terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Exercícios podem melhorar humor de pacientes com doenças crônicas

Em média, de cada seis pessoas que praticam atividade física, uma sente melhoras.
 
Estadão
 
Fazer exercícios regularmente pode melhorar o humor de pessoas com doenças crônicas como câncer, problemas do coração e dor nas costas. Mas eles não fazem milagres: em média, de cada seis pessoas que praticam atividade física, uma sente melhoras.

"Há evidências de que o exercício pode prevenir a depressão, e agora há também evidência de que ele pode funcionar como um tratamento", diz Alan Gelenberg, do departamento de psiquiatria da Penn State University.

No estudo, publicado no Archives of Internal Medicine, os autores quiseram avaliar a evidência de que o treinamento pode também ajudar pessoas cronicamente doentes que não receberam o diagnóstico de depressão, mas que se sentem desanimadas.

Isso é importante porque sintomas depressivos podem fazer com que as pessoas deixem de tomar remédios, pode aumentar o uso dos serviços de saúde e reduzir a qualidade de vida, diz Matthew Herring, da Universidade do Alabama, em Birmingham.

Ele e seus colegas avaliaram 90 estudos que incluíram mais de 10 mil pessoas com problemas de saúde como câncer, doenças cardiovasculares, doença pulmonar obstrutiva crônica, fibromialgia, dor crônica e obesidade.

Em cada estudo, as pessoas foram divididas em grupos em que algumas praticavam exercícios, em média, três vezes por semana, e outras não praticavam nada.

De acordo com os autores, sintomas depressivos diminuíram 22% com a atividade física. Isso é similar ao efeito sobre fadiga, ansiedade, dor, entre outros.

"A magnitude do efeito do treinamento nos sintomas depressivos entre pacientes foi pequena, mas significativa", dizem os autores.

Eles dizem que a prática moderada - pelo menos 150 minutos de intensidade moderada por semana - a vigorosa - pelo menos 75 minutos de intensidade vigorosa por semana - parecem ajudar mais.

No entanto, a pesquisa tem algumas lacunas. Ainda não está claro, por exemplo, como algumas pessoas com doenças crônicas conseguiriam se exercitar na intensidade suficiente, e muitos participantes realmente desistiram dos estudos.

Também não está claro por quanto tempo os efeitos duram, quanto exercício e qual o tipo funciona melhor - treinamento aeróbico como corrida ou caminhada ou exercícios de força.

"O que não sabemos é mais do que o que sabemos", diz Gelenberg. Mas ele deve ser feito de maneira correta e cuidadosa.

Ele diz que essas pessoas que se sentem deprimidas deveriam se exercitar de acordo com as diretrizes médicas e consumir uma dieta saudável.

"Eu gostaria de sugerir que esses pacientes cedam a alguns prazeres saudáveis: pessoas, livros, caminhadas, sentar em um lugar bonito. Se eles ainda se sentem deprimidos, sugiro atenção profissional para considerar psicoterapia ou medicamentos. 

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/exercicios-podem-melhorar-humor-de-pacientes-com-doencas-cronicas

Quando o estresse pode ser bom para a saúde

O estresse pode ser moderado pensando positivamente sobre fatores estressantes, com respiração abdominal profunda e meditação
 
 
The Wall Street Journal
O estresse, por incrível que pareça, pode ser algo positivo, que estimula o desempenho máximo e o bem-estar de uma pessoa. Mas uma dose excessiva de estresse força o coração, prejudica a memória e a clareza mental e aumenta o risco de doenças crônicas.

Mas como receber os benefícios — e evitar os efeitos nocivos?

Ao aprender a identificar e administrar as reações individuais ao estresse, a pessoa pode desenvolver perspectivas mais saudáveis e melhorar o desempenho em testes cognitivos, no trabalho e na atividade física, segundo pesquisadores e psicólogos.

O corpo tem uma reação padronizada ao enfrentar uma tarefa em que o desempenho é realmente importante para algum objetivo ou para o bem-estar: o sistema nervoso simpático, o hipotálamo, a pituitária e as glândulas suprarrenais injetam na circulação sanguínea os hormônios do estresse — adrenalina e cortisol. Os batimentos cardíacos e a respiração se aceleram e os músculos se contraem.

O que acontece a seguir é o que diferencia o estresse saudável de estresse prejudicial. Quem passa por um estresse benéfico, ou "adaptativo", sente-se energizado. Os vasos sanguíneos se dilatam, aumentando o fluxo aumentando o fluxo de sangue, para ajudar o cérebro, os músculos e os membros a enfrentar um desafio — algo semelhante aos efeitos de um exercício aeróbico, segundo pesquisas de Wendy Mendes, professora associada do departamento de psiquiatria da Universidade da Califórnia, campus de San Francisco, e de outros pesquisadores.

O organismo tende a responder de forma diferente ao suportar o estresse nocivo, ou ameaçador. Os vasos sanguíneos se contraem, e "você pode se sentir um pouco tonto, à medida que a pressão arterial sobe", diz Christopher Edwards, diretor do programa de gerenciamento comportamental de dor crônica no Centro Médico da Universidade Duke. Os sintomas podem ser como os de um ataque de raiva.Você pode falar mais alto, ou sentir lapsos no raciocínio ou na lógica, diz ele. As mãos e os pés podem ficar frios, à medida que o sangue flui para o centro do corpo. As pesquisas mostram que o coração bate de forma irregular, com uma série de picos, como um sismógrafo durante um terremoto.

Outro fator que diferencia o estresse: "Você consegue desligá-lo? Ou você é prisioneiro da sua mente?", pergunta Martin Rossman, que escreve sobre cura e estresse e é instrutor clínico da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Francisco. Os que sofrem de estresse prejudicial perdem a capacidade de reativar o sistema nervoso parassimpático, que dirige as funções naturais do corpo no dia-a-dia, como a digestão e o sono. Embora haja variações individuais quanto ao tempo em que a pessoa consegue tolerar o estresse crônico, as pesquisas mostram que este aumenta drasticamente o risco de insônia, doenças crônicas e morte precoce.

O mestre de obras Carl Weissensee costumava ser "viciado em estresse", diz ele. Para administrar milhares de detalhes e os diversos riscos em cada uma das casas de milhões de dólares que ele constrói, passou anos "na corrida 20 horas por dia, enxergando mentalmente as mesmas situações várias vezes, sem conseguir deixar aquilo de lado", diz Weissensee, de 58 anos, de Mill Valley, na Califórnia.

Uma importante crise mostrou como estava alto seu nível de estresse prejudicial: sua agitação permanente atrapalhava sua vida. "Eu dormia de 4 a 6 horas por noite, e mesmo assim não era um sono profundo". Sua esposa reclamava, e sua filha pintou uma pedrinha para ele com as palavras: "Você trabalha demais".

Um ataque cardíaco, seguido por problemas com arritmia cardíaca, o obrigaram a diferenciar entre o estresse bom e o mau. "Creio que não é possível fazer um bom trabalho sem uma certa dose de estresse. É preciso entender as coisas", diz ele.

Ele reduziu o estresse para um nível saudável utilizando técnicas de relaxamento, incluindo respiração profunda e imagens guiadas — deitado, de olhos fechados, ele imagina a realização de tarefas consideradas estressantes de maneira bem-sucedida. Depois de se consultar com Rossman, ler seu livro e fazer os exercícios de relaxamento de seus CDs diariamente, Weissensee aprendeu a reconhecer suas preocupações, em vez de reciclá-las em sua cabeça, e logo impondo a prática de "superá-las", dizendo a si mesmo que "no final, tudo se resolve", diz ele. Ele conseguiu estabilizar sua condição cardíaca, sem grandes doses de medicação.

"Ao praticar o tempo todo, parece que estou mudando a rota dos meus pensamentos, de 'estou arruinado,' para 'vai dar tudo certo'", diz ele. "Meu objetivo é preocupar-me apenas o suficiente para fazer meu trabalho bem."

Esse tipo de atitude positiva tende a produzir o estresse bom, baseado na pesquisa da doutora Mendes e outros.

A psicóloga de Toronto Kate Hays diz que orienta seus pacientes a imaginar uma escala de estresse "que varia de um, onde você está praticamente dormindo, a dez, onde você está subindo pelas paredes." Então, ela pede que eles recordem um momento de bom desempenho passado para descobrir em que nível o estresse naquela situação se classificaria. Muitas pessoas dizem 4-6, mas as respostas variam de 2 a 8, diz Hays, que se especializa em psicologia do desempenho e esportes. Esse passa a ser o alvo de gerenciamento de estresse pessoal.

Para a maioria das pessoas, atingir essa meta exige novas habilidades. Com a prática, no entanto, elas podem aprender a relaxar completamente em poucos segundos, diz Kenneth Pelletier, professor de medicina clínica tanto da Faculdade de Medicina da Universidade do Arizona quanto da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Francisco.

Além de pensar positivamente sobre fatores estressantes, outras formas de moderar o estresse são fazer respiração abdominal profunda e fazer meditação e conscientização plena, ou controlar o próprio estado mental e físico.

Todos esses métodos são indicados por pesquisadores para ajudar a curar problemas crônicos como as doenças cardíacas, de acordo com uma revisão de pesquisas de 2010 feita por Bonnie Horrigan, diretora de educação pública da Collaborative Bravewell, uma organização sem fins lucrativos americana. Quando a Ford Motor Co. testou várias maneiras de ajudar os funcionários com dores crônicas nas costas há vários anos, o diretor médico corporativo Walter Talamonti diz que exercícios para diminuir o estresse prejudicial, levando-o para níveis saudáveis, foi associado a reduções na dor e no uso de medicamentos por funcionários. 
 
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/quando-o-estresse-pode-ser-bom-para-a-saude

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mitos sobre emagrecimento: não exagere em exercícios e remédios

O excesso de exercícios é um engano que costuma se cometer no desespero em perder peso.

Sidney Rezende
Emagrecer rápido demais é uma falta de cuidado enorme com o nosso corpo. Querer perder 10 quilos que ganhamos em vários meses em apenas uma semana agride nossa saúde consideravelmente. Quando queremos emagrecer, é preciso ter em mente que assim como não ganhamos peso de um dia para o outro, a mesma regra se aplica para perder alguns quilos.

"A primeira coisa que devemos levar em conta no processo de emagrecimento é a velocidade com que o nosso organismo queima gordura", diz o pesquisador da Escola de Educação Física e Esportes da Universidade de São Paulo e especialista em treinamento esportivo Rodrigo Ferraz à revista "SAÚDE". "Eliminar mais de um quilo por semana, na maioria das vezes, significa que estamos perdendo muito mais do que gordura", explica.

"Quando não há tempo suficiente para se adaptar às mudanças, o corpo reage de forma negativa. E é assim que aparecem os problemas", completa a nutricionista Catarina Stocco, especialista em nutrição clínica funcional. Ela também diz que quando perdemos peso com muita rapidez, o fígado pode ser prejudicado, além de ficarmos vulneráveis a termos anemia, mal-estar, fraqueza e até mesmo pedras na vesícula.

Mitos sobre emagrecimento

Muitas pessoas acreditam que vomitar aquilo que comeu vai eliminar as calorias ingeridas. Isso é mito. Apenas a água é eliminada. Desta forma, além de não emagrecer, a pessoa ainda pode ficar desidratada. Com relação aos laxantes e diuréticos o raciocínio é o mesmo: perda de líquidos e sais minerais. "Esses remédios podem provocar desidratação, redução dos níveis de potássio, cálcio e magnésio no sangue. O indivíduo pode apresentar arritmias cardíacas, fraqueza muscular e até ter uma parada cardíaca", diz a nutricionista da PB Consultoria, em São Paulo, Paula Crook.

O excesso de exercícios também é outro engano que se costuma cometer no desespero em perder peso. "Praticar todos os dias o mesmo esporte gera fadiga osteomuscular e facilita o aparecimento de lesões", diz Rodrigo Ferraz. O ideal é praticar diferentes exercícios a cada dia, em modalidades e intensidades diferentes. Isso porque ganhamos massa muscular, fortalecimento dos ossos e perdemos gordura no período de descanso. Se não temos este tempo, ocorre o processo contrário, conhecido como catabolismo, no qual perdemos massa muscular de maneira generalizada e ainda aumentamos o estímulo para depósito de gorduras.

Culto excessivo ao corpo é sinal de Vigorexia

Quem sofre de vigorexia tem um apelo estético muito grande. Dificilmente quem está focado na saúde acaba viciado em exercício

Bonde News
 
No começo, a estudante Pamela (nome fictício) ia à academia três vezes por semana. Depois, começou a freqüentar a academia cinco vezes por semana, duas vezes por dia. Comprou pesos e equipamentos e decorou a sequência de exercícios para repetir tudo também no domingo, quando a academia estava fechada. Quando a moça começou a acordar de madrugada para correr antes de malhar, a mãe desconfiou que alguma coisa estava errada. Ao conversar com profissionais de Educação Física, ela descobriu que a filha poderia ser uma vítima de vigorexia, um transtorno de comportamento que ocorre quando o volume e a intensidade da prática de exercícios físicos excedem a capacidade de recuperação da pessoa. O problema geralmente está associado a uma auto-imagem distorcida, ou seja, a pessoa nunca está satisfeita com a própria aparência.

O professor Raymundo Pires, do curso de Educação Física da Unopar, já viu vários casos semelhantes ao de Pamela. "O exercício físico depende muito da maneira como a pessoa se vê; normalmente quem sofre de vigorexia tem um apelo estético muito grande. Dificilmente quem está focado na saúde acaba viciado em exercício", explica Pires.

Já se sabe que a prática de exercício físico estimula a produção de algumas substâncias, como a endorfina, que produzem uma sensação de bem-estar. Pesquisas recentes mostram que essas substâncias também produzem euforia, melhoram a memória, o bom humor, aumentam a resistência, aliviam dores e têm efeito antienvelhecimento. "É normal a gente sentir falta do exercício quando está habituado a ter alguma atividade física. Isso não significa que a pessoa está viciada em exercício. O problema começa quando o exercício se transforma em uma obsessão", pondera o professor.

Pessoas como Pamela não podem ficar nem um dia sem se exercitar e se sentem culpadas se, por qualquer motivo, seu rendimento físico diminui. "Outros hormônios (as catecolaminas) que são estimulantes podem se tornar estressantes quando a pessoa ultrapassa seus limites físicos", alerta Pires.

A primeira prejudicada é a saúde

Quando a atividade física deixa de estar focada no bem estar e no prazer e se transforma em obsessão, a primeira prejudicada é a saúde. "Qualquer profissional da área de Educação Física conhece bem o conceito de dose-resposta. Para entender isso pense no exercício como se fosse um medicamento, um antibiótico, por exemplo. Ele deve ser tomado em uma dose e num intervalo de tempo especificados para que o efeito seja o melhor. Se você aumentar aleatoriamente a dose ou diminuir o intervalo da medicação, ela não vai ter um efeito maior nem melhor. Ao contrário, o efeito não será aquele desejado. Isso também funciona para o exercício físico. Existe uma dose ideal em que a resposta é altamente positiva; se a dose for menor ou maior, a resposta não será tão boa", indica o professor. Embora a dose varie de pessoa para pessoa, existem padrões pré-definidos por idade, peso e sexo.

Às vezes, o exercício que pode melhorar a saúde também pode acabar com ela. O professor Pires já viu casos de pessoas que adoeceram por causa da vigorexia. "Uma mulher ficou tão obcecada em perder peso que entrou numa maratona absurda de exercícios, sem cuidar da dieta. Ficou anoréxica e não se recuperou mais", lembra.

A vigorexia é considerada um transtorno obsessivo-compulsivo e dificilmente as pessoas afetadas por esse comportamento conseguem admitir que precisam de ajuda. Alguns sinais podem servir de alerta para amigos e familiares:

• Preocupação excessiva com a aparência

• Insatisfação constante e auto-imagem distorcida (a pessoa sempre quer emagrecer mais, ficar mais forte, mais musculosa...)

• Fixação no desempenho físico (quantos kms correu, quantos metros nadou, quanto peso levantou...)

• A pessoa se sente culpada se deixa de se exercitar ou se o desempenho físico diminui

• Exercício físico se torna o assunto principal nas conversas

• A pessoa começa a trocar programas de lazer por exercícios programados

• Restrições severas na dieta

• Falta de sono, irritabilidade, falta de concentração

Atletas não servem de exemplo

Para as pessoas que têm na atividade física uma profissão ou um objetivo definido, os limites são diferentes. Os atletas trabalham focados em alvos – campeonatos, torneios, jogos, competições, e sempre têm uma equipe de profissionais que os acompanham. Eles se exercitam com planejamento, sob supervisão e têm metas para alcançar. Por isso não servem de parâmetro para as outras pessoas, que buscam a atividade física para melhorar a qualidade de vida. Para elas, o professor Pires tem uma dica simples que pode servir de limite: "O exercício físico precisa dar prazer. A atividade física deve estar focada na saúde. Se ela começar a se tornar obsessiva e trouxer culpa e cobrança, é sinal de doença".

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/culto-excessivo-ao-corpo-e-sinal-de-vigorexia

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Portador de fibromialgia poderá ter jornada de trabalho reduzida

Comunidade médica tem orientado, como parte do tratamento não medicamentoso, o estímulo à prática de atividades físicas 

 O portador de fibromialgia (dor crônica que se manifesta principalmente nos tendões e nas articulações) poderá ter a jornada de trabalho reduzida em quatro horas, condicionada à comprovação da prática de atividade física. É o que prevê o Projeto de Lei 2680/11, do deputado Miriquinho Batista (PT-PA), que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT-Decreto Lei 5452/43).

Segundo o parlamentar, os sintomas da doença são agravados nos sedentários, que se cansam mais facilmente e sentem mais dor. “Como consequências temos má postura, queda no desempenho, maior dificuldade para realizar atividades diárias, desânimo e angústia. Assim a comunidade médica tem orientado, como parte do tratamento não medicamentoso, o estímulo à prática de atividades físicas”, afirma.

Qualidade de vida

Miriquinho Batista afirma que a sociedade brasileira elegeu como fundamento de sua existência a dignidade da pessoa humana. Para o deputado, é necessário “perceber as necessidades de grupos de cidadãos que, em virtude de serem portadores de doenças crônicas, demandam tempo para investir em qualidade de vida e prevenção do avanço dos quadros de enfermidade”.

Tramitação

A matéria tramita em caráter conclusivo e será examinada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Íntegra da proposta:PL-2680/2011

Por Reportagem- Oscar Telles e Edição- Mariana Monteiro

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/portador-de-fibromialgia-podera-ter-jornada-de-trabalho-reduzida

Para jovens, abrir mão de anabolizantes significa renegar beleza e força

Os esteróides anabolizantes e os complexos vitamínicos veterinários provocam um vício peculiar. O usuário fica focado nos seus resultados. À medida que se vê o corpo se transformando, mais se quer aumentar os músculos

O vigilante Sérgio*, hoje aos 26 anos, procurou a musculação muito menos pela saúde que pela estética. Tinha 18 anos, 1,75 metro, 50 quilos e nenhum conhecimento sobre anabolizantes. Queria poder ter, pelo menos, mais que pele cobrindo as estruturas do corpo. Quem mostrou o caminho foram os próprios instrutores da academia. Ao invés de buscar um nutricionista ou um médico do esporte, o jovem procurou medicamento que fizesse milagre. E o milagre foi feito. As conseqüências também não tardaram.

Em pouco menos de um ano, passou de 50 para 95 quilos. Sentia-se seguro. E não precisava de muito esforço para ver inchar os músculos onde aplicava o polivitamínico veterinário. Até que abscessos começaram a surgir em cada ponto onde injetava o ADE (união das vitaminas A, D e E, em doses altíssimas). Mesmo com o alerta de um médico, amigo seu, de que tumores são os primeiros sinais de uma infecção grave, não é o objetivo de Sérgio parar de usar.

“Não vou parar porque, até agora, só vi bons resultados”, delimita Sérgio. “É natural o jovem não querer largar um medicamento quando o remédio lhe trouxe ‘bem’, entre aspas. Ele só vai entender as conseqüências quando elas realmente se agravarem”, aponta o psicólogo Fábio Marques Nogueira. Segundo o psicólogo, é mais difícil para um jovem deixar de usar medicamentos que aparentemente só lhe trouxeram coisas boas. “Na juventude, a aparência é algo muito importante. Principalmente se os esteróides forem tomados na fase da adolescência, anterior ao desenvolvimento muscular. O jovem acredita que, sem esses medicamentos, jamais teria massa muscular”, informa.

Para a professora do curso de Psicologia da Universidade de Fortaleza (Unifor), Sabrina Matos, produzir um corpo malhado, sarado, perfeito, é a busca de muitos - não somente adolescentes. “No geral, os estudos apontam a faixa de 20 a 30 anos como a que mais abusa desse tipo de droga”. A professora pontua que os anabolizantes entram em cena como toda droga, com o diferencial de que o usuário não se considera um viciado. Ele acha que pode parar o uso no momento em que quiser.

Dependência

“Abdicar disso (das melhoras aparentes causadas pelo uso de esteróides anabolizantes) pode ser algo muito difícil, como é muito difícil deixar de lado qualquer outra substância química”, analisa. A dificuldade, conforme a professora, é que retirar a droga significa renegar vários valores, como o da beleza, da sexualidade, da força. “E isso não é fácil”.

O vício provocado pelos anabolizantes está muito mais ligado aos resultados que eles provocam. Não é a dependência química, como outras drogas. Segundo o professor do curso de Educação Física da Universidade Federal do Ceará (UFC), José Vilar, com o passar do tempo, os resultados esperados não são os obtidos. “Não é o medicamento que vicia, é o corpo que se acostuma. Cada vez mais você precisa de doses maiores para atender os resultados esperados”, informa Vilar.

Os esteróides anabolizantes são medicamentos indicados para perdas musculares em conseqüência de doenças como leucemia e aids. A bula aponta conseqüências drásticas para quem toma doses pequenas, como as recomendadas para os pacientes com problemas graves. Para obter corpos acima do natural, é preciso multiplicar por vários números o consumo do medicamento.

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA
Para um jovem que tomou as primeiras doses de anabolizante no início do desenvolvimento muscular é bem mais difícil, no geral, que eles abandonem o esteroide que os adultos. Eles acreditam que não conseguiriam desenvolver músculos apenas com exercício.

Saber ouvir
Segundo a professora do curso de Psicologia da Unifor, Sabrina Matos, é importante que os pais saibam ouvir, estar presente, participem da rotina dos filhos. “Hoje em dia os pais quase não veem os filhos. Creche todos os dias das 7 às 17 horas. Nas férias: Colônia de Férias, quase não se dá mais atenção aos filhos”.

Aumento de músculos
Segundo médicos e profissionais de educação física, os primeiros sinais que podem ser notados é o aumento muito rápido dos músculos da pessoa que usa anabolizantes. Em geral, um aumento fora do comum nos primeiros três meses. Para os homens, uma maior agressividade. Para as mulheres, engrossamento da voz, aparecimento de pelos.

Minoria
O professor do curso de Educação Física da Universidade Federal do Ceará, José Vilar, aponta que é uma minoria os profissionais de Educação Física que tem contato com o mercado ilegal de esteroides anabolizantes.

* nome fictício para preservar o entrevistado.

Por Angélica Feitosa
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/para-jovens-abrir-mao-de-anabolizantes-significa-renegar-beleza-e-forca

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cardíacos desconhecem gorduras que fazem bem à saúde

Pesquisa aponta que 55% dos pacientes desconsideraram a gordura insaturada que é indicada para a boa saúde do coração.

UOL
 
A maioria dos pacientes cardíacos não conhece os tipos de gorduras que fazem bem à saúde. É o que mostra pesquisa realizada no hospital estadual que é referência tem cardiologia, Dante Pazzanese.

O levantamento foi realizado com 600 pacientes em tratamento na instituição e também revelou que 67% não têm como hábito ler os rótulos dos alimentos.

Entre os tipos de gorduras que fazem mal à saúde, a trans e a saturada são as mais conhecidas, sendo consideradas ruins por 81,5% dos entrevistados.

Já entre os tipos que fazem bem, 55% dos pacientes desconsideraram a gordura insaturada que é até mesmo indicada para a boa saúde do coração.

Outro equívoco muito comum é em relação aos alimentos fontes de gordura. Assim como a bolacha recheada e a manteiga, que foram apontadas corretamente como alimentos menos saudáveis, a maionese também foi tida como um alimento rico em colesterol e gorduras ruins pela maioria dos entrevistados, o que não é verdade.

Outro alimento que Daniel Magnoni, médico da Divisão de Nutrição Clínica do Dante Pazzanese e coordenador da pesquisa, mostrou que os pacientes desconhecem as propriedades é a maionese.

O “spread” possui um perfil nutricional bom porque é fonte de gorduras poli-insaturadas, não contém gordura trans e oferece baixo teor de colesterol.

Além da maionese, outro alimento apontado erroneamente por 65,5% dos pacientes como fonte de colesterol e por 60% com excesso de gordura ruins foi o Ketchup, que por ser produzido a partir de tomates, não possui gorduras.

Magnoni acredita que a pesquisa foi útil para perceber que a maioria dos pacientes que precisam de uma alimentação adequada porque tratam problemas de saúde, como pressão alta, diabetes, obesidade e colesterol elevado, não sabem quais são os tipos de gorduras mais saudáveis, tampouco os alimentos que podem ser consumidos. 
 
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/cardiacos-desconhecem-gorduras-que-fazem-bem-a-saude

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Alimentos que aceleram o metabolismo ajudam a perder peso

Alguns alimentos, aliados a bons hábitos, colaboram com a aceleração do conjunto de transformações que os nutrientes e outras substâncias químicas sofrem no interior do corpo

 Amêndoas: são um dos lanchinhos preferidos dos nutricionistas, pois fornecem vitaminas e fibras ao organismo, além de fornecer a sensação de saciedade por mais tempo quando comparadas a itens como pães e bolachas

Maçã: alimento de baixa caloria, a maçã ajuda a acelerar o metabolismo, colaborando para a perda de peso

Alimentos ricos em vitamina B: ricos em fibras e proteínas, com pouca gordura, alimentos com concentrações de vitamina B também levam mais tempo para serem digeridos, o que ajuda a manter o corpo satisfeito por mais tempo. Não dispense ovos, feijões e outros, como espinafre

Pimenta: uma substância presente no alimento é apontada como aceleradora do metabolismo. Apenas não vale usar os molhos à base de pimenta, pois estes costumam ser muito calóricos

Carnes magras: as proteínas presentes nas carnes levam bastante tempo para serem digeridas, o que aumenta a sensação de saciedade por mais tempo. Isso faz com que o corpo necessite usar mais calorias para a tarefa

Água: manter o corpo hidratado acelera o metabolismo além de ajudar a ganhar sensação de saciedade. Outros benefícios de beber água são o aumento da energia, ajudar na saúde em geral e ajudar a perder peso

Frutas vermelhas: são ricas em antioxidantes, fibras e de baixa caloria. Ajudam a substituir as opções de doces e pães entre as refeições

Iogurte de baixas calorias: pesquisas apontam que o item na dieta ajuda no processo de perda de peso e ainda é rico em cálcio, que também colabora na tarefa

Chá-verde: os antioxidantes presentes na bebida ajudam a acelerar o metabolismo. A recomendação é a de começar o dia com uma xícara para começar o processo logo pela manhã

Salmão: fornece ômega 3 ao organismo, um tipo de gordura essencial para manutenção do corpo. É bom para conferir aspecto de jovialidade ao rosto.

Fonte:http://www.educacaofisica.com.br/noticias/alimentos-que-aceleram-o-metabolismo-ajudam-a-perder-peso