segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Ovo pode fazer tão mal ao coração quanto cigarro, diz estudo

O consumo da gema pode levar a um aumento no risco de doenças cardíacas, segundo a pesquisa


De acordo com pesquisa da Universidade de Western Ontario, comer gemas de ovos é quase tão ruim para o coração quanto fumar. Para o estudo, os cientistas entrevistaram mais de 1.200 pacientes e descobriram que aqueles que comiam as gemas regularmente durante anos tinham cerca de dois terços do mesmo endurecimento das artérias, como aqueles que fumavam. Isso levaria a um aumento do risco de acidente vascular cerebral e ataque cardíaco na vida adulta. As informações são da revista Cosmopolitan.

Porém, os resultados não devem ser uma razão para dispensar o consumo de ovos. Segundo Jennifer Wider, especialista em saúde feminina, pondera que a questão é comer moderadamente, uma vez que estudos indicam que apenas quem consome cerca de quatro gemas por semana está exposto a um risco significativo. Para quem possui um histórico familiar de alto colesterol ou doenças de coração o ideal seria reduzir o consumo de ovos e preferir comer apenas a clara.

Fonte:http://www.educacaofisica.com.br/index.php/ciencia-ef/canais-cienciaef/nutricao-hidratacao/23225-ovo-pode-fazer-tao-mal-ao-coracao-quanto-cigarro-diz-estudo

Perguntamos ao Professor Dilmar Pinto Guedes: Hipertrofia emagrece?

 Ele disse que não existe mistério na equação do emagrecimento e que treino de força gasta energia como qualquer outro tipo de treinamento


A prática de atividade física está cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, e isso faz com que o cenário fitness sofra diversas alterações. Porém, mesmo com toda essa evolução do mercado, o tradicional e tão desejado objetivo de emagrecer ainda continua sendo um dos principais objetivos dos praticantes. Para o professor e membro do Centro de Estudos de Fisiologia do Exercício (CEFE 9), Dilmar Pinto Guedes, o emagrecimento é como uma equação matemática: nutrição adequada, mais a prática regular de exercícios físicos igual a corpo saudável. e maior qualidade de vida. “Emagrecer não tem segredo, é gastar mais energia e consumir menos”, afirma Dilmar. “Você precisa ter uma nutrição adequada e praticar exercícios, sejam atividades aeróbias, musculação, esportes, lutas, danças, não importa, desde que realize essa equação”, diz.

É possível emagrecer apenas com musculação?

Quando se fala em perder peso, os exercícios aeróbios são os mais procurados. Mas será que apenas esse tipo de treinamento ajuda a perder calorias? De acordo com Dilmar, o treino de força gasta energia como qualquer outro tipo de treinamento. Uma hora de caminhada é capaz de gastar até 300 calorias, o que não deixa de ser similar à musculação, que gasta em média de 250 a 300 calorias por hora. Porém, o grande diferencial para se ter bons resultados é a realização simultânea de uma alimentação adequada, pois assim é possível ter uma maior manutenção da massa muscular. “O mais recomendado é a combinação das atividades aeróbias com a musculação. O foco não deve ser no tipo de treino, e sim, na intensidade dos treinamentos intervalados”, explica, ressaltando que “os melhores marcadores biológicos e moleculares estão relacionados a exercícios mais intensos, que favorecem ainda mais no processo de emagrecimento”.

Benefícios dos programas de treinamento de força

No treinamento de força há o uso regular de pesos livres, máquinas, peso corporal, entre outros métodos que aumentam a força, potência e resistência muscular. Dilmar diz que além da manutenção da massa muscular, o praticante de musculação melhora a sua saúde e qualidade de vida.

Qual a periodicidade ideal para a perda de peso?

O professor alerta que não é adequado treinar os músculos diariamente. Sua recuperação deve estar de acordo com sua intensidade. O adequado é treinar 3 vezes por semana. “O treino de musculação não precisa passar de uma hora, as respostas metabólicas e hormonais são melhores em menos duração e maior intensidade de treinos”, afirma Dilmar.

Homem x Mulher: existe diferença na hora de emagrecer?

De acordo com Dilmar, existem várias diferenças anatômicas, fisiológicas e biomecânicas entre homens e mulheres. Até a concentração da gordura é diferente. O homem tende a ter uma maior concentração de gordura na região do abdome. Já a mulher possui essa concentração nos glúteos e coxas. Os hormônios de cada sexo respondem de formas diferentes, porém as recomendações são sempre as mesmas: dieta mais atividade física.

No ciclo menstrual, a alteração de peso corporal é visível na mulher. Isso ocorre por conta da retenção de líquidos, comum em algumas mulheres nesse período. “É possível considerar que 1kg de água pode equivaler a 1kg de peso, porém a mulher não está engordando e nem emagrecendo, é apenas retenção líquida”, explica Dilmar. Porém, nem toda mulher sente essas variações, vai depender de cada organismo.

Medicamentos e suplementos são uma boa estratégia?

Alguns suplementos podem colaborar sim com o emagrecimento, porém os efeitos colaterais podem ser prejudicais a saúde. Alguns desses efeitos colaterais estão associados a depressão, dores de cabeça, alterações no humor, insônia, falta de ar, euforia, hipertensão, taquicardia, prisão de ventre e até mesmo dependência daquela substância. A maioria defende a ideia de um emagrecimento rápido e Dilmar explica que é uma questão delicada e perigosa. “As drogas que prometem o emagrecimento possuem substâncias simpaticomiméticas, ou seja, que imitam o efeito do sistema nervoso simpático. Essas substâncias estimulam a descarga de adrenalina e isso ajuda no emagrecimento” explica, alertando que “você consegue ver um fígado doente? E um coração doente? Agora, ver que está perdendo medidas e peso é mais fácil e esse resultado faz com que muitos nem percebam que estão denegrindo o seu corpo”.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/fitness/canais-fitness/academias/23231-perguntamos-ao-professor-dilmar-pinto-guedes-hipertrofia-emagrece

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Educação Física: saiba quando um aluno pode ser liberado da prática

 
A lei que tornou facultativa a disciplina preferida da maioria da garotada é de 1996. Mas ainda hoje nem todo mundo sabe que, apesar de todo colégio ser obrigado a oferecer aulas de Educação Física, nem todo aluno precisa assisti-las.

Mas não basta uma dorzinha de barriga para liberar os mais preguiçosos da aula. As dispensas são mais comuns entre adultos, estudantes já empregados ou em casos de restrições de saúde.

Segundo a lei 9.394/96, as aulas de Educação Física são facultativas para alunos que cumpram uma jornada de trabalho de seis ou mais horas, tenham mais de 30 anos e prestem serviço militar ou estejam obrigados à prática física semelhante. Também entram nesse grupo adolescentes e crianças que tenham alguma condição de saúde que não permita a execução frequente de exercícios e estudantes grávidas ou que tenham filhos.

Contudo, quem opta por não participar das atividades físicas ainda tem obrigações no período: os dispensados devem receber outras tarefas para que seu desenvolvimento e sua avaliação no final do ano não sejam prejudicados. "O aluno precisa estar presente como os demais", diz o coordenador do Conselho Federal de Educação Física, Walfrido José Amaral. O profissional afirma ainda que nenhum estudante pode ser excluído da aula. Se ele escolher ficar fora das quadras, poderá executar outras tarefas, como ajudar o professor, apitar as partidas ou entregar um trabalho avaliativo.

Os pontos positivos da participação nas aulas de educação física são diversos. Entretanto, na opinião de Silvana Lages, supervisora pedagógica da Escola Estadual Governador Milton Campos, de Belo Horizonte, em determinados casos ela pode não ser tão eficiente. Ela ressalta que, quando o estudante já trabalha, por exemplo, às vezes fica muito cansado para fazer qualquer atividade física, o que pode prejudicá-lo. "O ruim é ficar obrigando um aluno que não tem tempo", opina. Mesmo assim, ela conta que, na instituição em que trabalha, a maioria dos alunos gosta e participa das aulas.

Algo semelhante ocorre na Escola Municipal Maestro Lorenzo Fernandes, do Rio de Janeiro. No ensino médio, muitos estudantes preenchem os critérios que permitem optar pela dispensa da educação física, mas optam por participar das atividades convencidos dos benefícios pelos professores. "Todo esse trabalho que você faz vai ajudar no conjunto, no raciocínio. Você vai melhorar a sua disposição, vai ter um ganho de ânimo", argumenta uma das professoras de Educação Física do colégio, Maria Perpétua Pereira.

O aumento da capacidade motora, de coordenação e a melhora do raciocínio rápido, usado no momento de fazer uma jogada mais complicada, por exemplo, são alguns dos fatores positivos apontados pela educadora. De acordo com ela, fazer esportes não apresenta vantagens somente sob o ponto de vista físico. Ao participar de um time e entrar em contato com os colegas em um jogo, o aluno aprimora sua capacidade de se relacionar. "Saber a hora de ouvir o outro e ceder a sua vez, ter aquele diálogo positivo. Para as pessoas que não têm esse convívio, fica mais difícil criar essa relação", afirma, destacando ainda que a rapidez de pensar em estratégias de jogo melhora o pensamento lógico, que beneficia o aluno em outras áreas do ensino, como ciência e matemática.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/escola/canais-escola/educacao-fisica-escolar/23021-educacao-fisica-saiba-quando-um-aluno-pode-ser-liberado-da-pratica