Segue abaixo o link:
http://www.ufmt.br/ufmt/site/userfiles/MANUAL_ADM_TOTAL.pdf
Material de suma importância para a parte administrativa na Enfermagem.
Esse blog foi construído para postagem de assuntos relacionados a área de Enfermagem / Educação Física, e para meus alunos ficarem inteirados nos assuntos trabalhados em sala de aula e assuntos da atualidade na área da educação e saúde...
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Oito cuidados que o paciente com diabetes deve ter ao praticar exercícios físicos
Atividade física é capaz de reduzir a dose necessária de insulina e medicamentos.
Aplicação de insulina, dieta rígida, avaliações constantes da glicemia: conviver com o diabetes não é tarefa das mais fáceis. Mas são justamente esses cuidados que tornam a vida dos 10 milhões de brasileiros que, segundo o Ministério da Saúde, possuem a doença com muito mais qualidade. "Com os devidos cuidados, a pessoa com diabetes pode fazer tudo o que uma pessoa saudável é capaz de fazer, inclusive exercícios físicos", explica o endocrinologista Sérgio Vêncio, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
A atividade física faz parte do tratamento não farmacológico, aquele que vai além dos remédios. "O exercício auxilia no ajuste do controle glicêmico e reduz a dose necessária de insulina e medicamentos orais, além de diminuir o percentual de gordura e aumentar a massa magra", conta a educadora física Luciana Mendonça Arantes, do Centro Avançado de Recuperação e Estética Rio Claro (CARE). Aproveite o dia Mundial do Diabetes (14 de novembro) para calçar o tênis e correr para a academia, mas com todos os cuidados necessários. Nós te contamos quais são.
Auxílio profissional
Consultar um médico antes de iniciar uma atividade física é um cuidado obrigatório para qualquer pessoa. Para o paciente de diabetes, vale o mesmo. O endocrinologista Sérgio Vêncio conta que o aval médico é ainda mais importante para quem tem risco para doença cardiovascular ou mais de 40 anos. A atividade física deve ser preferencialmente supervisionada por educador físico, o profissional apto a definir intensidade, duração e o tipo de exercício físico, tornando-o mais eficiente e seguro. Mas o especialista recomenda: "Nos casos em que não for viável o acompanhamento desse profissional, a atividade física não deve ser evitada, mas realizada de acordo com a recomendação médica".
Tempo e frequência
Nada de passar horas na academia, segundo a educadora física Luciana Mendonça, 60 minutos de exercícios físico diários, com frequência de no mínimo três vezes por semana, são comprovadamente suficientes para melhorar os níveis de glicose no sangue do paciente. Mas se você gosta de malhar, não existem limitações. O portador de diabetes - devidamente controlado - pode praticar exercícios durante o mesmo tempo, frequência e intensidade que qualquer outra pessoa.
Para controlar a glicemia
A endocrinologista Vivian Estefan, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, conta que a redução dos índices de glicemia é um dos efeitos mais significativos da atividade física no diabetes. A glicose é fonte predominante de energia nos 30 primeiros minutos de exercício. Assim, a atividade física tem função parecida com a insulina quanto à utilização de glicose pela célula.
A realização de exercícios físicos estimula a secreção de alguns hormônios, como o cortisol e o GH (hormônio do crescimento). Em consequência, o fígado produz glicose, o que pode aumentar a glicemia. Por outro lado, o exercício aumenta a sensibilidade dos tecidos corporais à insulina ? fazendo com que o corpo metabolize a glicose com mais facilidade. O corpo age como uma balança frente ao exercício: alguns processos físicos aumentam a glicemia, enquanto outros diminuem.
Se antes do exercício a glicemia estiver elevada (maior que 250mg/dl), o exercício está contraindicado, já que pode causar um pico glicêmico. Caso ela esteja inferior a 150mg/dl, a atividade pode ser realizada naturalmente, ajudando até a diminuir esses valores. Caso a glicemia esteja abaixo dos valores considerados normais (de 70 a 140mg/dl, aproximadamente), a atividade pode gerar hipoglicemia e, por isso, deve ser evitada.
Ajuste da insulina
A endocrinologista Vivian Estefan conta que a insulina e as medicações que diminuem a glicemia têm sua ação intensificada pelo aumento do metabolismo que ocorre durante o exercício físico. "Por isso, recomendamos que, sob orientação médica, a dose da medicação tomada seja menor no dia da realização da atividade física". Este mecanismo é um dos responsáveis por hipoglicemias induzidas pelo exercício. O paciente deve fazer a monitorização frequente da glicemia até entender como o seu corpo se comporta antes, durante e a após a atividade física, fazendo a suplementação quando necessário.
Alimentação
O endocrinologista Sérgio indica a ingestão de uma pequena quantidade de carboidrato - como uma fatia de pão integral ou uma barrinha de cereais - antes da atividade física. Esse nutriente é precursor da glicose e é liberado lentamente no organismo, o que evita a queda brusca da glicemia. Após a prática de exercícios, também é importante consumir carboidratos para repor as energias gastas.
Saia da esteira
Exercícios aeróbicos, como a caminhada, são muito importantes para quem tem diabetes, mas estudos recentes mostram que a musculação também pode ser muito vantajosa para quem convive com a doença. "Isso porque as contrações musculares repetidas estimulam componentes da membrana celular", afirma o fisiologista Raul Santo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Isso faz com que as proteínas celulares carreguem mais facilmente a glicose para dentro da célula. Além de controlar o nível de açúcar no sangue, o exercício pode, a longo prazo, diminuir a dependência da suplementação de insulina
Cuidado com os pés
O endocrinologista Sérgio conta que o paciente de diabetes pode apresentar uma complicação chamada neuropatia, que causa a diminuição da sensibilidade, principalmente em extremidades, como os pés. Essa complicação pode gerar um dos transtornos mais conhecidos do diabetes: o pé diabético. O paciente pode se machucar e não perceber, o que - associado à circulação sanguínea deficitária - pode levar, em casos graves, até à amputação. Mas evitar o problema é simples: use meias e calçados adequados e confortáveis, principalmente durante a atividade física, e olhe bem seus pés diariamente - assim qualquer lesão pode ser identificada e tratada logo no começo.
Diabetes tipo 1
"Os cuidados para o portador de diabetes tipo 1 - doença de caráter genético e não adquirido - são os mesmos indicados para quem tem diabetes tipo 2, com uma única diferença: esse indivíduo necessariamente utiliza insulina, o que pode aumentar ainda mais as chances de hipoglicemia", explica Sérgio Vêncio. "Vale redobrar a atenção nesses casos e fazer as medições antes de qualquer prática".
Matéria publicada em portal Minha Vida
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/fitness/canais-fitness/academias/24924-oito-cuidados-que-o-paciente-com-diabetes-deve-ter-ao-praticar-exercicios-fisicos
Alimentação antes da corrida: como evitar dores na lateral do abdômen
Especialista afirma que se exercitar em jejum não faz bem à saúde, e recomenda um intervalo de uma a duas horas até começar os exercícios.
Nos treinos ou provas realizadas no início da manhã, como as que farão parte do circuito Rei e Rainha do Mar neste domingo, no Rio de Janeiro, existe sempre uma preocupação com a alimentação prévia à atividade. Podemos considerar consenso a recomendação de não competir em jejum. A falta de uma ingestão de alimentos na manhã do dia da prova representaria competir após jejum de várias horas, o que comprometeria o desempenho, podendo até precipitar um episódio de hipoglicemia com consequências mais sérias.
Entretanto, ingerir alimentos imediatamente antes de uma atividade física também requer certos cuidados. Existe um quadro de desconforto que pode prejudicar o atleta e até mesmo provocar a interrupção da atividade que tem relação com a ingestão de alimentos. Trata-se da incômoda dor no flanco, um episódio que muitos praticantes de esporte já experimentaram e que a ciência se preocupou em explicar. A causa da dor de lado
Esta dor aparece de forma inesperada e pode se tornar tão intensa que inviabiliza a continuidade do exercício. Alguns estudos científicos puderam esclarecer sua causa. Segundo estas evidências, o quadro seria decorrente da presença de conteúdo no estômago, prejudicando o movimento descendente do músculo diafragma que se torna exacerbado quando a respiração é mais exigida durante exercícios mais intensos.
Quando o diafragma desce para expandir a caixa torácica, se houver conteúdo no estômago, o músculo se comprime contra este obstáculo mecânico. Esta compressão do diafragma ocasiona prejuízo da sua perfusão sanguínea, provocando dor. A conclusão é que iniciar uma atividade com conteúdo alimentar no estômago é desaconselhável.
Como evitar
Como conciliar então, a necessidade de ingerir alimentos e a prevenção deste quadro? A recomendação é que se respeite o tempo para o estômago se esvaziar antes de iniciar o exercício. O tempo de esvaziamento do estômago depende do volume ingerido, de seu estado físico, e de sua composição. Alimentos líquidos, sem gordura ou alta concentração de proteínas podem se esvaziar rapidamente do estômago.
Estes requisitos devem orientar a alimentação pré-atividade. Portanto, a sugestão é ingerir alimentos predominantemente na forma líquida como fonte de carboidratos. As frutas e sucos naturais ingeridos com moderação são uma boa opção. O carboidrato na forma de gel pode também ser utilizado. É importante respeitar o tempo de uma a duas horas até o início da prova para maior segurança, possibilitando a ingestão de outras fontes de carboidrato como pães e proteínas magras como peito de peru.
Estes cuidados resguardam a necessidade de aporte de energia, evitando os males do jejum prolongado e prevenindo a tão temida dor no flanco.
Matéria publicada em portal Globo Esporte
Respiração pela boca pode prejudicar o desempenho físico em atletas
O acompanhamento odontológico resolve o problema e melhora a aptidão ao esporte
Profissionais de Ed. Física, fisioterapeutas, médicos. Não são apenas esses os profissionais que devem dar suporte aos atletas. A odontologia desportiva pode melhorar o rendimento dos atletas, promovendo a saúde bucal e prevenindo possíveis lesões decorrentes de atividades esportivas.
O Brasil será a sede das próximas Copa do Mundo e Olimpíadas. Eventos deste porte atraem a atenção e estimulam a prática esportiva em todo o país. Com isso, é redobrada a importância, a garantia de que amadores e atletas profissionais pratiquem sua modalidade com toda a segurança, usufruindo dos benefícios que a odontologia pode proporcionar ao seu desempenho.
O tratamento do atleta abrange diversas especialidades odontológicas. Para o odontopediatra e para o ortodontista, é fundamental assegurar o crescimento saudável do complexo maxilofacial, sendo, portanto, a infância e a adolescência, o melhor momento para se detectar e intervir em problemas futuros.
Os prejuízos de respirar pela boca
O fator mais importante para o desenvolvimento facial, maxilar e dentário apropriado, é a respiração correta pelo nariz e não pela boca. A respiração bucal é comum em condições onde a via nasal não está disponível seja por obstrução real ou por hábito. Estas obstruções incluem alergias, amígdalas aumentadas, adenóides aumentadas, septo desviado e outras.
Quando se respira pelo nariz, os lábios estão em contato, e a língua se posiciona de encontro ao céu da boca. Esta posição é boa pois a língua atua como o melhor aparelho ortopédico e ortodôntico. A língua, em condições normais, exerce uma força para fora, resistindo às forças dos músculos da bochecha, que por sua vez exercem uma força para dentro, criando um equilíbrio e mantendo a forma do arco. Com a respiração bucal crônica, a língua cai para o assoalho e para de exercer força ideal para fora. As forças dos músculos não encontram adversário e promovem um estreitamento do arco superior, falta de espaço e consequente apinhamento (o popular encavalamento) dos dentes.
Ademais, os respiradores bucais crônicos também podem desenvolver alterações indesejáveis na face como um queixo deslocado para trás, o que leva a um impacto negativo no perfil, além de ronco e apneia do sono. Nas crianças, a respiração bucal ainda esta associada à baixa oxigenação do cérebro com baixo rendimento escolar e velocidade reduzida nas atividades intelectuais e físicas.
Um exemplo
Ronaldo Luiz Nazário de Lima, o Ronaldinho, quando começou a praticar o futebol, jogava bem, porém não corria, e possuía um condicionamento físico considerado muito ruim. Mas para a sua sorte, o time possuía na comissão técnica um dentista com visão esportiva. Ao conhecer o garoto e observar a sua respiração bucal, ele tratou o problema, logo o menino mostrou todo o seu potencial. Um atleta que respira pela boca apresenta rendimento físico 20% menor se comparado ao que respira pelo nariz. Imagine então, quantos fenômenos o esporte brasileiro pode estar perdendo a cada ano devido a respiração bucal?
Outro exemplo é o campeão olímpico Michael Phelps: o maior recordista mundial de medalhas olímpicas de todos os tempos é um respirador bucal crônico. Possui face longa, arcos estreitos, dentes apinhados e sorriso gengival. E ainda sim consegue nadar daquele jeito. Como?
Um arco estreito, sorriso gengival e dentes apinhados podem ser tratados em crianças e em adultos. O arco é expandido para promover maior passagem de ar e permitir alinhamentos dos dentes e a mandíbula pode ser avançada através de aparelhos, evitando algumas vezes a cirurgia. O melhor é resolver o quadro o quanto antes, se possível ainda na infância. O indivíduo não nasce como respirador bucal, ele simplesmente, por algum problema passa a respirar de maneira errada e quando não tratado, adquire características faciais próprias. Se fosse dado a Michael Phelps a oportunidade de respirar pelo nariz quando criança, a sua face com certeza seria muito diferente da de hoje e ele poderia pular na água alguns segundos após os outros nadadores que ainda sim ganharia o ouro. Trata-se aqui de com certeza o maior atleta de todos os tempos, porque mesmo estando em déficit físico em relação aos outros, ele supera as adversidades e chega em primeiro lugar.
Tratando o problema
Para se evitar a respiração bucal e os efeitos colaterais negativos, é recomendável, uma vez detectada a respiração bucal, a qualquer idade, uma avaliação da criança pelo ortodontista, que encaminhará quando necessário ao otorrino. Observe seu filho à noite e repare se ele ronca, se baba no travesseiro e se a boca está aberta. Alem disto lábios ressecados, gengiva inflamada, mau hálito e dentes com bordas esbranquiçadas também são sinais característicos.
Desenvolver e manter uma respiração adequada são as bases do desenvolvimento facial adequado. Respirar pelo nariz é o método mais eficiente e desejável de transferir oxigênio aos órgãos vitais. Podemos viver sem comida por alguns dias, sem água por algumas horas, mas sem oxigênio, só aguentamos por alguns segundos. Oxigênio é o alimento vital e precisamos maximizar a maneira como ele é transmitido ao corpo.
Máteria publica em portal Minha Vida
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/ciencia-ef/canais-cienciaef/fisiologia/24987-respiracao-pela-boca-pode-prejudicar-o-desempenho-fisico-em-atletas
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Hidroginástica: aliada do emagrecimento, atividade vai além do público idoso
Exercícios mais intensos dentro d’água garantem maior gasto calórico com menos impacto, sendo essencial inclusive para quem precisa dar um fim na obesidade.
Popular entre a terceira idade, principalmente depois de sua ampla divulgação na década de 1990, a hidroginástica costuma ser encarada com cautela pela população mais jovem. “Antigamente a hidroginástica era feita pelos idosos pelo fato de ela ter um impacto muito reduzido e, por isso, sempre foi muito indicada pelos médicos para idosos com problemas articulares, de coluna etc”, conta Vera Lucia Gonçalves, especialista em hidroginástica, professora da disciplina de atividades aquáticas das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e responsável pela hidroginástica do Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo (CEPEUSP), “hoje ela está mais modernizada tanto na parte técnico-pedagógica quanto nos equipamentos e é praticada por todo mundo”.
Com pouquíssimas restrições, a hidroginástica tem sido cada vez mais utilizada principalmente por pessoas obesas que precisam reduzir o peso em pouco tempo, mas que não podem fazer atividades de impacto para não prejudicar as articulações.
Hidroginástica tem alto gasto calórico
Diversos estudos apontam atualmente que, para emagrecer fazer apenas dieta ou exercício não é eficaz, mas sim a combinação dos dois elementos simultaneamente. “E os estudos mostram que não basta mais só fazer aeróbico. É também importante fazer um trabalho neuromuscular, porque quando você trabalha os músculos, além de demandar um gasto de energia maior, aumenta o tamanho desse músculo e, com ele maior, vai requerer mais calorias. Normalmente as pessoas precisam treinar aeróbico e neuromuscular separadamente e o grande lance da hidroginástica é que, pelo fato de estar dentro da água, você trabalha com forças que se somam e tem a resistência do meio”, explica Vera.
Nino Aboarrage, professor de biomecânica na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e mestre em ciência da motricidade humana, lembra a lei da física que prega que para cada ação há uma reação. Assim, “o profissional de educação física precisa ter conhecimentos específicos das propriedades físicas da água para poder usar a resistência do meio para poder treinar o sistema muscular. Acreditamos que a água é um meio mais resistente que o ar e quanto mais força você aplica contra ela, mais esforço trabalha no corpo e o cardiorrespiratório vem junto, pegando carona. Maior intensidade, maior o gasto calórico e já posso trabalhar no emagrecimento”, afirma.
Para determinar qual é o gasto calórico de uma atividade física é preciso levar em consideração duas situações básicas, segundo Aylton Figueira, professor de fisiologia do exercício na FMU e na Universidade São Judas, doutor na área de adaptação humana e atividade física: a duração da atividade física – no caso da hidroginástica, cerca de 45 minutos a aula – e a intensidade da aula, o quanto ela aumenta os batimentos cardíacos e o consumo de oxigênio pelo corpo. “Esses são dois pontos básicos, porém duas pessoas fazendo a mesma aula, nas mesmas duração e intensidade, provavelmente terão gastos calóricos diferentes porque cada um tem uma individualidade que é o peso corporal”, explica.
O professor da FMU conta ainda que, apesar de o gasto calórico ser individualizado, é possível estima-lo de acordo com a intensidade de alguns exercícios. Assim, uma aula de hidroginástica tem gasto calórico de cerca de 5,5 calorias/minuto, enquanto a caminhada rápida na água se enquadra na categoria de atividade moderada, quase vigorosa, com gasto de 7,4 calorias/minuto e a caminhada leve, dentro da piscina, 2,5 calorias/minuto. Em repouso absoluto, o gasto é de 1 caloria/minuto.
Por causa do peso, muitas pessoas com sobrepeso não podem se exercitar fora da água pelo risco de se lesionar por conta do impacto e para acelerar o emagrecimento, vão malhar dentro da piscina de forma mais intensa para intensificar o gasto calórico. Aboarrage conta que deu consultoria para um hospital que trabalhava com obesos mórbidos que precisavam perder peso para fazer a cirurgia bariátrica e após um trabalho de hidroginástica mais intensa do que os exercícios que os pacientes conseguiam fazer no seco, os resultados foram ótimos: “teve gente que conseguiu perder 30 kg, outros perderam 60 kg. Pra quem pesa 200 kg, 60 não é nada, mas é praticamente outra pessoa”, lembra o professor.
Figueira destaca que a gordura flutua mais do que o músculo dentro da água e como o obeso tem mais gordura do que músculo, sua redução de peso dentro da piscina é maior do que a das outras pessoas. Assim, alguém com 120 kg poderia reduzir para 80 kg dentro d’água e a hidroginástica leve induziria a um gasto calórico aproximado de 5,5 calorias/minuto, o que é muito melhor do que se ele estivesse parado. Já para quem está apenas um pouco gordinho, os exercícios em terra são mais indicados para ter resultados melhores, segundo Figueira: “a hidroginástica é muito importante para o gordinho se for usada como um trabalho complementar no programa de emagrecimento. Colocar nela a responsabilidade única de emagrecê-lo é um pouco demais.”
Hidroginástica: treino forte
Figueira conta que dentro da piscina, com a água batendo na altura dos ombros, o corpo pesa 80% menos do que fora da água. Assim, um indivíduo que pesa 100 kg, com a água na altura do peito tem seu peso reduzido para 80 kg e, dessa forma, se fizer o exercício fora da água em intensidade moderada, terá um gasto calórico diferente de fazê-lo dentro da piscina por causa da redução de peso. “Para compensar isso preciso ter implementos como acessórios e o ritmo da aula para que o gasto calórico possa volta a subir, caso contrário, seria uma intensidade baixa que promoveria um gasto calórico e um emagrecimento menores. Como a água tem uma resistência constante, se fizer a atividade com mais profundidade, tem que deslocar mais água e tem a compensação da resposta cardíaca a esse esforço, promovendo um gasto maior de calorias”, ensina o professor da FMU.
Vera lembra que a atividade tem mínimo impacto, mas também pode ser realizada também sem impacto algum: “é o que chamamos de deep water, na qual não se toca o fundo da piscina e é ótimo para quem quer emagrecer”. Luvas, remos, aquafins, tornozeleiras resistidas são alguns dos acessórios que podem ser usados dentro da água para acelerar o gasto calórico durante a hidroginástica, tornando-a mais intensa e animada, porque aumenta a resistência contra a água e o esforço demandado para realizar a atividade física.
“Pra fazer uma aula forte, com gasto energético alto, pode usar o método do interval training com luva ou ainda trabalhar em suspensão, já que o aluno não tem apoio em momento algum e não dá descanso para a musculatura, recrutando mais grupos musculares ao mesmo tempo e aumentando o gasto calórico”, ensina a professora da FMU. Para fazer um treino desses, de deep water, a profundidade da piscina varia de acordo com a estatura do aluno, mas Vera explica que acima de 1,60 de profundidade já consegue trabalhar um pouco de suspensão.
Hidroginástica é popular na terceira idade
A hidroginástica ainda é bastante popular entre a terceira idade, mas Aboarrage critica a falta de consciência corporal que existe em algumas aulas pelo país e puxa a orelha dos profissionais de educação física: “é nosso dever levar essa conscientização até o aluno”. Ele explica que muitos alunos enxergam na hidroginástica uma atividade social e passam mais tempo conversando do que se exercitando, o que prejudica o desempenho da aula e o resultado do exercício. “Não pode perder o foco. Com a idade, o ser humano perde força e potência se não forem desenvolvidas e, se vai pra hidroginástica e não tem foco, fica conversando, acaba piorando, no meu ponto de vista, porque não vai trabalhar a resistência. Nosso objetivo é levar independência principalmente aos idosos para que possam atravessar uma rua com mais agilidade, subir e descer do ônibus sozinho etc.”
Figueira lembra que a aula de hidroginástica para a terceira idade é confortável, porque uma caminhada em terra, por exemplo, cria um esforço de 30 a 40% maior do que dentro d’água. Além disso, é preciso caprichar no ritmo acelerado da aula para oferecer vantagens a esse público. “Dentro da água a frequência cardíaca de qualquer pessoa é menor. A água tem esse fator de redução que vai de 17 a 20 batimentos por minuto, em média”, alerta Figueira, que recomenda a combinação de hidroginástica e musculação na rotina de exercícios da terceira idade para criar a preservação das massas óssea e muscular.
O que fazer para chamar a atenção dos alunos para a hidroginástica?
Para chamar a atenção dos alunos para a hidroginástica nas academias, muitos gestores têm investido em inovações. Vera lembra que o nome hidroginástica é bastante genérico e demanda qualquer tipo de esporte dentro da água, embora o senso-comum associe o exercício à turma da terceira idade batendo papo dentro da piscina enquanto manipula alguns rolos de espuma.
Kickboxing, deep running (corrida na água), spinning aquático, aulas de trampolim na piscina, entre várias outras possibilidades, podem ser praticadas na aula de hidroginástica, sempre potencializando o gasto calórico por estar dentro da água. “Atendemos todos os públicos. Não é mais uma aula molengona”, brinca Vera.
Especialização em técnicas aquáticas
Vera e Aboarrage são categóricos ao afirmar que o profissional de educação física deve buscar o aprimoramento da técnica aquática para poder dar uma boa aula de hidroginástica, em especial para atender a públicos especiais, como os obesos.
“Na faculdade, infelizmente, não se recebe esse tipo de formação. Não existe ainda uma pós em hidroginástica, mas existe em atividades aquáticas, com cerca de 20 horas de hidro. Assim, acho que tem que fazer cursos livres e correr atrás pra se especializar nessas aulas”, sugere Vera.
Nino Aboarrage costuma dar palestras em eventos e congressos e já lançou o Manual do Profissional do Fitness Aquático que aborda tanto o comportamento do professor, a resistência do meio etc e tem uma prova para certificar o profissional de educação física. “Lançamos esse mês também uma série de três DVDs com exercícios simples e divertidos para que os profissionais consigam visualizar as atividades”, indica, destacando que os DVDs podem ser adquiridos diretamente no site www.hidroesporte.com.br.
Para o gestor, oferecer a hidroginástica em sua academia é um bom negócio: “há um tempo atrás havia o paradigma de que a piscina era muito cara, mas o equipamento de ginástica também é. O gestor tem que ver como vai usar para ter retorno”, conta Aboarrage, que destaca que o gestor precisa se informar sobre qual é o tipo de piscina mais adequada para a sua necessidade, com tamanho que comporte uma turma que o profissional de educação física consiga atender sem deixar ninguém sem atenção.
Por Jornalismo Portal EF
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/fitness/canais-fitness/academias/24787-hidroginastica-aliada-do-emagrecimento-atividade-vai-alem-do-publico-idoso
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Anabolizantes: a busca por um corpo sarado pode custar caro à saúde
A busca pelo corpo perfeito, torneado por músculos definidos e sem gordura. Em um país conhecido mundialmente pela beleza, o sonho de um ideal estético pode estar sendo construído a preços altos, em um caminho marcado pelo consumo prolongado de anabolizantes e complicações inimagináveis para jovens adeptos da malhação, que vão de câncer de fígado a suspeitas de tumores de testículos.
Assim, conforme observa o oncologista Dr. Fernando Cotait Maluf, do Hospital São José, a aparência de um corpo saudável pode esconder por trás uma pessoa doente. Um quadro preocupante que tem crescido entre os jovens brasileiros.
— O uso prolongado de anabolizantes propicia doenças cardíacas, respiratórias, psiquiátricas e pode levar a um aumentar as chances de tumores no fígado principalmente. Há suspeitas ainda de que o uso de anabolizantes e hormônios de crescimento, como o GH, influi em tumores no testículo, na próstata, assim como nas mamas e no ovário.
Segundo o especialista, tumores no fígado não aconteciam em pessoas tão jovens — na faixa dos 20 ou 30 anos — no passado. Antes relacionados a vírus de hepatite b e c, e ao uso de álcool, hoje os chamados tumores hepáticos estão aparecendo em pacientes sem histórico disso e que fazem uso dessas substâncias.
O risco é alto. Segundo o nutrólogo Dr. Milton Mizomuto, quase metade dos suplementos para quem malha são “contaminados” com algum anabolizante.
— Isso acontece, principalmente, com os suplementos importados. Com os nacionais, pelo menos nesse aspecto, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é rigorosa.
Além de aumentar as chances de tumor de fígado e na parte genital, o uso de anabolizantes pode ter uma repercussão desastrosa no sistema cardiovascular. Segundo o Dr. Maluf, diversos “artigos falam em maior chance de infarto do miocárdio, alterações da coagulação levando a tromboses de veias das pernas e embolia pulmonar, além de alteração dos níveis de colesterol e triglicérides”. Em um quadro ainda pior, uso abusivo de anabolizantes pode levar a um quadro de psicose e comportamento agressivo.
Os anabolizantes são hormônios masculinos sintéticos que absorvem proteínas e retêm líquido, provocando inchaço dos músculos. O uso pode acarretar ainda uma diminuição na produção de esperma, impotência sexual, aumento do volume da mama e até mesmo diminuição dos testículos, lembra o Dr. Maluf.
— Os anabolizantes são usados para corrigir uma deficiência hormonal e não para melhorar artificialmente a performance de quem faz academia. Eu, por exemplo, prescrevo anabolizantes para pacientes com câncer que estão perdendo músculos ou peso. Mas eu sou a “ponta do iceberg”, já que a maioria é prescrita de modo não legal.
Segurança
Mas até que ponto, então, os anabolizantes podem ser usados? Segundo o Dr. Mizumoto, não há níveis seguros para o uso dessas substâncias. Ele lembra que os anabolizantes foram originalmente prescritos para idosos que perdem massa muscular e pacientes com queimaduras gravíssimas, e não para quem quer ficar “sarado”.
Assim, quem busca um desempenho adequado e um corpo “perfeito” deve procurar um treinamento adequado progressivo e dietas nutricionais de acordo com o seu biótipo e necessidades. Nenhum tipo de hormonioterapia deve acompanhar, a não ser para pacientes que apresentam deficiência desses. O ideal, explica o Dr. Mizumoto, é buscar um nutrólogo que entenda de medicina do esporte e condicionamento físico, para que possa avaliar as necessidades do paciente.
Além de aumentar os riscos de insuficiência renal e tumores, alerta o nutrólogo, o uso prolongado de anabolizantes cria um círculo vicioso, já que a pessoa que o toma pode ver seus músculos atrofiarem se parar.
Um quadro preocupante que não parece estar com os dias contados, observa o Dr. Maluf.
— Acredito que seja uma tendência mundial, mas mais forte no Brasil que é muito comprometido com a beleza. Basta pensar em cirurgias plásticas para ver que o Brasil tem o maior volume do mundo.
Matéria publicada em portal R7
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/ciencia-ef/canais-cienciaef/doping/24678-anabolizantes-a-busca-por-um-corpo-sarado-pode-custar-caro-a-saude
Exercícios em excesso podem até impedir a mulher de engravidar
Isso porque exagerar no treino pode influenciar diretamente no ciclo menstrual e diminuir a capacidade reprodutiva.
Com a queima dos estoques de gordura, o corpo da mulher passa por muitas alterações. “O metabolismo muda e, junto com ele, os hormônios também sentem os efeitos dos exercícios abusivos. O que acontece é que os níveis de estrogênio diminuem, enquanto os de testosterona aumentam. Essa combinação pode bloquear a ovulação e desregular a menstruação”, explica o ginecologista Dr. Rubens Paulo Gonçalves.
O caso, inclusive, é comum entre maratonistas, segundo o especialista. Qualquer pessoa que se submeta a altas cargas de atividades físicas, sejam quais forem, passando dos limites ideais, pode sofrer com essas mudanças no corpo.
Dizer ao certo a quantidade indicada de exercícios é um desafio, já que cada pessoa apresenta uma condição corporal diferente. Contudo, o médico aconselha a seguir uma média. “As atividades são importantes e devem ser feitas de três a quatro vezes na semana, sem ultrapassar duas horas de duração. No caso de corridas, o melhor é que não passe de 6 km/h de cada vez, tudo sempre feito com moderação”, finaliza.
Matéria publicada no Portal Terra
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br/index.php/fitness/canais-fitness/academias/24718-exercicios-em-excesso-podem-ate-impedir-a-mulher-de-engravidar-
domingo, 27 de janeiro de 2013
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