sábado, 10 de novembro de 2012

Pressão alta acelera o envelhecimento cerebral

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Segundo pesquisa americana, pressão arterial elevada reduz volume de regiões do cérebro envolvidas na cognição.

A pressão arterial elevada, mesmo em níveis considerados insuficientes para que uma intervenção clínica seja feita, é capaz de acelerar o envelhecimento cerebral em adultos, concluiu um estudo publicado na edição deste mês da revista médica The Lancet. A pesquisa mostra evidências de que a condição em pessoas de 40 anos afeta de forma negativa as massas cinzenta e branca do cérebro, regiões envolvidas na memória e na cognição. Para os pesquisadores da Universidade da California em Davis (UC Davis), nos Estados Unidos, essa descoberta enfatiza a importância de um tratamento precoce contra hipertensão.

A massa cinzenta está envolvida no controle muscular, memória, fala e nos processos de percepção sensorial, como visão e audição. A substância branca, por outro lado, conecta regiões do cérebro envolvidas no processamento das emoções, atenção, tomada de decisão e controle cognitivo. É normal que o cérebro diminua quando uma pessoa atinge uma idade mais avançada e, portanto, que essas funções sejam prejudicadas com o envelhecimento. Mas, afirma a pesquisa, a hipertensão acelera esse processo. "A mensagem dessa pesquisa é bem clara: as pessoas podem influenciar a saúde de seu cérebro na velhice tratando a pressão alta ainda jovens, quando os pacientes não costumam dar importância a isso", afirma Charles DeCarli, que coordenou o trabalho.

Hipertensão atinge 22,7% dos brasileiros

O estudo selecionou 579 pessoas com uma idade média de 39 anos. Quando a pesquisa começou, em 2009, os pesquisadores mediram a pressão arterial dos participantes e os dividiram em três grupos: os que tinham pressão arterial normal, os pré-hipertensos e os hipertensos. Depois, os indivíduos foram submetidos a uma ressonância magnética para que a equipe pudesse analisar detalhadamente o cérebro de cada um.

'Cérebro velho' — De acordo com os resultados, os cérebros dos participantes com pressão arterial elevada pareciam estar mais envelhecidos do que os das pessoas com pressão normal, já que apresentavam menores volumes de massas branca e cinzenta. Por exemplo, os pesquisadores observaram que o cérebro de um paciente de 33 anos com pressão alta era semelhante ao de um indivíduo acima de 40 anos e com pressão arterial normal.

No artigo, porém, os autores do estudo não souberam explicar de que forma a pressão sanguínea é capaz de acelerar o envelhecimento cerebral. No entanto, eles acreditam que isso tenha relação com o fato de que a hipertensão torna as artérias mais rígidas, o que dificulta o fluxo do sangue ao cérebro e, assim, fornece menos oxigênio e nutrientes ao órgão.

Matéria publicada no site Veja

Fonte:http://www.educacaofisica.com.br/index.php/grupos-especiais/24059-pressao-alta-acelera-o-envelhecimento-cerebral

sábado, 27 de outubro de 2012

Natação facilita respiração de crianças com asma

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Modalidade apresenta muitos benefícios para a criança que tem a alergia. Qualidade da água da piscina influencia nos problemas respiratórios.

Se o seu filho ainda não pratica natação, a chegada dos dias mais quentes é um ótimo momento para ele aprender a nadar. Além de contribuir para o desenvolvimento físico, psicológico e social da criança, um estudo realizado pela Universidade Médica de Taipei, em Taiwan, comprovou também que a natação atua no aumento do volume dos pulmões e, consequentemente, no desenvolvimento de uma respiração mais profunda - e proveitosa para o organismo -, que pode evitar crises asmáticas nos pequenos que sofrem com o problema.

Para Eliane Alfani, pneumologista do Hospital São Luiz (SP), crianças que fazem natação sofrem menos quando têm crises de asma. "A natação ativa a circulação, aumenta a estrutura muscular e facilita o trabalho mecânico do pulmão”, diz. Ou seja, a criança passa a respirar menos pela boca e mais tranquilamente, reduzindo os chiados.

Mas isso não significa que a natação é a única atividade física que vai trazer benefícios para as crianças. O melhor esporte é aquele de que ela mais gosta e que se sente melhor quando pratica.

De olho na água da piscina

Ao escolher o local em que seu filho vai fazer natação, é preciso que você fique atenta à qualidade da água da piscina. Um estudo publicado na revista Pediatrics sugere que a exposição a piscinas com cloro pode levar ao desenvolvimento de asma e outras alergias ou à piora de quadros preexistentes. Tirar a criança da natação não é a melhor solução. O ideal, ainda segundo a pesquisa, é limitar o tempo de exposição da criança à piscina e certificar-se de que a escola utiliza o mínimo de cloro possível na água.

Piscinas ao ar livre - ou aquelas fechadas com pé direito alto - reduzem os riscos de desenvolvimento de crise durante a atividade. “O problema é quando o cloro que evapora da água não se dissipa rapidamente e é respirado pela criança, como acontece em piscinas fechadas com pé direito baixo”, diz Eliane. Outra opção são aquelas em que o tratamento da água é à base de sal e ozônio. Nessas, os níveis de cloro são bem mais baixos, reduzindo os riscos de problemas à saúde da criança.

Na hora de pesquisar onde a criança vai nadar, converse com a direção e um professor sobre esses detalhes. Segundo a pneumologista, se mesmo com essas orientações a criança manifestar sensibilidade ao cloro, o ideal é buscar orientação médica e oferecer outras alternativas de exercícios além da natação, como vôlei, tênis, ginástica olímpica, entre outros.

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/ciencia-ef/canais-cienciaef/medicina-esportiva-socorros/22616-natacao-facilita-respiracao-de-criancas-com-asma

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Saiba por que a aplicação de gelo é indicada após a lesão

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Utilizar a compressa de gelo na região do trauma ajuda a controlar os níveis consequentes da inflamação, principalmente em relação à dor e ao inchaço.

Quando sofremos uma lesão, a região afetada é automaticamente acometida por inchaço, rubor, calor, edema e dor. Estes são os sintomas que fazem parte do processo inflamatório, que é a resposta do organismo para conter o efeito nocivo do trauma. A aplicação de compressa de gelo logo após a ocorrência da lesão tem por finalidade controlar os níveis consequentes da inflamação, principalmente em relação à dor e ao inchaço, segundo Maurício Garcia, que é fisioterapeuta do Centro de Traumatologia do Esporte da Universidade Federal de São Paulo e coordenador do setor de fisioterapia do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte.

"O resfriamento com aplicação de gelo é o mais indicado porque causa uma vasoconstrição, que é a diminuição do diâmetro dos vasos, evitando um aumento do processo inflamatório", afirma. Consequentemente após a aplicação há um aumento na temperatura, o que provoca uma vasodilatação (aumento do diâmetro dos vasos) e a liberação dos substratos inflamatórios presentes na corrente sanguínea.

A compressa pode ser feita com um saco plástico transparente, contendo gelo triturado ou quebrado, por no máximo 20 minutos, de modo que seja suportável e não cause queimaduras. Na aplicação, é necessário fazer uma leve compressão. A dica é utilizar aqueles plásticos usados para embrulhar alimentos e enfaixar o local com a compressa.

Outra opção são as bolsas térmicas, que mantêm a temperatura por mais tempo. "Há necessidade de tomar cuidado com uso de bolsas de gel, pois, em muitas delas, a impressão gráfica do plástico pode causar alergias e queimaduras na pele, além de não terem uma duração eficiente, pois após 10 minutos já perdem o efeito desejado", adverte o fisioterapeuta, reforçando que o ideal é fazer mais aplicações de 20 minutos por dia e evitar aplicações longas de 30, 40 ou mais minutos.

*Matéria retirada do site Terra

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/esportes/canais-esportes/outras-modalidades/23879-saiba-por-que-a-aplicacao-de-gelo-e-indicada-apos-a-lesao

Combinação de bebida alcoólica e exercícios físicos merece atenção

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Estudos apontam que as consequências do consumo de bebidas alcoólicas após exercícios físicos ainda são incertas.

Além da admiração que tenho pela psiquiatria - em especial a área de dependência química -, desenvolvi, ao longo do tempo, um interesse especial pela prática de exercícios físicos. Há sete anos descobri na corrida uma opção prazerosa para manter-me em forma e ter uma vida mais saudável. Já participei de diversos tipos de provas - simples e mais complexas - como meia maratona, maratona e, no ano passado, completei minha primeira prova do Ironman (modalidade de triatlon de longas distâncias).

Não foram poucas as situações em que notei atletas se reunirem após as provas para consumirem bebidas alcoólicas, em especial a cerveja, para se refrescar e também se reidratar. Contudo, a realidade é que o álcool inibe a liberação do hormônio antidiurético (ou vasopressina), resultando na diminuição da reabsorção de água pelos rins e, consequentemente, no aumento da produção de urina - que, diferente do que estes atletas acreditam, pode provocar a desidratação.

Muitas pessoas me perguntam sobre as possíveis consequências (negativas ou positivas) do consumo de bebidas alcoólicas após exercícios físicos.

Alguns estudos apontam que, mesmo em pequenas quantidades, o álcool pode potencializar a gravidade das perdas musculares para atletas que sofreram lesões nos músculos. No entanto, outros pesquisadores constataram que essa substância pode agir diretamente na produção da principal reserva energética do organismo (encontrada principalmente nos músculos), o glicogênio - que poderia ser benéfico para os atletas.

Sabe-se também que exercícios de alta intensidade, como as maratonas, aumentam significativamente a incidência de inflamação e disfunções imunológicas e que algumas substâncias naturais com potentes propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, conhecidas como polifenóis, estão presentes em quantidades significativas nos componentes não alcoólicos da cerveja. Frente a isto, um estudo recentemente publicado na revista científica Medicine and Science in Sports and Exercise avaliou o papel da cerveja sem álcool na redução do processo inflamatório agudo e a incidência de doenças no trato respiratório superior em corredores de maratona.

O estudo contou com a participação de mais de 200 atletas inscritos na Maratona de Berlim de 2009. Eles foram separados em dois grupos com características semelhantes (idade, condições de saúde, entre outros fatores), sendo que todos ingeriram de 1 a 1,5 litros de cerveja sem álcool por dia, três semanas antes e uma semana depois da prova. O único diferencial foi que os participantes de um dos grupos (grupo A) ingeriram cerveja sem álcool normal e o outro grupo (grupo B) ingeriu praticamente a mesma bebida, porém sem a presença de polifenóis.

Antes e depois da prova foram coletadas amostras de sangue para avaliar as concentrações da proteína interleucina 6 (IL6) e de leucócitos (ou glóbulos brancos, que fazem parte do sistema imunológico), sendo que ambos em quantidades elevadas representam um alerta de inflamação. Além disso, os corredores responderam um questionário para avaliar o grau de desconforto no trato respiratório superior (composto por nariz, boca, faringe, laringe e traqueia).

Os resultados apontaram que o grupo A (consumo de cerveja sem álcool) apresentou após a prova menores concentrações de IL6, de leucócitos no sangue e menos desconfortos respiratórios em comparação ao grupo B (cerveja sem álcool e sem polifenóis). Além disso, 12 dias depois da maratona, nenhum corredor do grupo A apresentou qualquer desconforto clinicamente relevante, ao contrário do grupo B.

Esses resultados sugerem que os polifenóis presentes na cerveja atuam na proteção e recuperação de processos inflamatórios em indivíduos submetidos ao exercício intenso de longa duração. Entretanto, é importante ressaltar que não houve diferença no tempo de conclusão da prova entre os dois grupos, sugerindo que apesar de os polifenóis serem eficientes no combate aos processos inflamatórios, não melhoram o rendimento físico.

Embora sejam dados extremamente interessantes, os participantes deste estudo ingeriram uma grande quantidade diária da bebida em um período muito longo. Diante disso, novos trabalhos deverão ser realizados para que se possa verificar se há uma relação de causa e efeito entre pequenas doses e a recuperação de processos inflamatórios causados pelo exercício.

Ademais, não posso deixar de enfatizar que as bebidas alcoólicas possuem propriedades inflamatórias, que prejudicam a disponibilidade de nutrientes e podem diminuir a secreção do hormônio do crescimento. Dessa forma, os resultados deste estudo provavelmente não seriam os mesmos com a ingestão de cerveja com álcool.

Por Artur Guerra, Psiquiatra
 
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/ciencia-ef/canais-cienciaef/nutricao-hidratacao/23873-combinacao-de-bebida-alcoolica-e-exercicios-fisicos-merece-atencao

domingo, 7 de outubro de 2012

7 horas diárias de sono afasta o risco de diabetes

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 Um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, afirma que dormir pelo menos 7 horas por dia evita o aparecimento de doenças como diabetes e obesidade.

A pesquisa, publicada no periódico Sleep, foi realizada com jovens entre 15 e 18 anos. O estudo revelou que os adolescentes poderiam reduzir a resistência à insulina em 9% se dormissem mais. Através de exames de sangue e um diário de sono escrito semanalmente por todos os 245 jovens, foi possível chegar a essa conclusão.

De acordo com a coordenadora da pesquisa, Karen Matthews, é a primeira vez que uma pesquisa relaciona o sono com resistência à insulina tanto para obesos e não obesos. Os resultados indicam que independentemente de gênero, raça, idade ou índice de massa corporal, o sono está associado ao metabolismo das pessoas.

*Por Aline Fraga, jornalismo Portal EF

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/ciencia-ef/canais-cienciaef/fisiologia/23706-7-horas-diarias-de-sono-afasta-o-risco-de-diabetes

Erros mais comuns na musculação - Saiba quais são eles e evite

 Sem título

Os erros durante a prática de atividade física são mais comuns do que se imagina.

É fácil encontrar na academia pessoas que realizam os exercícios de forma incorreta, seja pela execução errada do exercício, excesso de carga, forma de segurar nos equipamentos, velocidade do movimento ou até mesmo pela postura. Porém, para garantir um resultado seguro, é preciso estar atento a esses erros e evitá-los. Dessa forma, além de conquistar um corpo em forma mais rápido, também evita o risco de lesões.

Praticar atividade física com segurança é tão importante quanto fazê-la regularmente. No entanto, alguns cuidados são deixados de lado na busca de resultados imediatos. A consequência? Lesões graves nos músculos e articulações. Com esses deslizes, o hábito que deveria trazer benefícios acabam fazendo mal a saúde.

Segundo Marcelo Rodrigo, profissional de educação física da Smart Fit/ São Paulo, alguns exercícios são campeões tanto em resultado quanto em erros de execução. “Pegar mais peso do que aguenta, fazer um intervalo entre as séries maior do que indicado e realizar menos repetições do que o professor indica são alguns dos principais deslizes”, afirma Marcelo. Atenção! Identificar e corrigir esses erros irá fazer total diferença no resultado do treino.

Principais erros:

1. Executar os exercícios de maneira errada por ter vergonha de perguntar ao professor o jeito certo de fazê-los

Alguns iniciantes ignoram as orientações dos professores sobre o uso correto dos equipamentos, se preocupando apenas com o resultado imediato. O resultado são dores no corpo e lesões. O trabalho do profissional de educação física é justamente orientar os alunos na forma correta de fazer o exercício. Confie nele, ele está capacitado para isso.

2. Não ajustar os aparelhos de acordo com seu biotipo

O equipamento tem que estar ajustado a sua força e altura, senão o risco de se machucar é grande. Nos primeiros meses de atividade, peça sempre a ajuda de um profissional.

3. Acelerar as repetições entre as séries

Nada de fazer o treino com pressa de ir embora. A velocidade moderada nas séries contribui para um trabalho mais eficiente, enquanto a rapidez pode fazer com que tenha fadiga muscular e não termine o treino.

4. Sempre fazer a mesma série de exercícios

O corpo também vicia. Ele precisa de estímulos para contribuir obtendo resultados eficazes por isso, é importante modificar as cargas, séries e o treino para avançar nos resultados. Mas sempre com a orientação de um profissional.

5. Pegar mais pesos do que aguenta

Malhar intensamente e com frequência, seguir uma série que não condiz com seu condicionamento físico ou não aumentar progressivamente a intensidade dos exercícios pode causar lesões ou até mesmo problemas mais sérios, como um infarto.

*Matéria retirada do site Segs 

Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/fitness/canais-fitness/musculacao/23704-erros-mais-comuns-na-musculacao-saiba-quais-sao-eles-e-evite

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Descubra como manter o suor sob controle

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O suor excessivo pode causar constrangimento, mas alguns hábitos e tratamentos podem livrar você dessa situação.

A transpiração possui duas funções: manter a temperatura adequada do corpo (entre 35,5o C e 36,5o C) e eliminar toxinas. Por isso, o suor é essencial para o bom funcionamento do organismo. Porém, não tem como negar que ele às vezes pode se tornar um incômodo, especialmente quando aparece em excesso. “Essa quantidade depende de diversos fatores como o metabolismo da pessoa, a temperatura ambiente, se ela está fazendo atividade física e até de seu estado emocional”, explica a dermatologista Thais Pepe. De acordo com pesquisas da Unilever, uma pessoa normal elimina cerca de 1 litro de líquido por dia.

As áreas que mais transpiram, segundo a dermatologista Christina Blattner, são aquelas com maior quantidade de glândulas sudoríparas como axilas, mãos e pés. No entanto, algumas pessoas suam de forma concentrada em outras partes do corpo. “Diversas doenças tem a hiperidrose, o suor excessivo, como um sintoma. Por isso, se você reparar um aumento de transpiração procure um especialista para se certificar que está tudo bem com sua saúde”, aconselha Thais Pepe. Certos medicamentos e alterações hormonais também podem causar um aumento na quantidade ou mudança no odor do suor.

De acordo com Andrea Santa Rosa, membro da Sociedade Brasileira de Nutrição Funcional, alguns alimentos também podem influenciar. “O consumo exagerado de proteínas pode aumentar a produção de amônia, deixando o suor com cheiro mais intensos. Os alimentos que contêm enxofre, como alho, cebola, couve-flor, lentilha, feijão e trigo devem ser evitados em excesso”, afirma a nutricionista. Iguarias condimentadas como curry e pimenta do reino, além do café e chás com cafeína, que aumentam a liberação de adrenalina, também podem fazer com que a pessoa transpire mais. Já o álcool pode aumentar a produção de suor por ser vasodilatador.

Além de evitar esses alimentos, outras dicas podem ser úteis para combater o suor incômodo. “Beber muita água e comer frutas, legumes e cereais integrais ajuda a melhorar as funções metabólicas, reduz o estresse corporal e pode diminuir o volume de suor”, defende Andrea. Alguns chás desintoxicantes também podem ajudar a eliminar toxinas com mais facilidade como chá de hibisco, verde, canela, gengibre, carqueja e boldo. “Alimentos ricos em clorofila como couve, espinafre, agrião e rúcula também ajudam a neutralizar o odor”, afirma a nutricionista.

Na hora de escolher o produto que vai protegê-lo da transpiração excessiva é preciso estar atento. O desodorante diminui o odor e reduz a quantidade de bactérias sobre a pele, mas não impede o suor. “Já o antitranspirante tem cloridrato de alumínio, que penetra no poro do pelo, fazendo uma leve obstrução, tendo uma ação mecânica”, explica Christiana. Este produto porém deve ser aplicado apenas na região das axilas. Mas, diferentemente do que muitos pensam isso não causa problemas para a saúde, a não ser, é claro, em caso de alergia. “O corpo tem diversas formas de compensar isso e encontra outras formas de eliminar água e manter a temperatura. Em outras partes do corpo você pode optar por cremes ou por talco, que diminui a umidade do local e ainda ajuda a neutralizar o odor”, diz Thais.

Quando o assunto é roupa, prefira as peças de algodão, que são mais arejadas, e evite as fibras sintéticas, plásticas ou impermeáveis. As cores escuras esquentam mais, gerando mais transpiração, então prefira as claras. “Usar roupas mais fechadas para suar mais enquanto se exercita irá causar apenas um aumento na perda de eletrólitos e não de gordura. Esse é um erro comum, que pode levar a uma desidratação grave”, afirma Andrea. Além da água, isotônicos, água de coco e outros líquidos podem ajudar na reposição de eletrólitos e hidratar o corpo.

A transpiração pode gerar problemas em uma entrevista de emprego e outras situações formais, resultando em constrangimento. E o maior vilão quando se trata de suor excessivo, segundo os especialistas, é de fato o estresse. “Muitas vezes o paciente está preso em um circulo vicioso: fica nervoso porque sabe que vai suar demais e sua mais ainda por estar ansioso”, explica Thais. Por isso, o tipo de tratamento vai depender muito do caso. Segundo Christiana, em alguns casos um medicamento ansiolítico natural, para controlar esse estado emocional, pode ajudar.

A hiperidrose pode ser controlada com medicação via oral, um tratamento com íons, uso de toxina botulínica (botox) ou cirurgia. “O remédio oral é a opção mais barata, mas tem efeitos colaterais. A melhor opção atualmente é de fato o botox. Com uma sessão o paciente consegue passar geralmente de oito a nove meses sem suar naquela região. Às vezes, em casos com fundo emocional, uma única aplicação pode ser definitiva”, afirma Thais. O tratamento pode ser feito em diversas áreas do corpo, como pés, mãos e costas. A cirurgia para controle da hiperidrose é feita com pequenas incisões e não deixa cicatrizes, mas nem sempre é indicada. “Como todo procedimento invasivo, ela não é isenta de riscos. Pode levar o paciente a suar mais em outras regiões, causar paralisia em caso de erro etc”, afirma Christiana.
 
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/voce-ef/98-saude-bem-estar/23571-descubra-como-manter-o-suor-sob-controle

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

IATROGENIAS NA ENFERMAGEM: um estudo acerca do estilo de vida e a jornada de trabalho dos profissionais

WENDEL FREN COSTA DOS ANJOS¹
FERNANDO CASTAGNA²


RESUMO


O profissional de Enfermagem possui na sua grande maioria vários vínculos empregatícios, tendo assim pouco tempo destinado ao lazer. O estilo de vida frenético decorre muitas vezes, de necessidades financeiras e manutenção de um padrão social considerável, pois a profissão infelizmente ainda não tem uma jornada de trabalho regulamentada, bem como um piso salarial, fazendo com que o (a) trabalhador (a) estabeleça para si um ritmo rigoroso de atividades dentro das unidades hospitalares. Partindo dessa problemática, esse estudo tem como objetivo, incentivar a importância de ter um bom estilo de vida satisfatório como forma de prevenção de iatrogenias no ambiente hospitalar. Para a realização da pesquisa foi utilizado a técnica de pesquisa documentação direta do tipo investigação ação participativa (IAP), tendo em vista que, é um a técnica de pesquisa onde o pesquisador faz o levantamento dos dados no local da pesquisa. A IAP é um tipo de investigação que vem sendo bastante utilizado pelos pesquisadores pois, através da pesquisa o investigador não apenas identifique o objeto, mas atue sobre o mesmo trazendo uma contribuição. Os resultados apontaram que grande parte dos profissionais de Enfermagem, nas unidades hospitalares, tem uma longa Jornada de Trabalho associado a um estilo de vida sedentário, sendo estes fatores determinantes para a ocorrência de Iatrogenias no ambiente hospitalar, os mesmos compreendem que esses fatores são decisivos para o erro. Os profissionais entrevistados das unidades hospitalares entendem a necessidade de ter um estilo de vida ativo com praticas diárias de exercícios físicos nas atividades diárias, bem como no ambiente de trabalho sendo estes essenciais para a diminuição de casos de iatrogenias nas unidades hospitalares. Acredita-se que contribuímos diretamente com a temática através de discussões com diversos autores que discutem o tema bem como os profissionais que foram entrevistados nas unidades hospitalares, pois mostramos da melhor forma possível a importância do profissional de Enfermagem ter um estilo de vida ativo com prática regular de exercícios físicos para ficarem menos propícios ao erro nas unidades hospitalares.

PALAVRAS-CHAVE: Estilo de vida; Exercício Físico; Iatrogenias; Profissional de Enfermagem.

¹ Formado em Educação Física; Bacharel em Enfermagem; Especialista em Educação Física Escolar; Mestrando em Ciências da Educação.
² Professor Orientador da Monografia; Bacharel em Enfermagem; Tecnólogo em Urgência e Emergência.


Obs: Se quiser obter o trabalho monográfico na íntegra entrar em contato pelo email: wendel_ef@hotmail.com

Att,

Wendel Fren Costa dos Anjos