que elas são mais propensas em já estar em boa forma, metabolicamente falando.
Bom para o cérebro
Um efeito do jejum, entretanto, pode beneficiar a todos: boa saúde mental. Como já dissemos acima, jejum parece ser bom para o cérebro.
Animais que ficam sem comer por um dia inteiro se tornam mais ativos. O jejum é um estressor leve que motiva o animal a aumentar a atividade no cérebro.
Estudos mostram que, em dietas de jejum em dias alternados com uma refeição única de cerca de 600 calorias no dia de jejum, a produção de uma proteína envolvida na geração de novas células cerebrais, que desempenha um papel na aprendizagem e na memória, pode aumentar de 50 a 400% dependendo da região no cérebro.
Jejum também pode proteger as células cerebrais de alterações associadas ao mal de Alzheimer e de Parkinson. Em ratos geneticamente modificados para desenvolver sintomas dessas doenças, o jejum em dias alternados na meia-idade atrasou o início de problemas de memória em cerca de seis meses, o equivalente a 20 anos nas pessoas.
Jejum: fazer ou não fazer?
Primeiro, ouvimos falar que é bom comer a cada duas ou três horas, depois, que o café da manhã é a refeição mais importante do dia, agora, que precisamos jejuar… O que realmente devemos fazer?
Mattson acredita que o conselho comum de começar o dia com um bom café da manhã é falho. Os estudos que valorizam essa refeição foram baseados em crianças, alunos que normalmente tomam café da manhã, ou seja, seu fraco desempenho pode ser simplesmente devido aos efeitos nocivos que ocorrem quando as pessoas começam o jejum.
De qualquer maneira, quem quer jejuar precisa ser cauteloso. “Nós ainda não sabemos exatamente quem pode ou deve estar em jejum, quantas vezes ou quantos dias por semana”, explica Harvie.
Além disso, a prática não está isenta de riscos. Um estudo com ratos, por exemplo, descobriu que jejum em dias alternados por seis meses reduziu a capacidade do coração dos animais de bombear sangue.
Há também o fato de que fazer jejum é muuuuito difícil. A boa notícia é que os pesquisadores estão estudando uma forma de aproveitarmos alguns dos benefícios de saúde do jejum sem precisar nos privar de alimentos. Por exemplo, fortes evidências relacionam o consumo alto de proteína com câncer. Uma dieta de restrição de proteína poderia potencialmente diminuir os níveis de IGF-1, como visto no jejum.
Para alguns cristãos, jejuns temporários são vistos como uma maneira de se aproximar de Deus.
Sim, jejum e religião são intimamente ligados, mas pesquisas científicas recentes têm apontado que seus benefícios também podem ser mais corpóreos.
A ideia de que o jejum pode ser bom para a saúde tem uma história conturbada, no entanto. Em 1908, Linda Hazzard, uma americana com alguma formação de enfermagem, publicou um livro chamado “Fasting for the Cure of Disease” (em português, “o jejum para a cura da doença”), no qual alegou que comer o mínimo possível era o caminho para a recuperação de uma variedade de doenças, incluindo o câncer.
Ela foi presa depois que um de seus pacientes morreu de fome. Ok, ela era questionável. Mas e se estava, pelo menos em parte, certa?
Uma nova série de pesquisas sobre jejum sugere que ele pode realmente ajudar pessoas com câncer, além de reduzir o risco de desenvolvimento de câncer, proteger contra diabetes e doenças cardíacas, ajudar a controlar a asma e até mesmo evitar doença de Parkinson e demência.
Muitos dos cientistas que estudam o jejum acreditam que ele pode ser útil especialmente na meia idade. “Nós sabemos a partir de modelos animais, que, se iniciarmos uma dieta com jejum no que seria o equivalente a meia idade nas pessoas, podemos retardar o aparecimento de doenças como Alzheimer e Parkinson”, explica Mark Mattson, do Instituto Nacional sobre o Envelhecimento dos EUA.
Apesar de ajudar na saúde mental, não há evidência que o jejum prolongue a vida dos seres humanos. Em laboratório, o tempo de vida de animais cuja ingestão de caloria foi diminuída pela metade aumentou em até 50%. Mas esses efeitos não parecem se estender aos primatas, já que um estudo de 23 anos com macacos descobriu que, embora a restrição de calorias retardasse o aparecimento de doenças relacionadas à idade, não teve nenhum impacto nas suas vidas úteis. Isso pode indicar que outros fatores além da dieta, como a genética, podem ser mais importantes para a longevidade humana.
O jejum
Há quem argumente que somos evolutivamente adaptados para ficar sem comer de vez em quando, já que nossos antepassados talvez nem comessem todos os dias. “A evidência é muito forte de que os nossos ancestrais não comiam três refeições por dia, além de lanches”, afirma Mattson. “Nossos genes são adaptados para lidar com períodos de falta de alimento”.
Fazer jejum, no entanto, não é fácil. No geral, os pesquisadores concordam que o jejum vai lhe deixar mal humorado a curto prazo, porque leva tempo para o seu corpo quebrar hábitos psicológicos e biológicos.
O problema é que eles já não concordam tanto sobre os demais efeitos do jejum. Para começo de conversa, existem vários tipos de dieta com jejum.
A título de comparação, a ingestão diária normal recomendada é de cerca de 2.000 calorias para uma mulher e 2.500 para um homem.
Em um dos mais tranquilos tipos de jejum, a dieta “5:2″, as pessoas podem comer apenas 600 calorias em uma única refeição por dia durante dois dias da semana, podendo comer o que quiserem nos outros 5 (tendo em mente que jejum não é só sobre perder peso).
Outras dietas mais severas têm restrições calóricas todos os dias, e há também o jejum total, em que as pessoas ficam sem nenhuma comida de um a cinco dias – mais do que isso é considerado potencialmente perigoso. O jejum pode ser uma experiência única, pode ser repetido semanalmente ou mensalmente.
Cada dieta tem efeitos diferentes sobre o corpo. O jejum começa cerca de 10 a 12 horas sem comer após uma refeição, quando você já usou toda a glicose disponível no seu sangue. Seu corpo começa a converter o glicogênio armazenado no fígado e nas células musculares em glicose, para usar como energia.
Se o jejum continua, há um movimento gradual para quebrar a gordura corporal armazenada, e o fígado produz “corpos cetônicos”, moléculas que são subprodutos da quebra de ácidos graxos. Elas podem ser usadas pelo cérebro como combustível.
Em três a quatro dias em um jejum, vários hormônios também são afetados. Por exemplo, a produção de fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1) atinge níveis muito baixos. A insulina também se torna escassa.
Enquanto isso, níveis elevados de ambas as substâncias têm sido associados ao câncer.
Jejum x câncer
Poderia o jejum então prevenir contra o câncer? Não sabemos direito ainda, mas há algumas boas razões para acreditarmos que sim.
Altos níveis de IGF-1, insulina e glicose no sangue, além de excesso de peso, são fatores de risco para o câncer, e todos podem ser melhorados através do jejum.
Michelle Harvie da Universidade de Manchester, no Reino Unido, estudou mulheres com histórico familiar (e portanto risco elevado) de câncer de mama colocando-as em jejum. Metade fez uma dieta que envolveu o corte de calorias em cerca de 25%, e metade fez a dieta de jejum 5:2.
Após seis meses, ambos os grupos mostraram uma redução nos níveis de insulina no sangue, mas a redução foi maior no grupo em jejum. Harvie está agora analisando biópsias de mama para ver se as diferenças se traduziram em menos mudanças genéticas associadas com maior risco de câncer.
Já para combater câncer existente, Valter Longo, diretor do Instituto de Longevidade da Universidade do Sul da Califórnia (EUA), acredita que jejuns totais de curto prazo apresentam os maiores benefícios.
Em um estudo de laboratório, um jejum total de 48 horas retardou o crescimento de cinco dos oito tipos de câncer em camundongos. O efeito foi mais pronunciado quanto mais jejuns os animais fizeram.
O jejum é uma dificuldade maior para as células cancerígenas do que para as normais. Isso porque as mutações que causam câncer levam a um rápido crescimento nas condições fisiológicas em que ocorreram, mas podem estar em desvantagem quando essas condições mudam.
Isso também poderia explicar por que o jejum combinado com o tratamento convencional do câncer dobrou as chances dos animais. Os ratos com gliomas – um câncer muito agressivo e o tumor cerebral mais frequentemente diagnosticado em humanos – eram mais de duas vezes mais propensos a sobreviver que os outros durante o período do estudo (28 dias), se tivessem feito jejum de 48 horas ao mesmo tempo em que a terapia de radiação.
Já existem estudos avaliando o impacto do jejum em pessoas com câncer. Os primeiros resultados são promissores. Segundo Longo, pacientes em estágios avançados de câncer que não podem esperar pelas conclusões finais podem discutir o jejum com seu oncologista.
Outras doenças, a mesma cura
Insulina alta também está associada com diabetes tipo 2, por isso não é surpresa que o jejum seja uma promessa contra essa condição também.
Benjamin Horne, do Intermountain Heart Institute (EUA), descobriu que 24 horas de jejum apenas com água uma vez por mês aumenta os níveis de hormônios de crescimento humano que provocam a quebra de gordura para uso energético, reduzindo os níveis de insulina e outros marcadores metabólicos da glicose.
Como resultado, as pessoas perdem peso e seu risco de contrair diabetes e doença cardíaca coronária é reduzido.
Jejum em dias alternados (com um almoço de 500 calorias para mulheres e 600 calorias para homens em dias de jejum) tem benefícios semelhantes, de acordo com Krista Varady, da Universidade de Illinois, em Chicago (EUA). O jejum melhorou os níveis de “colesterol ruim” e pressão arterial em participantes do estudo que fizeram uma dieta com baixo teor de gordura ou alto teor de gordura nos dias normais.
Para as pessoas que estão acima do peso, qualquer tipo de dieta com jejum provavelmente ajudará a reduzir o risco de diabetes e problemas cardiovasculares. Outro estudo também mostrou que pessoas obesas com asma se beneficiam de uma melhora dos sintomas com o jejum.
Já se o jejum beneficiaria pessoas com asma na faixa de peso normal ou com outras condições associadas com uma resposta imune hiperativa, os pesquisadores não sabem.
Quanto a diabetes e doenças cardíacas, alguns cientistas suspeitam que o jejum pode não ser tão benéfico nesse sentido para as pessoas de peso normal, uma vez que elas são mais propensas em já estar em boa forma, metabolicamente falando.
Bom para o cérebro
Um efeito do jejum, entretanto, pode beneficiar a todos: boa saúde mental. Como já dissemos acima, jejum parece ser bom para o cérebro.
Animais que ficam sem comer por um dia inteiro se tornam mais ativos. O jejum é um estressor leve que motiva o animal a aumentar a atividade no cérebro.
Estudos mostram que, em dietas de jejum em dias alternados com uma refeição única de cerca de 600 calorias no dia de jejum, a produção de uma proteína envolvida na geração de novas células cerebrais, que desempenha um papel na aprendizagem e na memória, pode aumentar de 50 a 400% dependendo da região no cérebro.
Jejum também pode proteger as células cerebrais de alterações associadas ao mal de Alzheimer e de Parkinson. Em ratos geneticamente modificados para desenvolver sintomas dessas doenças, o jejum em dias alternados na meia-idade atrasou o início de problemas de memória em cerca de seis meses, o equivalente a 20 anos nas pessoas.
Jejum: fazer ou não fazer?
Primeiro, ouvimos falar que é bom comer a cada duas ou três horas, depois, que o café da manhã é a refeição mais importante do dia, agora, que precisamos jejuar… O que realmente devemos fazer?
Mattson acredita que o conselho comum de começar o dia com um bom café da manhã é falho. Os estudos que valorizam essa refeição foram baseados em crianças, alunos que normalmente tomam café da manhã, ou seja, seu fraco desempenho pode ser simplesmente devido aos efeitos nocivos que ocorrem quando as pessoas começam o jejum.
De qualquer maneira, quem quer jejuar precisa ser cauteloso. “Nós ainda não sabemos exatamente quem pode ou deve estar em jejum, quantas vezes ou quantos dias por semana”, explica Harvie.
Além disso, a prática não está isenta de riscos. Um estudo com ratos, por exemplo, descobriu que jejum em dias alternados por seis meses reduziu a capacidade do coração dos animais de bombear sangue.
Há também o fato de que fazer jejum é muuuuito difícil. A boa notícia é que os pesquisadores estão estudando uma forma de aproveitarmos alguns dos benefícios de saúde do jejum sem precisar nos privar de alimentos. Por exemplo, fortes evidências relacionam o consumo alto de proteína com câncer. Uma dieta de restrição de proteína poderia potencialmente diminuir os níveis de IGF-1, como visto no jejum.
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/ciencia-ef/canais-cienciaef/nutricao-hidratacao/24239-jejum-faz-bem-para-voce
sábado, 10 de novembro de 2012
Pressão alta acelera o envelhecimento cerebral
Segundo pesquisa americana, pressão arterial elevada reduz volume de regiões do cérebro envolvidas na cognição.
A pressão arterial elevada, mesmo em níveis considerados insuficientes para que uma intervenção clínica seja feita, é capaz de acelerar o envelhecimento cerebral em adultos, concluiu um estudo publicado na edição deste mês da revista médica The Lancet. A pesquisa mostra evidências de que a condição em pessoas de 40 anos afeta de forma negativa as massas cinzenta e branca do cérebro, regiões envolvidas na memória e na cognição. Para os pesquisadores da Universidade da California em Davis (UC Davis), nos Estados Unidos, essa descoberta enfatiza a importância de um tratamento precoce contra hipertensão.
A massa cinzenta está envolvida no controle muscular, memória, fala e nos processos de percepção sensorial, como visão e audição. A substância branca, por outro lado, conecta regiões do cérebro envolvidas no processamento das emoções, atenção, tomada de decisão e controle cognitivo. É normal que o cérebro diminua quando uma pessoa atinge uma idade mais avançada e, portanto, que essas funções sejam prejudicadas com o envelhecimento. Mas, afirma a pesquisa, a hipertensão acelera esse processo. "A mensagem dessa pesquisa é bem clara: as pessoas podem influenciar a saúde de seu cérebro na velhice tratando a pressão alta ainda jovens, quando os pacientes não costumam dar importância a isso", afirma Charles DeCarli, que coordenou o trabalho.
Hipertensão atinge 22,7% dos brasileiros
O estudo selecionou 579 pessoas com uma idade média de 39 anos. Quando a pesquisa começou, em 2009, os pesquisadores mediram a pressão arterial dos participantes e os dividiram em três grupos: os que tinham pressão arterial normal, os pré-hipertensos e os hipertensos. Depois, os indivíduos foram submetidos a uma ressonância magnética para que a equipe pudesse analisar detalhadamente o cérebro de cada um.
'Cérebro velho' — De acordo com os resultados, os cérebros dos participantes com pressão arterial elevada pareciam estar mais envelhecidos do que os das pessoas com pressão normal, já que apresentavam menores volumes de massas branca e cinzenta. Por exemplo, os pesquisadores observaram que o cérebro de um paciente de 33 anos com pressão alta era semelhante ao de um indivíduo acima de 40 anos e com pressão arterial normal.
No artigo, porém, os autores do estudo não souberam explicar de que forma a pressão sanguínea é capaz de acelerar o envelhecimento cerebral. No entanto, eles acreditam que isso tenha relação com o fato de que a hipertensão torna as artérias mais rígidas, o que dificulta o fluxo do sangue ao cérebro e, assim, fornece menos oxigênio e nutrientes ao órgão.
Matéria publicada no site Veja
Fonte:http://www.educacaofisica.com.br/index.php/grupos-especiais/24059-pressao-alta-acelera-o-envelhecimento-cerebral
sábado, 27 de outubro de 2012
Natação facilita respiração de crianças com asma
Modalidade apresenta muitos benefícios para a criança que tem a alergia.
Qualidade da água da piscina influencia nos problemas respiratórios.
Se o seu filho ainda não pratica natação, a chegada dos dias mais quentes é um ótimo momento para ele aprender a nadar. Além de contribuir para o desenvolvimento físico, psicológico e social da criança, um estudo realizado pela Universidade Médica de Taipei, em Taiwan, comprovou também que a natação atua no aumento do volume dos pulmões e, consequentemente, no desenvolvimento de uma respiração mais profunda - e proveitosa para o organismo -, que pode evitar crises asmáticas nos pequenos que sofrem com o problema.
Para Eliane Alfani, pneumologista do Hospital São Luiz (SP), crianças que fazem natação sofrem menos quando têm crises de asma. "A natação ativa a circulação, aumenta a estrutura muscular e facilita o trabalho mecânico do pulmão”, diz. Ou seja, a criança passa a respirar menos pela boca e mais tranquilamente, reduzindo os chiados.
Mas isso não significa que a natação é a única atividade física que vai trazer benefícios para as crianças. O melhor esporte é aquele de que ela mais gosta e que se sente melhor quando pratica.
De olho na água da piscina
Ao escolher o local em que seu filho vai fazer natação, é preciso que você fique atenta à qualidade da água da piscina. Um estudo publicado na revista Pediatrics sugere que a exposição a piscinas com cloro pode levar ao desenvolvimento de asma e outras alergias ou à piora de quadros preexistentes. Tirar a criança da natação não é a melhor solução. O ideal, ainda segundo a pesquisa, é limitar o tempo de exposição da criança à piscina e certificar-se de que a escola utiliza o mínimo de cloro possível na água.
Piscinas ao ar livre - ou aquelas fechadas com pé direito alto - reduzem os riscos de desenvolvimento de crise durante a atividade. “O problema é quando o cloro que evapora da água não se dissipa rapidamente e é respirado pela criança, como acontece em piscinas fechadas com pé direito baixo”, diz Eliane. Outra opção são aquelas em que o tratamento da água é à base de sal e ozônio. Nessas, os níveis de cloro são bem mais baixos, reduzindo os riscos de problemas à saúde da criança.
Na hora de pesquisar onde a criança vai nadar, converse com a direção e um professor sobre esses detalhes. Segundo a pneumologista, se mesmo com essas orientações a criança manifestar sensibilidade ao cloro, o ideal é buscar orientação médica e oferecer outras alternativas de exercícios além da natação, como vôlei, tênis, ginástica olímpica, entre outros.
Se o seu filho ainda não pratica natação, a chegada dos dias mais quentes é um ótimo momento para ele aprender a nadar. Além de contribuir para o desenvolvimento físico, psicológico e social da criança, um estudo realizado pela Universidade Médica de Taipei, em Taiwan, comprovou também que a natação atua no aumento do volume dos pulmões e, consequentemente, no desenvolvimento de uma respiração mais profunda - e proveitosa para o organismo -, que pode evitar crises asmáticas nos pequenos que sofrem com o problema.
Para Eliane Alfani, pneumologista do Hospital São Luiz (SP), crianças que fazem natação sofrem menos quando têm crises de asma. "A natação ativa a circulação, aumenta a estrutura muscular e facilita o trabalho mecânico do pulmão”, diz. Ou seja, a criança passa a respirar menos pela boca e mais tranquilamente, reduzindo os chiados.
Mas isso não significa que a natação é a única atividade física que vai trazer benefícios para as crianças. O melhor esporte é aquele de que ela mais gosta e que se sente melhor quando pratica.
De olho na água da piscina
Ao escolher o local em que seu filho vai fazer natação, é preciso que você fique atenta à qualidade da água da piscina. Um estudo publicado na revista Pediatrics sugere que a exposição a piscinas com cloro pode levar ao desenvolvimento de asma e outras alergias ou à piora de quadros preexistentes. Tirar a criança da natação não é a melhor solução. O ideal, ainda segundo a pesquisa, é limitar o tempo de exposição da criança à piscina e certificar-se de que a escola utiliza o mínimo de cloro possível na água.
Piscinas ao ar livre - ou aquelas fechadas com pé direito alto - reduzem os riscos de desenvolvimento de crise durante a atividade. “O problema é quando o cloro que evapora da água não se dissipa rapidamente e é respirado pela criança, como acontece em piscinas fechadas com pé direito baixo”, diz Eliane. Outra opção são aquelas em que o tratamento da água é à base de sal e ozônio. Nessas, os níveis de cloro são bem mais baixos, reduzindo os riscos de problemas à saúde da criança.
Na hora de pesquisar onde a criança vai nadar, converse com a direção e um professor sobre esses detalhes. Segundo a pneumologista, se mesmo com essas orientações a criança manifestar sensibilidade ao cloro, o ideal é buscar orientação médica e oferecer outras alternativas de exercícios além da natação, como vôlei, tênis, ginástica olímpica, entre outros.
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/ciencia-ef/canais-cienciaef/medicina-esportiva-socorros/22616-natacao-facilita-respiracao-de-criancas-com-asma
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