quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Pesquisa revela que correr na água gasta mais calorias que na areia

Pesquisa revela que correr na água gasta mais calorias que na 
areia

Correr dentro da água, com flutuadores e acessórios, é uma excelente opção para entrar em forma sem enfrentar o calor da rua ou de salas de running.

O interesse pela corrida só aumenta. Tanto que a última Maratona do Rio, com três provas diferentes, teve 20 mil corredores. Mas qual é o melhor lugar para correr e queimar calorias? Esteira, asfalto, areia da praia ou piscina. Isto mesmo, piscina. Correr dentro da água, com flutuadores e acessórios, é uma excelente opção para entrar em forma sem enfrentar o calor da rua ou de salas de running. O ideal, antes de acelerar, é saber os prós e contras de cada terreno ou ambiente.

A escolha dependerá do objetivo e da fase de treinamento do praticante, ensina Guto Ferrari, coordenador de running da academia Velox Fitness. E, quanto mais ele puder variar, com a orientação de um profissional de Educação Física, melhor o resultado.

— Assim como na musculação, na corrida é preciso mudar com frequência o programa de treino e, se possível, o ambiente. Na esteira, principalmente no caso de iniciantes, é mais fácil controlar o ritmo. Quem se exercita nas ruas sem estar preparado para isso só tem três velocidades: caminhada, trote e corrida desesperada — comenta Ferrari.

Qualquer que seja a modalidade, há benefícios e cuidados a serem tomados, diz o treinador Vinicius Zimbrão, atleta da equipe Oskalunga de corrida de aventura. Na esteira, o ambiente é controlado: ela permite usar diferentes velocidades e inclinações e causa menos impacto nas articulações.

Só que a esteira não reflete a realidade. Por exemplo, diferentemente do asfalto, o corpo não se desloca em relação ao ambiente, e o cenário é entediante. Porém, no asfalto, temos um maior impacto nas articulações e mais acidentes.

— Na areia da praia, o corredor sofre menos impacto nos tornozelos, nos joelhos, no quadril e na coluna, há maior exigência dos músculos das pernas e das coxas e se trabalha mais o equilíbrio. Por isso, há maior gasto calórico do que no asfalto, o que permite uma maior perda de peso. É também um bom ambiente para melhorar o condicionamento e a velocidade nas corridas em asfalto. O lado ruim é o maior perigo de de cortes, calos, bolhas e desidratação. Como a areia requer maior esforço, não é terreno indicado para sedentários ou iniciantes, especialmente os com problemas posturais, devido à inclinação — diz Zimbrão.

Já o treinador Cleber Guilherme, do Centro de Excelência Esportiva do Ibirapuera, afirma que o melhor terreno para correr é gramado ou trilha de terra batida. Estes pisos absorvem até 30% do impacto, o que é bastante, pois cada passada causa sobrecarga nas articulações de até três vezes o peso do próprio corpo:

— A queima de calorias está mais associada à intensidade do que ao terreno.

Fonte: http://educacaofisica.com.br/index.php/esportes/canais-esportes/outras-modalidades/21062-pesquisa-revela-que-correr-na-agua-gasta-mais-calorias-que-na-areia-

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Esporte melhora desempenho escolar de crianças

Prática esportiva deve ser estimulada na criança sempre de forma lúdica, eles precisam ter prazer e se pertir.

Com a reorganização da agenda dos pequenos devido à volta às aulas, chegou o momento ideal de escolher um esporte para fazer parte do cotidiano das crianças ao longo do ano. Além de prevenir a obesidade e as doenças cardiovasculares na vida adulta, promover a socialização e ensinar bons hábitos de vida, pesquisa recente apontou que crianças que praticam esportes possuem melhor desempenho na escola.

Após analisar mais de 800 artigos científicos sobre o tema, pesquisadores holandeses concluíram: estudantes que praticam atividade física alcançam melhores avaliações cognitivas, ou seja, é como se conseguissem prestar melhor atenção na sala de aula e nos estudos em casa. O pediatra Jose Luiz Setubal, do Hospital Infantil Sabará, explica: nadar, pedalar, jogar bola são atividades que melhoram a oxigenação cerebral, a comunicação entre as células nervosas e as sinapses.

“Por meio de variáveis fisiológicas é possível provar que a atividade física interfere no metabolismo, no aumento do fluxo sanguíneo e até na atividade elétrica do cérebro. Além disso, o esporte estimula a secreção de substâncias, como a endorfina cujo efeito também é positivo a nível cerebral”, detalha o médico.

A prática esportiva deve ser estimulada na criança sempre de forma lúdica, segundo o pediatra, eles precisam ter prazer, se pertir. Também é preciso levar em conta as fases do desenvolvimento. A maturidade biológica deve ser respeitada e como varia para cada criança, é importante antes consultar um médico para identificar o ritmo biológico de crescimento de cada jovem.
Até os 3 anos, a criança está em pleno desenvolvimento motor, deve-se incentivar atividades como brincadeiras. Dos 4 aos 7 anos, é aconselhável que elas corram, pulem, subam em brinquedos. Dos 8 aos 11 anos, já é possível optar por um esporte favorito, mas sem competição para evitar conflitos emocionais. Dos 12 aos 14 anos, pode ocorrer o início do treinamento profissional, visando resultados, cuidados para evitar lesões e sobrecarregar os grupos musculares.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/escola/canais-escola/educacao-fisica-escolar/20971-esporte-melhora-desempenho-escolar-de-criancas

Refrigerante diet aumenta risco de ataque cardíaco e derrame

Aqueles que bebem diariamente refrigerante diet são 43% mais propensos a terem problemas de saúde

Uma nova pesquisa desenvolvida pela University of Miami Miller School of Medicine e pela Columbia University Medical Center aponta que beber uma única lata de refrigerante diet todos os dias pode aumentar o risco de um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral. Além disso, as bebidas, que são consideradas teoricamente como mais saudáveis, podem criar danos ao fígado e diabetes. As informações foram publicadas pelo Daily Mail

Os pesquisadores afirmaram que aqueles que bebem refrigerante diet são 43% mais propensos a terem esses problemas de saúde do que aqueles que não bebem. Uma análise prévia dessas bebidas mostrou que esses refrigerantes, que têm uma grande quantidade de adoçantes artificiais, também podem causar doença hepática semelhante à causada pelo alcoolismo crônico.

Bebidas diet gaseificadas são comercializadas como uma opção saudável porque têm menos calorias do que os refrigerantes normais, mas seus benefícios à saúde permanecem obscuros, com algumas pesquisas que sugerem que eles acionam ainda mais o apetite das pessoas.

Pesquisa

A equipe de investigação estudou todos os tipos de refrigerantes consumidos pelos 2.564 participantes, durante um período de 10 anos.

Segundo pesquisadores, os mecanismos pelos quais os refrigerantes podem afetar eventos vasculares não são claro.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/ciencia-ef/canais-cienciaef/nutricao-hidratacao/20989-refrigerante-diet-aumenta-risco-de-ataque-cardiaco-e-derrame

Correr reduz a depressão pela metade

Pesquisa da Universidade Southwestern diz que correr três vezes por semana é tão eficaz quanto os antidepressivos
Assim confirmou o doutor Trivedi, diretor do programa de pesquisa sobre transtornos do humor da Universidade Southwestern, do Texas: correr três vezes por semana é tão eficaz quanto os antidepressivos.

Pela primeira vez uma equipe conseguiu demonstrar que a prática de exercícios aeróbicos durante 30 minutos ao menos três dias na semana diminui quase pela metade os sintomas de uma depressão moderada. Esta impressionante descoberta é especialmente importante para os 150 milhões de pessoas em todo o mundo que sofrem com o mal. E tem mais, apenas 23% dos afetados buscam tratamento para a doença e só 10% recebe a terapia adequada.

A pesquisa observou, durante três anos, 80 pessoas, de 20 a 45 anos, com sintomas moderados de depressão. Os participantes foram divididos em quatro grupos distintos que realizavam exercícios em diferentes intensidades.

Os indivíduos que praticaram exercícios aeróbicos de maneira moderada ou intensa - cerca de 30 minutos - durante três a cinco dias por semana, experimentaram uma redução de 47% de seus sintomas depressivos após 12 semanas.

Por outro lado, nos participantes que realizaram atividade física de menor intensidade três dias na semana, os sintomas de depressão diminuíram cerca de 30% e no grupo que realizou exercícios de flexibilidade durante 15-20 minutos, a porcentagem foi de 29%.

Esta positiva resposta, graças aos exercícios, experimentada pelos pacientes com depressão é comparável aos resultados obtidos com medicamentos antidepressivos ou mesmo à terapia de comportamento cognitivo, explicam os investigadores.

Por exemplo, num estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental nos Estados Unidos, ficou comprovado que a diminuição dos sintomas depressivos era de cerca de 36% e no caso da terapia com remédios, uma redução de aproximadamente 42%.

Ainda que existam numerosos tratamentos para fazer frente à depressão, muitas pessoas ainda custam a procurar ajuda porque muitas vezes há preconceito e o estigma social relacionado a esse tipo de doença. O exercício oferece um tratamento alternativo para estes pacientes e, além do mais, pode ser recomendado a quase todos eles, porque não geram efeitos colaterais maléficos.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/voce-ef/98-saude-bem-estar/20991-correr-reduz-a-depressao-pela-metade

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Exercícios podem melhorar humor de pacientes com doenças crônicas

Em média, de cada seis pessoas que praticam atividade física, uma sente melhoras.
 
Estadão
 
Fazer exercícios regularmente pode melhorar o humor de pessoas com doenças crônicas como câncer, problemas do coração e dor nas costas. Mas eles não fazem milagres: em média, de cada seis pessoas que praticam atividade física, uma sente melhoras.

"Há evidências de que o exercício pode prevenir a depressão, e agora há também evidência de que ele pode funcionar como um tratamento", diz Alan Gelenberg, do departamento de psiquiatria da Penn State University.

No estudo, publicado no Archives of Internal Medicine, os autores quiseram avaliar a evidência de que o treinamento pode também ajudar pessoas cronicamente doentes que não receberam o diagnóstico de depressão, mas que se sentem desanimadas.

Isso é importante porque sintomas depressivos podem fazer com que as pessoas deixem de tomar remédios, pode aumentar o uso dos serviços de saúde e reduzir a qualidade de vida, diz Matthew Herring, da Universidade do Alabama, em Birmingham.

Ele e seus colegas avaliaram 90 estudos que incluíram mais de 10 mil pessoas com problemas de saúde como câncer, doenças cardiovasculares, doença pulmonar obstrutiva crônica, fibromialgia, dor crônica e obesidade.

Em cada estudo, as pessoas foram divididas em grupos em que algumas praticavam exercícios, em média, três vezes por semana, e outras não praticavam nada.

De acordo com os autores, sintomas depressivos diminuíram 22% com a atividade física. Isso é similar ao efeito sobre fadiga, ansiedade, dor, entre outros.

"A magnitude do efeito do treinamento nos sintomas depressivos entre pacientes foi pequena, mas significativa", dizem os autores.

Eles dizem que a prática moderada - pelo menos 150 minutos de intensidade moderada por semana - a vigorosa - pelo menos 75 minutos de intensidade vigorosa por semana - parecem ajudar mais.

No entanto, a pesquisa tem algumas lacunas. Ainda não está claro, por exemplo, como algumas pessoas com doenças crônicas conseguiriam se exercitar na intensidade suficiente, e muitos participantes realmente desistiram dos estudos.

Também não está claro por quanto tempo os efeitos duram, quanto exercício e qual o tipo funciona melhor - treinamento aeróbico como corrida ou caminhada ou exercícios de força.

"O que não sabemos é mais do que o que sabemos", diz Gelenberg. Mas ele deve ser feito de maneira correta e cuidadosa.

Ele diz que essas pessoas que se sentem deprimidas deveriam se exercitar de acordo com as diretrizes médicas e consumir uma dieta saudável.

"Eu gostaria de sugerir que esses pacientes cedam a alguns prazeres saudáveis: pessoas, livros, caminhadas, sentar em um lugar bonito. Se eles ainda se sentem deprimidos, sugiro atenção profissional para considerar psicoterapia ou medicamentos. 

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/exercicios-podem-melhorar-humor-de-pacientes-com-doencas-cronicas

Quando o estresse pode ser bom para a saúde

O estresse pode ser moderado pensando positivamente sobre fatores estressantes, com respiração abdominal profunda e meditação
 
 
The Wall Street Journal
O estresse, por incrível que pareça, pode ser algo positivo, que estimula o desempenho máximo e o bem-estar de uma pessoa. Mas uma dose excessiva de estresse força o coração, prejudica a memória e a clareza mental e aumenta o risco de doenças crônicas.

Mas como receber os benefícios — e evitar os efeitos nocivos?

Ao aprender a identificar e administrar as reações individuais ao estresse, a pessoa pode desenvolver perspectivas mais saudáveis e melhorar o desempenho em testes cognitivos, no trabalho e na atividade física, segundo pesquisadores e psicólogos.

O corpo tem uma reação padronizada ao enfrentar uma tarefa em que o desempenho é realmente importante para algum objetivo ou para o bem-estar: o sistema nervoso simpático, o hipotálamo, a pituitária e as glândulas suprarrenais injetam na circulação sanguínea os hormônios do estresse — adrenalina e cortisol. Os batimentos cardíacos e a respiração se aceleram e os músculos se contraem.

O que acontece a seguir é o que diferencia o estresse saudável de estresse prejudicial. Quem passa por um estresse benéfico, ou "adaptativo", sente-se energizado. Os vasos sanguíneos se dilatam, aumentando o fluxo aumentando o fluxo de sangue, para ajudar o cérebro, os músculos e os membros a enfrentar um desafio — algo semelhante aos efeitos de um exercício aeróbico, segundo pesquisas de Wendy Mendes, professora associada do departamento de psiquiatria da Universidade da Califórnia, campus de San Francisco, e de outros pesquisadores.

O organismo tende a responder de forma diferente ao suportar o estresse nocivo, ou ameaçador. Os vasos sanguíneos se contraem, e "você pode se sentir um pouco tonto, à medida que a pressão arterial sobe", diz Christopher Edwards, diretor do programa de gerenciamento comportamental de dor crônica no Centro Médico da Universidade Duke. Os sintomas podem ser como os de um ataque de raiva.Você pode falar mais alto, ou sentir lapsos no raciocínio ou na lógica, diz ele. As mãos e os pés podem ficar frios, à medida que o sangue flui para o centro do corpo. As pesquisas mostram que o coração bate de forma irregular, com uma série de picos, como um sismógrafo durante um terremoto.

Outro fator que diferencia o estresse: "Você consegue desligá-lo? Ou você é prisioneiro da sua mente?", pergunta Martin Rossman, que escreve sobre cura e estresse e é instrutor clínico da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Francisco. Os que sofrem de estresse prejudicial perdem a capacidade de reativar o sistema nervoso parassimpático, que dirige as funções naturais do corpo no dia-a-dia, como a digestão e o sono. Embora haja variações individuais quanto ao tempo em que a pessoa consegue tolerar o estresse crônico, as pesquisas mostram que este aumenta drasticamente o risco de insônia, doenças crônicas e morte precoce.

O mestre de obras Carl Weissensee costumava ser "viciado em estresse", diz ele. Para administrar milhares de detalhes e os diversos riscos em cada uma das casas de milhões de dólares que ele constrói, passou anos "na corrida 20 horas por dia, enxergando mentalmente as mesmas situações várias vezes, sem conseguir deixar aquilo de lado", diz Weissensee, de 58 anos, de Mill Valley, na Califórnia.

Uma importante crise mostrou como estava alto seu nível de estresse prejudicial: sua agitação permanente atrapalhava sua vida. "Eu dormia de 4 a 6 horas por noite, e mesmo assim não era um sono profundo". Sua esposa reclamava, e sua filha pintou uma pedrinha para ele com as palavras: "Você trabalha demais".

Um ataque cardíaco, seguido por problemas com arritmia cardíaca, o obrigaram a diferenciar entre o estresse bom e o mau. "Creio que não é possível fazer um bom trabalho sem uma certa dose de estresse. É preciso entender as coisas", diz ele.

Ele reduziu o estresse para um nível saudável utilizando técnicas de relaxamento, incluindo respiração profunda e imagens guiadas — deitado, de olhos fechados, ele imagina a realização de tarefas consideradas estressantes de maneira bem-sucedida. Depois de se consultar com Rossman, ler seu livro e fazer os exercícios de relaxamento de seus CDs diariamente, Weissensee aprendeu a reconhecer suas preocupações, em vez de reciclá-las em sua cabeça, e logo impondo a prática de "superá-las", dizendo a si mesmo que "no final, tudo se resolve", diz ele. Ele conseguiu estabilizar sua condição cardíaca, sem grandes doses de medicação.

"Ao praticar o tempo todo, parece que estou mudando a rota dos meus pensamentos, de 'estou arruinado,' para 'vai dar tudo certo'", diz ele. "Meu objetivo é preocupar-me apenas o suficiente para fazer meu trabalho bem."

Esse tipo de atitude positiva tende a produzir o estresse bom, baseado na pesquisa da doutora Mendes e outros.

A psicóloga de Toronto Kate Hays diz que orienta seus pacientes a imaginar uma escala de estresse "que varia de um, onde você está praticamente dormindo, a dez, onde você está subindo pelas paredes." Então, ela pede que eles recordem um momento de bom desempenho passado para descobrir em que nível o estresse naquela situação se classificaria. Muitas pessoas dizem 4-6, mas as respostas variam de 2 a 8, diz Hays, que se especializa em psicologia do desempenho e esportes. Esse passa a ser o alvo de gerenciamento de estresse pessoal.

Para a maioria das pessoas, atingir essa meta exige novas habilidades. Com a prática, no entanto, elas podem aprender a relaxar completamente em poucos segundos, diz Kenneth Pelletier, professor de medicina clínica tanto da Faculdade de Medicina da Universidade do Arizona quanto da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em San Francisco.

Além de pensar positivamente sobre fatores estressantes, outras formas de moderar o estresse são fazer respiração abdominal profunda e fazer meditação e conscientização plena, ou controlar o próprio estado mental e físico.

Todos esses métodos são indicados por pesquisadores para ajudar a curar problemas crônicos como as doenças cardíacas, de acordo com uma revisão de pesquisas de 2010 feita por Bonnie Horrigan, diretora de educação pública da Collaborative Bravewell, uma organização sem fins lucrativos americana. Quando a Ford Motor Co. testou várias maneiras de ajudar os funcionários com dores crônicas nas costas há vários anos, o diretor médico corporativo Walter Talamonti diz que exercícios para diminuir o estresse prejudicial, levando-o para níveis saudáveis, foi associado a reduções na dor e no uso de medicamentos por funcionários. 
 
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/quando-o-estresse-pode-ser-bom-para-a-saude

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mitos sobre emagrecimento: não exagere em exercícios e remédios

O excesso de exercícios é um engano que costuma se cometer no desespero em perder peso.

Sidney Rezende
Emagrecer rápido demais é uma falta de cuidado enorme com o nosso corpo. Querer perder 10 quilos que ganhamos em vários meses em apenas uma semana agride nossa saúde consideravelmente. Quando queremos emagrecer, é preciso ter em mente que assim como não ganhamos peso de um dia para o outro, a mesma regra se aplica para perder alguns quilos.

"A primeira coisa que devemos levar em conta no processo de emagrecimento é a velocidade com que o nosso organismo queima gordura", diz o pesquisador da Escola de Educação Física e Esportes da Universidade de São Paulo e especialista em treinamento esportivo Rodrigo Ferraz à revista "SAÚDE". "Eliminar mais de um quilo por semana, na maioria das vezes, significa que estamos perdendo muito mais do que gordura", explica.

"Quando não há tempo suficiente para se adaptar às mudanças, o corpo reage de forma negativa. E é assim que aparecem os problemas", completa a nutricionista Catarina Stocco, especialista em nutrição clínica funcional. Ela também diz que quando perdemos peso com muita rapidez, o fígado pode ser prejudicado, além de ficarmos vulneráveis a termos anemia, mal-estar, fraqueza e até mesmo pedras na vesícula.

Mitos sobre emagrecimento

Muitas pessoas acreditam que vomitar aquilo que comeu vai eliminar as calorias ingeridas. Isso é mito. Apenas a água é eliminada. Desta forma, além de não emagrecer, a pessoa ainda pode ficar desidratada. Com relação aos laxantes e diuréticos o raciocínio é o mesmo: perda de líquidos e sais minerais. "Esses remédios podem provocar desidratação, redução dos níveis de potássio, cálcio e magnésio no sangue. O indivíduo pode apresentar arritmias cardíacas, fraqueza muscular e até ter uma parada cardíaca", diz a nutricionista da PB Consultoria, em São Paulo, Paula Crook.

O excesso de exercícios também é outro engano que se costuma cometer no desespero em perder peso. "Praticar todos os dias o mesmo esporte gera fadiga osteomuscular e facilita o aparecimento de lesões", diz Rodrigo Ferraz. O ideal é praticar diferentes exercícios a cada dia, em modalidades e intensidades diferentes. Isso porque ganhamos massa muscular, fortalecimento dos ossos e perdemos gordura no período de descanso. Se não temos este tempo, ocorre o processo contrário, conhecido como catabolismo, no qual perdemos massa muscular de maneira generalizada e ainda aumentamos o estímulo para depósito de gorduras.

Culto excessivo ao corpo é sinal de Vigorexia

Quem sofre de vigorexia tem um apelo estético muito grande. Dificilmente quem está focado na saúde acaba viciado em exercício

Bonde News
 
No começo, a estudante Pamela (nome fictício) ia à academia três vezes por semana. Depois, começou a freqüentar a academia cinco vezes por semana, duas vezes por dia. Comprou pesos e equipamentos e decorou a sequência de exercícios para repetir tudo também no domingo, quando a academia estava fechada. Quando a moça começou a acordar de madrugada para correr antes de malhar, a mãe desconfiou que alguma coisa estava errada. Ao conversar com profissionais de Educação Física, ela descobriu que a filha poderia ser uma vítima de vigorexia, um transtorno de comportamento que ocorre quando o volume e a intensidade da prática de exercícios físicos excedem a capacidade de recuperação da pessoa. O problema geralmente está associado a uma auto-imagem distorcida, ou seja, a pessoa nunca está satisfeita com a própria aparência.

O professor Raymundo Pires, do curso de Educação Física da Unopar, já viu vários casos semelhantes ao de Pamela. "O exercício físico depende muito da maneira como a pessoa se vê; normalmente quem sofre de vigorexia tem um apelo estético muito grande. Dificilmente quem está focado na saúde acaba viciado em exercício", explica Pires.

Já se sabe que a prática de exercício físico estimula a produção de algumas substâncias, como a endorfina, que produzem uma sensação de bem-estar. Pesquisas recentes mostram que essas substâncias também produzem euforia, melhoram a memória, o bom humor, aumentam a resistência, aliviam dores e têm efeito antienvelhecimento. "É normal a gente sentir falta do exercício quando está habituado a ter alguma atividade física. Isso não significa que a pessoa está viciada em exercício. O problema começa quando o exercício se transforma em uma obsessão", pondera o professor.

Pessoas como Pamela não podem ficar nem um dia sem se exercitar e se sentem culpadas se, por qualquer motivo, seu rendimento físico diminui. "Outros hormônios (as catecolaminas) que são estimulantes podem se tornar estressantes quando a pessoa ultrapassa seus limites físicos", alerta Pires.

A primeira prejudicada é a saúde

Quando a atividade física deixa de estar focada no bem estar e no prazer e se transforma em obsessão, a primeira prejudicada é a saúde. "Qualquer profissional da área de Educação Física conhece bem o conceito de dose-resposta. Para entender isso pense no exercício como se fosse um medicamento, um antibiótico, por exemplo. Ele deve ser tomado em uma dose e num intervalo de tempo especificados para que o efeito seja o melhor. Se você aumentar aleatoriamente a dose ou diminuir o intervalo da medicação, ela não vai ter um efeito maior nem melhor. Ao contrário, o efeito não será aquele desejado. Isso também funciona para o exercício físico. Existe uma dose ideal em que a resposta é altamente positiva; se a dose for menor ou maior, a resposta não será tão boa", indica o professor. Embora a dose varie de pessoa para pessoa, existem padrões pré-definidos por idade, peso e sexo.

Às vezes, o exercício que pode melhorar a saúde também pode acabar com ela. O professor Pires já viu casos de pessoas que adoeceram por causa da vigorexia. "Uma mulher ficou tão obcecada em perder peso que entrou numa maratona absurda de exercícios, sem cuidar da dieta. Ficou anoréxica e não se recuperou mais", lembra.

A vigorexia é considerada um transtorno obsessivo-compulsivo e dificilmente as pessoas afetadas por esse comportamento conseguem admitir que precisam de ajuda. Alguns sinais podem servir de alerta para amigos e familiares:

• Preocupação excessiva com a aparência

• Insatisfação constante e auto-imagem distorcida (a pessoa sempre quer emagrecer mais, ficar mais forte, mais musculosa...)

• Fixação no desempenho físico (quantos kms correu, quantos metros nadou, quanto peso levantou...)

• A pessoa se sente culpada se deixa de se exercitar ou se o desempenho físico diminui

• Exercício físico se torna o assunto principal nas conversas

• A pessoa começa a trocar programas de lazer por exercícios programados

• Restrições severas na dieta

• Falta de sono, irritabilidade, falta de concentração

Atletas não servem de exemplo

Para as pessoas que têm na atividade física uma profissão ou um objetivo definido, os limites são diferentes. Os atletas trabalham focados em alvos – campeonatos, torneios, jogos, competições, e sempre têm uma equipe de profissionais que os acompanham. Eles se exercitam com planejamento, sob supervisão e têm metas para alcançar. Por isso não servem de parâmetro para as outras pessoas, que buscam a atividade física para melhorar a qualidade de vida. Para elas, o professor Pires tem uma dica simples que pode servir de limite: "O exercício físico precisa dar prazer. A atividade física deve estar focada na saúde. Se ela começar a se tornar obsessiva e trouxer culpa e cobrança, é sinal de doença".

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/culto-excessivo-ao-corpo-e-sinal-de-vigorexia